Decoração rústica cai muito bem em casas de campo ou para quem gosta de um estilo mais próximo do clássico (rústico e clássico podem flertar tranquilamente numa mesma decoração). Fica muito legal se você colocar alguns móveis rústicos na sua decoração – não precisa todo o ambiente ser rústico.
Por exemplo: um sofá branco, contemporâneo, com uma mesa de centro de madeira maciça, de estilo rústico. Decoração é isso: poder brincar com os estilos, misturando-os e criando o seu próprio.
O primeiro dinheiro que ganhei na vida, aos 6 ou 7 anos, foi por conta da minha relação precoce como jornalismo. Numa ida ao açougue com meu pai, observei que o estabelecimento usava jornal velho para embalar as carnes. Puxei assunto com o cara do balcão, negociei as bases de um acordo e virei fornecedor fiel do açougueiro da esquina. Passei a olhar para os jornais já lidos, esparramados pela casa dos meus pais, com outros olhos.Que dinheirão desperdiçado, pensei. Evidentemente, não era dinheirão algum. Depois de uma curta caminhada até o açougue equilibrando a pilha de papel sobre minha bicicleta, sentia enorme orgulho ao ver meu cliente jogar a jornaleira velha sobre o prato da balança, aferir o resultado e fechar o negócio solenemente: – Sete quilos e meio! Voltava para casa com uns trocados miúdos no bolso, mas feliz da vida. Era a concretização do meu esforço traduzido em notas e moedas. Mais tarde as trocava por balas, pacotes de figurinhas ou qualquer outra bobagem mais divertida que a pilha de jornal velho inútil que crescia dia a dia num canto da minha casa como areia numa ampulheta. Não fiquei rico, mas surgiu ali um entendimento do dinheiro como recompensa pelo suor do trabalho.
Queiramos ou não, as crianças hoje tomam consciência do dinheiro e viram consumidores cada vez mais cedo. Especialistas sugerem que o assunto “finanças” entre na vida dos filhos já aos 2 ou 3 anos!
Recentemente,um pai de Cacoal, Rondônia, fez sucesso na internet ao publicar uma ferramenta inusitada. Vitor Yamada criou uma tabela que mostra a mesada dos seus dois filhos sendo corroída por multas aplicadas a cada “infração” cometida por eles. Reclamar para ir à escola, por exemplo, lhes custa R$ 1; deixar a TV ligada, R$ 0,50 e desobedecer pai ou mãe, R$ 3! A intenção do sr. Yamada, um juiz do Trabalho, pode até ser boa. Só que a técnica de desconto no “salário” ou multas é válida para empresas e o trânsito das cidades.Não creio que o mesmo raciocínio resolva a educação das crianças. na minha infância no interior, entre bois e vacas, meu avô João, o patriarca da família, tinha um método inusitado de iniciação das crianças à vida das finanças. a cada neto que nascia, ele dava de presente um bezerro e uma marca de ferro com as iniciais do bebê. Entendo que para quem vive no mundo urbano, politicamente correto dos dias atuais, possa parecer chocante uma criança ser iniciada no mundo do trabalho como que é hoje considerado um objeto de tortura: o ferro de marcar gado. Posso garantir que a experiência de aprender amarcar e a vacinar não me transformou num monstro torturador de animais. Ao contrário, acompanhar e cuidar do crescimento de bezerros ao lado de suas mamães vacas foiuma escola e tanto. Aprendi na prática a me comunicar, respeitar e ter afeto pelos bichos desde cedo.E ainda: que o eventual ganho com a venda do bezerro crescido era resultado do mérito do trabalho.
De minha parte, fico chocado é quando vejo crianças educadas e estimuladas para omundo das finanças meramente através do consumo.O mundo material é parte, mas não o centro nem a finalidade da nossa curta passagem por aqui.
Não há melhor narrador para nossa história do que nossa própria casa. Ela nasce de um jeito, muda de estilo, adapta-se a novas demandas. Pertencente a um condomínio fechado em Camburi, este projeto é exemplo disso. Amigo de Fabiana Avanzi e de seu marido, o arquiteto Gui Mattos a projetou 14 anos atrás. Na época, ainda não havia crianças na família. Quartos isolados entre os dois andares, portanto, faziam sentido. Com o passar do tempo e a chegada dos filhos, a casa da praia de 250 m² teve de mudar, dessa vez sob o comando de Fabiana Avanzi. A arquiteta manteve-se fiel à concepção de Gui Mattos: preservou madeiras naturais, amplos caixilhos, pedras na área externa, pintura azul nas paredes. Um dos ajustes necessários ocorreu na área íntima, que ganhou nova divisão de quartos. No andar de baixo, Fabiana, entre outras alterações, propôs nova dinâmica entre as salas e a cozinha, de modo que os espaços privilegiassem o convívio. Móveis originais repaginados ganharam novos usos, motivo de orgulho para a profissional: “Não jogamos nada fora”.
Embora o living seja tentador, com generoso sofá modular, par de poltronasMole, do designer Sergio Rodrigues, e mesa Saarinen oval para refeições, a vocação agregadora da casa está no jardim. Coberto por deque e cercado de mata nativa, o espaço foi coroado com bancos de alvenaria com almofadas, poltronas e uma pira, acesa todas as noites em que os proprietários estão na casa – nos feriados e fins de semana, principalmente. “O cheiro de madeira queimada se espalha, e os vizinhos, que ficaram nossos amigos, vêm nos visitar. Lá, todo mundo se conhece”, conta a arquiteta. Por conta das esguias portas de correr, de madeira e vidro, não há limites entre dentro e fora: a mesma linguagem está presente em ambos os espaços.
Nas temporadas em Camburi, tudo flui diferente. “Dormimos melhor”, diz Fabiana, referindo-se ao mais imediato dos benefícios. Ao contrário da rotina de São Paulo, marcada pelos horários e compromissos, na casa da praia, a família é mais família – independente da chuva ou do sol lá fora. “Ficamos mais na casa do que na praia. E fazemos atividades que nos unem”, conta a proprietária. Preparar a comida, buscar o peixe fresco, amassar o pão. Tudo isso com a ajuda das crianças, que encaram essas e outras tarefas como brincadeiras, em um ambiente que, por natureza, recarrega a energia. “Em São Paulo não existe isso”, diz.
No jardim, no beiral da janela ou em um vasinho: não importa! Temperar a comida com ervas colhidas na sua casa não tem preço. Veja exemplos de hortas e inspire-se para criar a sua
Essa dica é boa para ter em casa e dar de lembrança: mini-horta portátil de ervas plantadas em canecas
Experimente plantar em latas de chá. O parapeito da janela é o lugar ideal, se receber a visita do sol por algumas horas. Hortelã, manjericão e minirrosas são espécies que se adaptam. Projeto da paisagista Claudia Muñoz
A herborista Silvia Jeha, do Viveiro Sabor da Fazenda, conta que cada espécie tem crescimento e necessidades diferentes. “A alface, por exemplo, precisa de 20 cm de distância entre cada muda"
O vasinho com ervas vai até para a mesa. Aqui, ele está embrulhado com um pedaço de tecido para dar bossa