sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Veja algumas dicas de como usar o tom ouro na decoração


Os tons metalizados estão agitando o mundo fashion. Eles literalmente brilharam na última Semana de Moda de Milão, em desfiles de grifes como Burberry, Roberto Cavalli e Versace. Aqui no Brasil, o metal é aposta das coleções 2013 de Lino Villaventura, Juliana Jabour e Ausländer. E esta tendência também está na decoração. O metalizado aparece em talheres, luminárias e até almofadas. Veja ideias de como usar em casa:

Sendi Moraes
Caixa dourada de metal Ormolu, da Autore; bowl TH Aramado
de metal, da Benedixt; bowl irregular Antique Brass Triangle,
de alumínio com acabamento em bronze, da Kare;
porta-guardanapos Interlink, da Cecilia Dale; escultura chinesa
Urchin Ball, da Stiledoc
Sendi Moraes
Papel de parede Arte lavável, coleção Paradise, cor cobre, da
Orlean; castiçal Stand Antique Brass, de alumínio e bronze, da
Kare; vaso Orient, de cerâmica, da Grifes & Design; pote
dourado com tampa, da Cecilia Dale; vaso Crevasse de inox
bronze, da Alessi, na Benedixt
Sendi Moraes
Banquinho Mesa P, de madeira com pintura metálica, da Star
Home; vaso de porcelana esmaltada, da Rosenthal, na Grifes
& Design; cachepô de bronze, cobre e dourado, da
Star Home; pote com tampa de bronze, da Cecilia Dale
Sendi Moraes
Almofadas de tricô com fio de camurça e couro bege, da
Lulahome; bordada de cetim com tachas, da Cecilia Dale;
Dazzling, de poliéster, da Kare; pingente Fendi com pedra
facetada, da Star Home
Sendi Moraes
Taças de vinho, de prata, da Star Home; de espumante, de
cristal, da Grifes & Design; copo, de ferro com banho
dourado, da Kare; taça de licor, de cristal, da Grifes & Design;
tesoura com corpo de alumínio pintado, da Star Home
Sendi Moraes
Couro Metalic Line Ouro, da Luhome; faqueiro Ouro Preto, da
Tania Bulhões


Fonte: Casa e Jardim

Já experimentou a Gelatina Psicodélica?


 Foto Rogério Voltan
Foto Rogério Voltan
 Rendimento: 6 pessoas | Tempo de preparo: 30 minutos + o tempo de geladeira
Ingredientes 
4 caixas de gelatina com sabores
e cores diferentes;
1 sachê de gelatina incolor;
1 lata de leite condensado;
1 lata de creme de leite.

Modo de fazer
1 Prepare as 4 caixas de gelatina separadamente, de acordo com as instruções dos fabricantes. Coloque-as em fôrmas baixas. Leve à geladeira até que fiquem firmes.
2 Corte-as em cubinhos e reserve.
3 Bata no liquidificador o leite condensado e o creme de leite.
4 Dissolva o sachê de gelatina incolor em 50 ml de água.
5 Incorpore a gelatina incolor no creme de leite com leite condensado, sem bater.
6 Misture o creme aos cubinhos de gelatina colorida.
7 Mexa com cuidado e leve para gelar novamente, até ficar consistente. 

Fonte: Casa e Jardim

A preparação da casa para a ceia de Natal é um momento esperado para você?


Não tem nada melhor do que decorar a casa para a chegada do Natal. É o momento em que todos da família podem participar e ajudar. Tirar as caixas do armário, montar a árvore, escolher cada detalhe para que a noite do dia 24 seja uma daquelas inesquecíveis. É quando a fase dos preparativos chega a ser tão ou mais gostosa do que a própria festa.

Na entrada da casa, uma guirlanda tradicional recebe um toque diferente: o enfeite principal são flores naturais, rosas brancas. Para que durem bastante, coloque todos os dias algodão molhado no caule e evite que bata sol diretamente nelas. A mesa precisa ser impecável, com a toalha e a louça que estão na família há anos. Uma sugestão: porcelana delicada de flores combinando com o bordado da toalha de linho, guardada para a ocasião tão especial.

Os talheres de prata e os copos de cristal também marcam presença. Como é uma mesa cheia de elementos, inove na decoração e, em vez de fazer um centro de mesa natalino, pendure no teto ou no lustre bolas de Natal para enfeitar toda a extensão da mesa. Fica lindo e diferente.
Rogério Voltan
Misture copos e taças que você tem em casa para servir os aperitivos, que podem ser montados na véspera. Mesa da Stile d.o.c., R$ 2.600. Frutas secas e bombons estão arrumados em uma bandeja, da Entreposto, R$ 588, dentro de taças de cristal e de prata, da Entreposto, Le Lis Blanc Casa e Roberto Simões – preços entre R$ 22 e R$ 188. As taças misturam-se a peças de decoração, como o potiche de porcelana, da Stile d.o.c., R$ 235
Rogério Voltan
A família pode participar da montagem da árvore, da Stella Ramos, R$ 485, inclusive Clara, 2 anos, que veste camisola de princesa da Coisas da Doris, R$ 88. As luzinhas e enfeites do Empório das Flores, Cecilia Dale e Hob & Nob trazem o brilho para a casa. Cadeira da Entreposto, R$ 1.980, tapete da By Kamy, R$ 9.700, caixas da Secreta Saudade, R$ 120 a maior, de fibra, e R$ 40, a vermelha
Rogério Voltan
Incremente a guirlanda, esta do Empório das Flores, R$ 80,com flores naturais
Rogério Voltan
Dê um toque natalino às suas almofadas com fitas, como se fossem presentes. As da foto são da Le Lis Blanc Casa, R$ 179,50 cada
Como nessa época são permitidos certos exageros, espalhe enfeites por todo lado, nas cadeiras da mesa de jantar, nos móveis e até nas almofadas – a ideia é fazer delas presentes natalinos, com laços de fita. É um charme e enriquece o ambiente. Os aperitivos – frutas secas agrupadas em uma bandeja, dispostas em taças de vidro e prata – podem ser colocados até um dia antes, para evitar mais trabalho. Só tome o cuidado de deixá-los cobertos. Se tem crianças em casa, não podem faltar os biscoitos de especiarias em formato de boneco, o famoso ginger bread. Deixe um pote cheio deles para a criançada se esbaldar depois da ceia. Os adultos aproveitam a carona e também podem comer alguns. A árvore merece lugar de destaque na sala, é o centro das atenções, toda com ornamentos dourados. Ela não precisa ser grande, apenas montada com capricho e carinho. Misture as bolas com galhos dourados, que brilham com as luzinhas.

Ao convidar os familiares para a ceia, faça um pedido: que todos levem os álbuns de fotografia antigos. Será divertido rever tantos momentos. Além do mais, aproveite para dar de presente, na saída, um porta-retrato delicado para que este Natal seja lembrado pela alegria e união entre todos.
Rogério Voltan
A brincadeira é reunir fotos antigas da família para compor o presente a ser dado aos convidados: um porta-retrato com cara de antigo, da Roberto Simões, R$ 48
Rogério Voltan
Em vez de um centro de mesa, pendure enfeites de Natal no teto ou no lustre. Bolas, da Cecília Dale, R$ 68 (caixa com quatro peças) e R$ 89 (caixa com três peças), da Hob & Nob, R$ 7,50 cada, e do Empório das Flores, R$ 12,90 a unidade. Copos da Roberto Simões, R$ 1.350 (jogo com18 peças). Cadeira transparente, da A Lot Of, R$ 1.765, e banco provençal, da Christie, R$ 6.615. Ao fundo, tela de Paula Luna Zoega, R$ 2 mil
 Rabanada
Rogério Voltan
Ninguém é de ferro. Enquanto decora a casa para receber
os convidados, teste a receita de rabanada, provando antes
de todos


Ingredientes 1 pão sovado fresco, vendido em padarias (prefira este aos industrializados) e cortado em rodelas
6 ovos
2 xícaras de leite
½ lata de leite condensado
Açúcar e canela em pó

Opcional:1colher de sopa de cachaça, vinho do Porto ou conhaque

Preparo 
Bata os ovos inteiros. À parte, misture o leite ao leite condensado, acrescentado, se quiser, a cachaça, o vinho do Porto ou o conhaque. Passe as rodelas de pão primeiro no leite e, depois, nos ovos. Frite-as em óleo quente. Tire o excesso de óleo no papel toalha e polvilhe com uma mistura de açúcar e canela. 



Ginger bread
Rogério Voltan
Os ginger breads saídos do forno nas assadeiras da Utilplast,
R$ 21,50 e R$ 35,50, podem ser preparados com antecedência
e colocados em potes para a criançada se deliciar depois da
ceia. Estes foram comprados prontos na Fernanda Ribeiro
Bolachas Decoradas, R$ 3 a unidade
Ingredientes da massa
2 ¼ de xícaras de farinha de trigo
½ xícara de chá de açúcar
½ xícara de chá de margarina
½ xícara de chá de melado
1 ovo
½ colher de sopa de canela em pó
1 colher de chá de fermento em pó
1 colher de chá de gengibre
1 colher de chá de cravo-da-índia em pó
½ colher de chá de noz-moscada
½ colher de chá de bicarbonato de sódio

Ingredientes do glacê
1 ¼ de xícara de açúcar de confeiteiro
1/8 de colher de chá de cremor de tártaro
1 clara de ovo

PreparoBata com batedeira todos os ingredientes na velocidade média até que misturem bem. Cubra e leve a massa à geladeira por uma hora. Sobre uma superfície polvilhada com farinha e com o rolo enfarinhado, abra a massa fria numa espessura de 3 mm.Ligue o forno (a 175ºC). Corte a massa com o cortador de biscoitos na forma de boneco e coloque-os sobre a assadeira (não untada). Asse-os por oito minutos, aproximadamente, ou até que dourem. Deixe-os esfriar sobre uma grade. Enquanto isso, prepare o glacê.

Glacê
Peneire juntos o açúcar de confeiteiro e o cremor de tártaro. Bata a clara até que fique bem consistente – acrescente mais açúcar se for preciso. Misture tudo. Para obter cor no glacê, misture corante comestível. Decore as bolachas com saco de confeitar. 
Fonte: Casa e Jardim

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Você teria uma planta carnívora em casa?


Foto à esq.:www.orquidariomv.com.br; à dir.: Shutterstock
utricularia (à esquerda) é uma espécie comum na vegetação brasileira. Já as nephentes (à direita), uma das poucas carnívoras que preferem meia-sombra, são apreciadas por cultivadores
Reprodução
nephentes rajah, típicas das úmidas florestas da ilha de
Bornéu, na Ásia, possui folhas em forma de urna de
aproximadamente 50 cm de comprimento e é considerada a
maior carnívora do mundo. Além de atacar insetos, pode
capturar anfíbios, roedores de pequeno porte e até pássaros
Talvez o nome não colabore, mas as plantas carnívoras não são, nem de longe, vilãs – muito menos "devoradoras de animais e criancinhas". "O preconceito existe por falta de conhecimento", diz o paisagista Sérgio Ricardo Santana, do DW Paisagismo.
Ao redor do mundo são mais de 750 espécies distribuídas em 20 gêneros. “Aqui no Brasil temos mais de 200 tipos - destacando-se as droseras e as utricularias -, a maior parte em campos de altitude e restingas”, diz o biólogo, doutor em Biologia Ve e professor da Unicastelo, José Mauricio Piliackas. “Somos o segundo país em biodiversidade, perdendo apenas para a Austrália”.

Em termos de cultivo, os amantes das plantas carnívoras optam por outras espécies, mais atrativas por sua estética e tamanho ou até pelo manejo, já que o cultivo da espécie é um pouco mais complexo e necessita de alguns cuidados diferenciados. A mais famosa por aqui é a dionaea, conhecida pelo movimento na hora de capturar suas presas. Existem também as sarracenias,com a folha em forma de ânfora, e as nephentes, cujas flores possuem jarros pendurados.

O cultivo
Ao longo de sua evolução, as plantas carnívoras adquiriram uma habilidade diferente graças ao solo pobre em nutrientes por ser muito ácido: capturar insetos ou pequenos crustáceos e larvas (no caso de plantas como a utricularia, cuja armadilha fica debaixo da terra ou subaquática). “Ela retira de suas vítimas os nutrientes que não encontram no solo, mas isso não significa que morrerá caso não consiga capturar nenhum durante algum tempo. Se ela se alimentar com um ou dois insetos por semana, está ótimo”, diz Piliackas. 
Shutterstock
“É comum nos depararmos com pessoas que cutucam a dionaea, para que ela se feche. Isso prejudica a planta, pois faz com que ela gaste muita energia”, conta Piliackas.
As plantas carnívoras são divididas em três grupos: as ativas, que se movimentam para capturar suas presas; as passivas, que não se movimentam; e as semiativas, que apresentam movimentos após a captura, a fim de aumentar o contato com a presa e, assim, promover a sua área de absorção de nutrientes

Shutterstock
sarracenia leucophylla é uma espécie comum aqui no Brail
Cuidar de plantas carnívoras não requer muitas habilidades, apenas conhecimento e um pouco de dedicação. É necessário recriar ao máximo seu habitat natural, isto é, nunca usar solo comum, rico em nutrientes. A opção certa é o sphagnum, um tipo de musgo capaz de reter água, misturado a materiais inertes para dar volume, como a areia. “Existem plantas que necessitam de uma estufa, mas a maioria gosta de sol direto. Nunca deixe uma planta carnívora dentro de casa – a não ser que haja um terrário”, explica o biólogo.

Outra preocupação importante que se deve ter ao começar o plantio de uma carnívora é com a irrigação. Todas as espécies precisam de solo constantemente úmido, senão morrem. Atenção especial à umidade relativa do ar baixa e ao vento, que ressecam a planta mais rápido.
Segundo Sérgio, a única ressalva na hora do cultivo das carnívoras é com as crianças, que se encantam pelas plantas e tocam nelas o tempo todo.



Shutterstock
drosera rotundifolia possui pequenos pelos glandulares em suas folhas com uma substância pegajosa que aprisiona as presas


Fonte: Casa e Jardim

Criança de 5 a 10 anos: como entender o seu filho


Por Bruna Capistrano

O mundo fora de casa, lugares, pessoas diferentes e experiências são observados com mais critério quando o seu filho deixa de lado a fase infantil e adentra a faixa dos cinco anos de idade. E é a partir desta idade que ela se depara com desafios mais fortes e os pais também. O psicanalista Abrahão H. Brafman analisa no livro "A criança de 5 a 10 anos", da editora Zahar, questões que costumam desconcertar pais, educadores e até mesmo as crianças. Veja abaixo:
  • 1
    Problemas com outras crianças na fase escolar
    Crianças com problema escolar
    Foto: Getty Images
    Normalmente, a criança típica da idade entre 5 e 10 anos é reticente ao contar aos pais tudo o que acontece na escola, principalmente quando está em uma nova classe
    . Mesmo que os pais já saibam como é o estilo da criança de enfrentar as pessoas e a vida em geral, é imprescindível que os responsáveis tentem entender o que a criança está querendo dizer e nunca deixe o a questão de lado. "Isso é perigoso porque a deixa exposta a situações que a amedrontam, e, ao mesmo tempo, com o sentimento de não estar sendo apoiada pelas pessoas amadas com quem sempre contou", afirma Abrahão Brafman.

    A evolução mais comum quando a criança não consegue lidar com a convivência na escola é o aparecimento de problemas físicos. E quando isso acontece, a ajuda de um médico é o mais indicado. O que não se deve esquecer é que certas crianças têm dificuldade de relatar que está sendo maltratada na escola. "Sem dúvida há medo de ser punido por desmascarar o agressor, mas encontrei também crianças que tinham grande dificuldade em lidar com a ideia de que o agressor seria punido, como se isso fosse algo injusto, que ela não merecesse", explica o psicanalista.

    Mesmo que a escola possa parecer o reduto do medo da criança por 'esconder' amigos violentos ou situações de apuros, também há de se investigar se o que a criança quer é não sair de casa. Na maioria dos casos, a própria criança é capaz de identificar por que o medo de ir à escola, mas não sabe lidar com o problema, como a criança que se recusa a ir para a escola porque sabe que o pai está em fase de tratamento contra uma doença e não quer se distanciar dele, ou a criança que sabe que a mãe é vítima de violência doméstica e prefere ficar em casa como que para 'defender' a mãe.

  • 2
    O filho único e a chegada do irmão mais novo
    Filho único e a chegada de irmãos mais novos
    Foto: Getty Images
    Você ama seus filhos da mesma maneira, mas será que seus pequenos acham a mesma coisa? O impacto da chegada de um irmão mais novo na família é intenso para os pais mas, principalmente, para os filhos. As meninas tendem a se identificar com as mães enquanto os meninos têm a tendência a serem mais reservados. "Tocarão o abdômen da mãe e concordarão em ouvir o coração do bebê, mas em geral não verbalizam seus pensamentos como as meninas", diz Abrahão Brafman. Mesmo enxergando o irmão como um futuro competidor, há maneiras interessantes de inserir o filho mais velho no cotidiano do bebê. E, assim, aumentar sua automestima e interação com a criança.

    "Segurar a mamadeira e arrumar as roupas em volta do bebê que mama no seio, segurá-lo nos braços ou descobrir quais sons ou movimentos provocam uma reação feliz do bebê são afirmações de confiança na capacidade da criança de superar seus sentimentos de deslocamento e ciúme e dar contribuições valorizadas tanto pela mãe quanto pelo bebê", afirma o autor. Brafman ressalta também que muitas mães têm o costume de acusar a criança mais velha quando o mais novo se queixa do irmão. "Lembrem-se de que ser o mais novo não é sinônimo de ser inocente!".

    E quando o filho único entra na fase de perguntar sobre a ideia de ter um irmãozinho (a), o psicanalista defende que a posição dos pais deve ser sempre verdadeira. Um filho já é o suficiente ou ter receio de não conseguir engravidar novamente, por exemplo, são alguns dos principais argumentos. "A razão real para não ter mais filhos pertence aos pais e se uma criança faz a pergunta, penso que o melhor é explorar o que a leva a isso e como ela se sente sendo filho único".

  • 3
    Crianças com problemas para dormir
    Sono dos filhos
    Foto: Getty Images
    As crianças precisam de, pelo menos, oito horas de sono. Quando o pequeno tem três anos ou menos, a hora de dormir não costuma representar um grande problema, uma vez que ela fica cansada mais facilmente e quer descansar. Após os 4 anos, no entanto, o quadro volta a mudar (lembra das noites em claro quando seu filho ainda era um bebê?). "A criança se sente mais cheia de energia, seus interesses são mais amplos e a sua ânsia para explorar o mundo é cada vez maior", ressalta Abrahão Brafman.

    O que o psicanalista defende é que, em muitos casos, uma rotina dentro de casa faz toda a diferença na hora de a criança ir para a cama e dormir com tranquilidade. "Uma complicação pode acontecer quando o pai só chega em casa tarde da noite: o filho, obviamente, quer desfrutar sua companhia. Não acredito em prescrever regras para a hora 'certa' de ir para a cama. É mais seguro e produtivo agir com base nas próprias convicções, pois a criança receberá uma mensagem clara e tratará de obedecê-la", afirma.

    As desculpas que as crianças dão são as mais variadas: dizem que só conseguem dormir com os pais, ou no quarto do casal; acordam à noite e se recusam a voltar para a cama alegando ter medo de dormir novamente, ou de terem medo de viver um pesadelo ao dormir.O caminho mais curto para o sono tranquilo é esclarecer que a criança precisa dormir na sua cama e se envolver na tentativa de eliminar os medos comuns entre os pequenos.

  • 4
    A sexualidade das crianças
    A sexualidade da criança
    Foto: Getty Images
    É na faixa dos cinco anos de idade que a criança atinge um estágio de desenvolvimento no qual difere como a figura do macho o homem como o pai, e a figura da fêmea a mulher semelhante à mãe, e entende os laços de relações do mundo exterior. No entanto, mesmo quando a criança já tem uma ideia clara de gêneros feminino e masculino, ela ainda alimenta dúvidas em relação à sua identidade sexual.

    "Silvia, de seis anos, foi levada a uma consulta porque estava se masturbando compulsivamente. Ela pertencia a uma família com dois irmãos e era a criança do meio. Durante a consulta, a mãe me falou de um episódio recente em que Silvia lhe dissera que 'também tinha um pênis'. A menina ficou ressentida ao ouvir a mãe contar isso, mas minha reação foi dizer que Silvia, provavelmente, estava tentanto puxar seu clitóris para esticá-lo e torná-lo tão grande quanto um pênis. Duas semanas mais tarde fui informado de que a masturbação cessara", conta Abrahão.

    A princípio, as crianças se moverão de acordo com o mundo, em casa ou na sociedade, de uma maneira espontânea. Só quando os pais ou outros manifestam sua ideia que ela está fazendo algo que não está certo é que a criança perceberá, súbita ou gradativamente, haver um conflito entre suas inclinações e a maneira como os adultos esperam que ela se comporte. "O que acontece em seguida dependerá de como cada família considera o comportamento em questão", resume o autor.

  • 5
    Divórcio: como as crianças lidam com a separação dos pais
    Divórcio: como as crianças lidam com a separação dos pais
    Foto: Getty Images
    Um divórcio causa sofrimento e, em muitos casos, problemas de longo prazo para os filhos, sejam psicológicos ou sociais. Pais que vivem em conflito constante, visíveis e constrangedores, ou restritos a momentos de privacidade, estão expondo os filhos a experiências traumáticas. Isso porque, por mais que o casal acredite transmitir uma harmonia para os filhos, o mais provável é que as crianças percebam a existência de conflitos.

    "Em termos ideais, um casal que está se divorciando deveria ser capaz de conservar algum grau de amizade que possa tornar a vida dos filhos menos traumática. Bom-senso e simples respeito humano seriam úteis. Na verdade, todos os casais sabem disso, porém, na vasta maioria dos casos, essas qualidades são ignoradas e um parceiro, ou ambos, iniciam uma batalha irracional", analisa o psicanalista. O especialista é categórico quanto à melhor solução: "Procurar um psicoterapeuta, terapeuta ou conselheiro conjugal do que se amarrar à esperança de que 'o tempo resolverá'".

    Enquanto os adolescentes já conseguem lidar melhor com a questão, os menores têm pouco discernimento para entender que a separação é o melhor caminho. "Crianças de menos de cinco anos conseguem expressar seu desespero de uma maneira aberta e também fazer perguntas que os pais têm grande dificuldade em responder. Mas as que têm de 5 a 10 anos reagem, em geral, com uma sensação de desamparo e incredulidade, não sendo de fato capazes de imaginar que forma a vida assumirá depois que os pais se separarem. Perguntas diretas não são frequentes, e isso, paradoxalmente, torna mais difícil para os pais explicar sua separação ou saber como tranquilizar o filho em relação a futuros padrões de vida", pontua Abrahão.


    Fonte: GNT