terça-feira, 6 de novembro de 2012

Material de construção de restaurante é palha, rocha e coco

O restaurante e bar Alemagou, na ilha de Mykonos, na Grécia
Você gosta de dar um toque rústico à decoração? O restaurante e bar Alemagou, na Grécia, aposta forte neste estilo. Nada lá lembra que estamos no século 21. As paredes de pedra se misturam à paisagem, o teto é de palha e o piso se confunde com a areia. Até a cuba da pia é rudimentar: ela é feita com uma pedra bruta. A construção parece ter saído da Idade da Pedra e entrar no local é como voltar ao tempo dos Flintstones.

O projeto é do K-Studio e fica de frente para a praia Ftelia, na ilha de Mykonos. A decoração 100% rústica tem a ver com os pratos lá servidos, de culinária tradicional grega. Tanto gastronomia quanto arquitetura são inspirados na civilização cicládica, que viveu nas ilhas gregas entre os séculos 3 mil e 2 mil a.C. Os principais materiais usados eram pedra e cerâmica, também elementos-chave no Alemagou.

A praia Ftelia é muito frequentada por surfistas, devido aos ventos fortes da região. A cobertura com palha de cana foi escolhida justamente para dissipar a corrente de ar, mas manter o ambiente fresco. Outra função da palha é permitir que a luz natural entre, mas o sol forte não. Como raramente chove no local, os arquitetos não precisaram se preocupar em construir um teto mais resistente. Assim, em vez de se proteger contra elementos naturais – vento, sol e chuva -, o restaurante os incorporou ao seu design.

A decoração rústica tem lustres de casca de coco e teto de palha
A cuba da pia é uma pedra bruta
As paredes de pedra parecem fazer parte da paisagem
Os arquitetos se inspiraram na civilização cicládica, que viveu nas ilhas gregas entre os séculos 3 mil e 2 mil a.C.

Fonte: Casa e Jardim

China construirá maior prédio do mundo em 90 dias


A empresa Broad Sustainable Building (BSB), especializada em prédios pré-fabricados, tentará bater todos os recordes. Além de projetar o maior arranha-céu do mundo na cidade de Changsa, a equipe quer finalizar a sua construção em exatos 90 dias. O Sky City One é à prova de terremotos e dez metros maior do que o Burj Khalifa, o mais alto edifício do mundo, localizado nos Emirados Árabes – e que demorou 20 vezes mais tempo para ser concluído.

Pensado de forma sustentável, o prédio terá 220 andares, 104 elevadores e poderá abrigar mais de 100.000 pessoas ao mesmo tempo. Suas paredes externas de 15 centímetros de espessura e uma vidraça quádrupla permitirão um melhor isolamento, diminuindo em um quinto o gasto com energia. Segundo a CNN, o edifício deverá custar 628 milhões de dólares. O trabalho está previsto para começar em novembro de 2012, mas a aprovação das autoridades chinesas ainda não foi concedida. 


O maior prédio do mundo será construído em 90 dias


Fonte: Casa e Jardim

As cavernas mais incríveis do planeta


Se você tem claustrofobia, não gosta de escuro ou não abre mão do conforto da sua casa, jamais poderia viver como o inglês Robbie Shone, de 32 anos. Ele passou os últimos seis anos explorando e fotografando cavernas ao redor do mundo. Na Ásia, encontrou as maiores e mais profundas cavernas do planeta e chegou a lugares nunca antes vistos. “Explorar um lugar que ninguém nunca esteve é muito especial”, disse ele para o jornal inglês The Sun. Shone chegou a ficar 13 dias sem ver a luz do sol em uma caverna no Vietnã.

Depois de toda esta experiência, o explorador selecionou as quatro cavernas que mais lhe impressionaram. Conheça estes incríveis mundos subterrâneos: 
Reprodução / The Sun


Clearwater, na ilha de Borneo, no sudeste da Ásia

Das cavernas já exploradas pelo homem, esta é a maior do mundo em volume. Tem 175 km de caminhos conhecidos, sendo que 60 deles são abertos para o público. A caverna é um popular ponto turístico por ser de fácil acesso. Foi descoberta em 1978. 

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Reprodução / The Sun



Deer, na ilha de Borneo, no sudeste da Ásia

O atrativo deste complexo subterrâneo são os grandes salões internos. Um deles tem 169 metros de comprimento e altura de 125 metros. Outro tem 142 por 148 metros. A própria entrada é enorme, com 146 metros. 

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Reprodução / The Sun



Sheffield, na Inglaterra

Neste caso, não se trata exatamente de uma caverna. Shone selecionou os bueiros e túneis desta cidade inglesa, por onde passa o Rio Sheaf, canalizado em 1860. O sistema é aberto para turistas. 

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Reprodução / The Sun





Miao Keng, em Tian Xing, na China

É a caverna mais profunda do mundo até hoje explorada, com 505 metros. A equipe de Shone foi a primeira a fazer a descida completa. O trajeto levou duas horas. O grupo também fez uma descoberta importante: o precipício se liga a outra caverna, a Dong Ba. Apesar da altura impressionante, o meio quilômetro da Miao Keng sequer se compara ao recorde que a China se prepara para bater: o do maior arranha-céu do mundo, com 838 metros. 

Fonte: Casa e Jardim

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Olha que legal: A casa mais fina do mundo. Você moraria nela?


   Divulgação
A casa mais fina do mundo chega a ter 72 cm de largura
Você acha sua casa pequena? É porque você não conhece a Casa Keret, em Varsóvia, na Polônia. Ela tem 1,22 metro em seu ponto mais largo e apenas 72 cm no menor, em um total de 14 m². Isso faz dela a residência mais fina do mundo. Mesmo assim, há espaço suficiente para cinco cômodos: sala de jantar, cozinha, quarto, banheiro e até um canto de leitura. O projeto é do arquiteto Jakub Szczesny, do escritório Centrala. Todos os móveis tiveram que ser feitos sob medida para caber na pequena construção triangular.

Szczesny passava pelo centro da cidade, quando notou um espaço, descuidado e cheio de lixo, entre dois prédios antigos. Sua ideia foi revitalizar o local, mas nem o próprio arquiteto imaginava que seria possível construir ali. Szczesny, então, teve a ideia de fazer uma casa para alguém que morasse sozinho, viajasse bastante e não precisasse de muito espaço para viver e trabalhar. A inspiração foi o escritor israelense Etgar Keret, que apoiou e deu o nome ao projeto.

A construção foi financiada pela Fundação de Arte Moderna da Polônia, que considerou a casa uma verdadeira instalação de arte. A nova residência também ajudou a revitalizar os prédios vizinhos: um de tijolos, anterior à Segunda Guerra Mundial, e o outro onde funciona uma cooperativa. Antes, o recorde de casa mais fina do mundo era de um projeto japonês, com 2 metros de largura no menor ponto. 
   Divulgação
O escritor Etgar Keret na casa feita em sua homenagem
   Divulgação
Construção tem dois andares suspensos

   Divulgação
A casa é solução econômica para quem mora sozinho
   Divulgação
O espaço total é de 14 m²
   Divulgação
Mesmo pequena, a casa tem espaço para escritório
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Projeto da Casa Keret
   Divulgação
Construção fica "espremida" entre dois prédios


Fonte: Casa e Jardim

Com folhas minúsculas ou grandes e flores delicadas, as espécies aquáticas embelezam bacias, lagos e espelhos d’água


Texto Thaís Lauton Fotos Evelyn Müller
Pintura na água

A micropaisagem à altura das telas do pintor Claude Monet não deixa dúvidas das intenções do paisagista Leo Laniado para o espelho d’água de 11,25x 4,30 m neste jardim em cotia, São Paulo. “A ideia era quebrar a monotonia da água com os elementos naturais que refletem nela. escolhemos os resedás para refletirem como uma pintura”, diz o paisagista.

As árvores foram contidas por blocos de alvenaria forrados de grama-amendoim. Além dessa vegetação, a paisagista Marlene Laniado criou uma ambientação com plantas aquáticas. São elas: aguapé, alface-d'água, sombrinha-chinesa, ninfeia-azul e pontedéria. O espelhod’água está próximo à piscina para aumentar a sensação de frescor, que fica completa como painel de pedra moledo e a chapa de aço corten, por onde desliza suavemente a água em circulação.
Texto Thaís Lauton Fotos Evelyn Müller
O visual de lago foi inten­cional: os resedás parecem emergir da água, mas estão plantados diretamente na terra, contida pela caixa de alvenaria. A ilusão é causada pela forração de grama­-amendoim. O espelho d'água tem seixos como forração de oxigenar a água.
Texto Thaís Lauton Fotos Evelyn Müller
Plantada em vaso, a sombrinha-chinesa atinge até 1,10 m de altura. Na superfície da água, alguns exemplares de alface-d'água. À esq., as folhas da ninfeia-azul somem durante o inverno, mas reaparecem na primavera. Suas flores azuis surgem no mesmo período e permanecem até o verão
Texto Thaís Lauton Fotos Evelyn Müller
No jardim com viburno, murta, íris, fícus e até uma pitangueira, as caixas baixas de aço, da Firgal, chamam a atenção entre os pedriscos. A solução é perfeita para espaços pequenos, como varandas

Texto Thaís Lauton Fotos Evelyn Müller
Por ser minúscula, a salvínia é considerada um “feto flutuante”. Serve para áreas de sol e sombra

Caixas verdejantes
A entrada de 12 m² da casa da paisagista Claudia Diamant, no Jardim paulistano, em São Paulo, reserva uma surpresa a quem passa por lá. Em vez de trabalhar apenas com os vasos de fícuse as plantas periféricas viburno, murtaeíris, Claudia e sua sócia, Marina Domingues, usaram caixas baixas de aço para as minúsculas salvínias. 
A plantinha que se reproduz com rapidez, preencheu as duas caixas de 2 e 2,50 m de comprimento, que apenas foram encaixadas entre os pedriscos.embora possa ser usada em áreas com sol ou sombra, sob a última condição, a espécie fica mais rala.
No jardim com viburno, murta, íris, fícus e até uma pitangueira, as caixas baixas de aço, da Firgal, chamam a atenção entre os pedriscos. A solução é perfeita para espaços pequenos, como varandas

 
Texto Thaís Lauton Fotos Evelyn Müller
Os aguapés enchem a primeira bacia (à frente). Na segunda, a mistura de espécies aquáticas inclui as alfaces- -d’água, as ninfeias e o lótus
Flores de baciada

As bacias de cerâmica ganharam lugar cativo neste jardim, no bairro da saúde, em São Paulo, desde que a paisagista Ana Claudia e Costta Pinto montou esta versão florida – e aquática – para a moradora.

Espécies flutuantes, como agua­pés, alfaces-d’água, ninféias e um lótus em vaso, enchem os dois tachos e permanecem floridas entre a primavera e o verão. Como as plantas aquáticas se reproduzem com rapidez, a retirada de alguns exemplares é sempre válida para não tumultuar as bacias 
 
Texto Thaís Lauton Fotos Evelyn Müller
Rosada ou branca, a flor grande e perfumada do lótus surge principalmente no verão. Seu fruto perfurado com sementes com estiveis é muito usado em arranjos florais
 
Texto Thaís Lauton Fotos Evelyn Müller
Curiosidade: as flores da ninfeia-vermelha são brancas quando se abrem, mas depois tornam-se rosadas
 
Texto Thaís Lauton Fotos Evelyn Müller
O aguapé tem raízes que são usadas pelos peixes para o depósito de ovos
Texto Thaís Lauton Fotos Evelyn Müller
Fibra de coco e réguas de pínus tratado na parede, bambu na pérgola e pedras moledo dentro d'água. Os elementos naturais circundam o espelho e dão leveza à área avistada da sala de jantar. As cavalinhas fazem o papel de guarda-corpo

Texto Thaís Lauton Fotos Evelyn Müller
Os vasos de cimento funcionam como bicas d’água. Conforme
transbordam, criam uma cascata natural que respinga nos minipapiros


Plantas como proteção
Com 6 m de comprimento, o espelhod’água visto da sala de jantar nesta casa em Campinas, São Paulo, ganhou um cuidado a mais, previsto pelo paisagista Alexandre Furcolin e a coordenadora de projetos Marina Gwyther. As cavalinhas, acomodadas dentro d’água, vazam pelo deque de pínus tratado e servem de proteção para indicar a presença do espelho d’água, com profundidade que varia de 5 0a 70cm.
A mudança de altura serve para dispor melhor os três vasos de cimento com minipapiros.eles pontuam o painel vertical de fibra de coco com réguas de pínus, que abrigavas os cerâmicos com orquídeas. Uma estrutura de alumínio sustenta a pérgola de bambu, com aberturas. A luz que vaza pela pérgola incide nos exemplares de ninfeia-azul. Além deles, as pedras moledo forram o espelho e embelezam ainda mais a água


Texto Thaís Lauton Fotos Evelyn Müller
As espécies aquáticas estão em vasos a apenas 40 cm de profundidade da
superfície da água. Ao fundo, abica, da Paglioto, faz a circulação da água.
Na extremidade oposta, pinguins da coleção particular de Elkis



Desgaste natural
A vista para o espelho d’água faz toda a diferença no escritório do paisagista Gilberto Elkis, na vila madalena, em São Paulo.incrustado em um local com pouca incidência de sol, o espelho de tijolos de demolição foi naturalmente tomado por musgos. Uma bica mantém a água em circulação frequentemente
O espelho com 4,20 m de extensão ganhou exemplares de lótus e pontedéria, que se revezam na função de colorir a água com suas flores rosa e lilás. Para esconder o muro, Gilberto investiu em um painel vertical, forrado de samambaias, minicos­telas-de-adão, filodendros, bromélias, entre outras plantas de sombra


Texto Thaís Lauton Fotos Evelyn Müller
As espécies aquáticas estão em vasos a apenas 40 cm de profundidade da superfície da água. Ao fundo, abica, da Paglioto, faz a circulação da água. Na extremidade oposta, pinguins da coleção particular de Elkis
Texto Thaís Lauton Fotos Evelyn Müller
Arroxeadas e em forma de espinga, as flores da pontedéia são formadas entre a primavera e o verão. É adequada para maciços e bordaduras à beira de lagos


Fonte: Casa e Jardim