segunda-feira, 24 de setembro de 2012

INTERESSANTE: Piso e paredes brancas, desenham o mapa da cidade de Nova Iorque...


Projeções de Eli Sudbrack nas paredes alteram a ambiência interna
Projeções de Eli Sudbrack nas paredes alteram a ambiência interna
Caverna urbana entrelaça moda e arte
Fica no Soho - bairro das galerias de arte e das lojas de grifes internacionais -, a Galeria Melissa de Nova York, aberta em fevereiro deste ano. Nessa fusão de loja e local de exposições predomina a intensa alvura intercalada à malha irregular das juntas de pisos e paredes, uma combinação que se presta tanto à mostra e venda de produtos como à realização de eventos de arte e moda. O espaço tem autoria compartilhada pelo estúdio Pascali Semerdjian Arquitetos e Edson Matsuo (conceito) e pelo escritório MW Arquitetura (desenvolvimento arquitetônico).
Uma das mais tradicionais marcas de calçados do país (criada em 1979 pela Grendene, grupo que atualmente é o maior exportador brasileiro do setor), a Melissa vem sendo reinventada nos últimos anos.
Diante da concorrência dos calçados importados da Ásia, o caminho foi reposicionar a marca investindo maciçamente em design de produtos e espaços - neste caso, com a abertura das chamadas lojas‑conceito. A primeira foi projetada por Muti Randolph e fica na rua Oscar Freire, em São Paulo.
Em Nova York, a loja/galeria fica na Greene Street, no Soho, em um imóvel histórico cuja fachada, tombada, recebeu discreto trabalho de recomposição do aspecto original.
O projeto incluiu a recomposição do desenho original da fachada tombada
O projeto incluiu a recomposição do desenho original da fachada tombada
O vazio da escada é considerado o epicentro da loja/galeria, de onde partem as mutações gráficas da cenografia
O vazio da escada é considerado o epicentro da loja/galeria, de onde partem as mutações gráficas da cenografia
A ideia para a unidade norte-americana foi criar uma caverna urbana branca, revela o arquiteto Sarkis Semerdjian, sócio do escritório Pascali Semerdjian.
Essa proposta “foi sugerida pelo próprio imóvel, estreito e comprido, procurando interferir o mínimo possível na exposição dos produtos e nas mostras artísticas”, ele explica.
A referência à caverna estendeu-se aos expositores de desenho orgânico, que lembram esculturas minerais tradicionalmente encontradas em grutas naturais.
Para admitir o funcionamento tanto como loja quanto como local de eventos, o desenvolvimento do projeto tomou a flexibilidade como uma de suas características, diz a arquiteta Moema Wertheimer, titular do escritório MW Arquitetura.
Artistas são convidados a intervir temporariamente no ambientes, em um processo que é facilitado pela alvura interna.
Entremeando as superfícies brancas de pisos, paredes e forros, as juntas de transição entre os materiais retratam o mapa das ruas do bairro.
O epicentro do espaço é o vazio da escada, que Moema e Semerdjian definem como o “buraco” na loja. É ali que acontecem as projeções e onde fica o sistema de som independente do resto da unidade, ambos pensados para receber as intervenções dos artistas.
Acentuadamente longitudinal, a galeria tem nas paredes e pisos sutil marcação que retrata o mapa do Soho
Acentuadamente longitudinal, a galeria tem nas paredes e pisos sutil marcação que retrata o mapa do Soho
 
A alvura dos interiores procura interferir o mínimo possível na visualização dos produtos
A alvura dos interiores procura interferir o mínimo possível na visualização dos produtos
O projeto audiovisual desse setor foi desenvolvido em parceria com o Estúdio Preto e Branco. “Na loja/galeria, não existem cantos retos e o piso parece fundir-se com as paredes. As fronteiras entre um e outro são diluídas”, argumenta Moema.
Umas das tarefas de escritório foi encontrar produtos que acentuassem essa sensação. O piso precisava ser resistente e antiderrapante (trata-se de uma loja de rua) e recebeu pintura em epóxi.
Para as paredes, que em algumas situações seriam mais exigidas, foi adotada uma fibra de vidro que tem resistência similar à do concreto e a facilidade de moldagem do gesso.

Texto de Adilson Melendez
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 389 Julho de 2012

Detalhe de um dos expositores de produtos, com desenho orgânico
Detalhe de um dos expositores de produtos, com desenho orgânico
Acentuadamente longitudinal, a galeria tem nas paredes e pisos sutil marcação que retrata o mapa do Soho
Acentuadamente longitudinal, a galeria tem nas paredes e pisos sutil marcação que retrata o mapa do Soho


Fonte: Arco Web

As mulheres estão dominando o mercado de trabalho?


Escola e emprego
A proporção de mulheres brasileiras com títulos acadêmicos de nível superior é maior que a de homens - a parcela da população feminina adulta com diploma é de 12%, ante 10% da masculina.
O número, contudo, sofre uma inversão no mercado de trabalho - quando se analisam as pessoas que atuam em funções de nível superior, 91% dos homens estão empregados, contra 81% das mulheres.
Os números fazem parte da mais recente edição do relatório Education at a Glance (educação em um olhar, em tradução livre), publicado pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Embora o Brasil não seja membro da OCDE, formada majoritariamente por nações europeias, os dados do país foram incluídos no relatório para fins de comparação.
Barreiras à entrada no mercado de trabalho
O descompasso brasileiro entre a proporção de mulheres formadas e de mulheres empregadas acompanha a tendência registrada, também, dentro da OCDE.
Em média, 32% das mulheres adultas dos países-membros têm nível superior, ante 29% dos homens, mas "as taxas de emprego das mulheres são menores que as dos homens, sem exceção, em todos os países da organização", ressalta o relatório.
A diferença média é de nove pontos porcentuais, mas há casos em que ela supera os 20 pontos. O país que mais se aproxima da igualdade é a Noruega, com 91% dos homens adultos diplomados empregados, ante 89% das mulheres.
Países como Canadá, Japão, Nova Zelândia e Estados Unidos têm mais mulheres com nível superior do que a média da OCDE, mas a presença dessas mulheres no mercado de trabalho fica abaixo da média da organização.
O relatório propõe medidas como um aumento da disponibilidade de serviços de creche ou a subsídios para a educação infantil como um benefício à trabalhadora. "A remoção de barreiras que impedem a participação de mulheres altamente qualificadas no mercado de trabalho poderia beneficiar o crescimento econômico," diz o texto.
Educação e Renda
Dos países analisados pelo relatório, o Brasil ainda é aquele onde o diploma universitário mais agrega renda: um brasileiro formado em curso superior pode esperar ganhar, em média, 2,5 vezes mais que um brasileiro que tenha apenas completado o ensino médio, e quase três vezes mais que um cidadão sem ensino médio completo. Na OCDE, as taxas são de 1,6 (sobre ensino médio completo) e 1,9.
O relatório nota que o ganho de renda se mantém a despeito no aumento no número de pessoas qualificadas por ensino superior: "A tendência dos dados sugere que a demanda por indivíduos com educação terciária acompanhou o aumento da oferta na maioria dos países", avalia o relatório.
Embora a formação superior aumente a renda em ambos os sexos, os homens ganham mais com cada nível educacional alcançado: a renda de um brasileiro com diploma universitário pode ser até 2,7 vezes superior à de um que só tenha ensino médio, e 3,2 vezes maior que a de um homem sem diploma colegial, mas a mulher ganha, 2,6 a mais que uma com ensino médio, e 3,1 a mais que uma mulher sem esse grau de instrução.
As mulheres também demoram mais para atingir seu potencial máximo de renda: a faixa etária mais bem remunerada, para as detentoras de diploma, é a de 55 a 64 anos. No caso dos homens, a renda é maior entre 25 e 34 anos, declinando depois, a partir dos 55.
Fonte: Diário da Saúde

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Venha participar de um dia com muita aventura no Reserva Jardins...

A paixão pela cidade portuguesa de Tavira transparece na decoração desta casa...


Fotos Carlos Cubi
A luz natural tem papel fundamental na sala de estar. Na falta dela, o lustre garimpado em demolição, com cúpulas da Casa Vermelha, assume a função. No sofá Chesterfield, da Gallery By Formato, almofadas do Empório Beraldin e da L’Oeil. Dupla de poltronas compradas de segunda mão na Casas André Luiz, com capas de tecido Donatelli e almofadas Conceito Firma Casa. Mesa lateral Panier, da Kartell, com vaso branco da Stile d.
 Luz natural, madeira, cimento queimado, paredes cobertas de um cinza suave e equilibradas pela claridade do branco. Com esses elementos – e com a vontade de decorar sem gastar muito, comprando peças usadas ou de ferros-velhos –, o morador desta casa paulistana de 230 m², nascido na Inglaterra, conseguiu resgatar o clima de seu refúgio de férias na cidade de Tavira, região portuguesa de Algarve, onde ele morou por dois anos. 

Logo na entrada, o corredor lateral leva a uma área externa que valoriza o convívio em grupo. Com uma mesa posicionada estrategicamente sob uma primavera, o proprietário faz suas refeições ao ar livre cercado de vasos de flores e um manacá-da-serra: “É como uma volta a Tavira”, conta o inglês. As paredes de tijolos foram pintadas de branco e o chão de cimento foi preservado para imprimir a aparência das casas de campo portuguesas. 

Na reforma, pequenas mudanças aconteceram no piso térreo. Na cozinha, abriu-se uma grande janela fixa na parede, que dá vista para o jardim, além de colaborar com a incidência de luz natural no ambiente: “Antes disso, a cozinha era escura e triste”, diz o empresário. O piso cerâmico foi substituído por cimento queimado e os móveis e paredes seguiram a neutralidade do branco, com exceção da mesa de madeira e do lustre de louça azul arrematado em um leilão virtual. 
Fotos Carlos Cubi
A área externa, com o predomínio do branco e do cimento, remete aos jardins das casas de campo portuguesas. A mesa, do Espaço Til, como as cadeiras, foi posta com guardanapos e jarra da Le Lis Blanc Casa e jogo americano da L’Oeil
Fotos Carlos Cubi
A mesa da Jacaré do Brasil, com pratos e copos L’Oeil, faz a sala de jantar ao lado das cadeiras Victoria Ghost, de Philippe Starck para a Kartell. O lustre é criação do morador e foi desenvolvido pela Casa Vermelha. Ao fundo, foto de Nelson Kon comprada na agência virtual Samba Photo. Bar vermelho Kopenhagen, da Habitart, com vaso da Teo
Fotos Carlos Cubi
No hall de entrada, o painel Planed 2007, uma impressão gráfica da dupla de londrinos Gilbert&George, recebe os visitantes. A mesa Pedestal Posdestrucción, de autoria do uruguaio Gustavo Martinez, foi comprada na Habitart
Fotos Carlos Cubi
Neste canto da sala de estar, a estante modular Bookshelf, da Kartell, mantém em ordem os livros do proprietário e tem objetos da L’Oeil. A poltrona Dinamarquesa é da Etel Interiores

A sala de jantar, com chão de peroba, passou por uma restauração que valorizou as cadeiras brancas e a mesa de madeira maciça. O toque de cor ficou com o móvel laqueado de vermelho, onde ele organiza a louça, e o pendente com desenho de sua autoria. O estar seguiu a mesma premissa de deixar o sol entrar: uma janela de pinho-de-riga tomou boa parte da parede. Nesse cômodo, as estrelas são as poltronas adquiridas em uma loja beneficente de móveis usados – as peças receberam apenas capas de tecido. Quando a noite cai, o lustre de um ferro-velho ilumina o ambiente e a lareira protege do frio. 
Ao subir as escadas, o andar superior reafirma a proposta europeia da decoração. A suíte tem o cinza como cor eleita para as paredes. Pontos de branco foram distribuídos nas esquadrias, treliças da janela e móveis. O banheiro ganhou estilo com a banheira vitoriana, chão e colunas de cimento queimado e azulejos brancos nas paredes. A vista, o diferencial da área de banho, dá para o um deque sobre o jardim. Há ainda um outro quarto, curinga, que agora serve de escritório e sala de leitura. 
Amarrados por um fio de memória e resgate das particularidades portuguesas, os cômodos desta casa trazem o conforto e despertam a nostalgia desejada pelo morador: “A falta que sinto de Tavira é preenchida quando eu enxergo um pouco dela aqui em casa”, conta o inglês, que mora no Brasil mas tem alma lusitana. 

Fotos Carlos Cubi
A janela recortada a fim de dar vista para o jardim colabora para a entrada
de luz natural na cozinha. Na prateleira, objetos da Utilplast e
azeites da Oliviers & Co
Mapa do ouro 
As dicas e os endereços preferidos do morador para comprar peças baratas 

“Garimpar é uma das minhas palavras prediletas em português. Tendo a fugir das opções padrão e não hesito em colocar, ao lado de um sofá daB&B Italia, uma mesa garimpada num ferro-velho. Para esta casa, arrematei peças com história, que tornam o ambiente interessante e informal. Comprei lustres de porcelana e bronze no site Mercado Livre, a banheira de ferro de O Magnata por meio do Quebarato.com e azulejos para o lavabo na Casa Dois Azulejos. Mas foi a Casas André Luiz que me proporcionou a maior surpresa. Encontrei poltronas, armário de jacarandá, cadeiras de madeira maciça e até um ventilador dos anos 1950. Nessas visitas, convém ter uma noção dos custos de recuperação que vão se juntar ao preço da loja. Para peças menores, nada como um passeio de sábado pelas lojas de velharias da avenida São João. No meu bairro, gosto particularmente do ecleticismo do Antiquário Épocas, na rua Consolação.”

Fotos Carlos Cubi
O escritório e sala de leitura tem cadeira Mart, desenhada por Antonio Citterio para a B&B Italia, comprada na Atrium. Luminária de chão da Tok & Stok. O quadro acima, à esq., é uma fotografia de Armando França. Abaixo, à esq., painel de fotos do morador e, ao lado, trabalho do arquiteto holandês Rem Koolhaas
Fotos Carlos Cubi
A cozinha traz referências portuguesas misturando peças de design com outras de garimpo. A base da mesa é de ferro-velho; já o tampo foi cortado sob medida na Bontempo. Cadeiras Panton, da Vitra. O lustre de papel de arroz é da Etna. O pendente de louça, ao fundo, foi arrematado em um leilão virtual

Fotos Carlos Cubi
Assim como em outros cantos da casa, o banheiro tem o branco como cor principal e o contraponto do cimento queimado, que aparece nas colunas e no piso. Na pia e na bancada, acessórios Utilplast. Banheira da O Magnata, com vista para o deque de madeira sobre o jardim. Bandeja de prata com porta-cotonetes e sabonete líquido da Le Lis Blanc Casa. Toalha da Casa AAlmeida
Fotos Carlos Cubi
O cinza impera nas paredes do quarto principal, mas é suavizado pelos toques de branco nas janelas e detalhes decorativos. A cama tem colcha e porta-travesseiro da Le Lis Blanc Casa. O aparador foi comprado em um ferro - velho. Sobre ele, copo da L’Oeil. À dir., na saída do banheiro da suíte, um deque de madeira cria uma área de descanso composta por vasos comprados de uma demolição, além de móveis e almofadas da Bali Express

Fonte: Casa e Jardim

Vistoria do imóvel é segurança para inquilino e morador...


As informações sobre o imóvel devem ser registradas por escrito e com fotografias detalhadas.

Um trabalho cansativo, mas que faz a diferença no momento da locação do imóvel. A vistoria, entregue juntamente com o contrato de locação para assinatura do inquilino e locador traz o raio-x e detalhamento de cada cômodo do imóvel. Com a vistoria em mãos, o inquilino toma ciência do estado de conservação do imóvel e como deve entregá-lo ao fim do contrato.
O corretor de imóveis Rodrigo Barretos afirma, em seu blog, que toda informação sobre o imóvel é importante ser registrada de forma documental e com fotografias detalhadas. “Por isso é que se deve fazer a vistoria em cada cômodo do imóvel, verificando pisos- se há rejuntes, manchas-, rodapé, paredes, teto, revestimentos, espelhos de tomadas e interruptores, portas, portais, alisares, janelas, vidros, luminárias, armários e todos os detalhes do estado de conservação”.
É seguro acompanhar o cliente à visita 
Quando o interessado no imóvel disponível para locação entra em contato com a imobiliária para visita, é comum entre algumas empresas liberar a chave do imóvel para que um propenso locatário vá ao mesmo sozinho. Embora a garantia solicitada seja um documento pessoal que fica retido no escritório até que o interessado retorne e efetue a devolução da chave, Barreto comenta em seu blog, que este é um processo arriscado.
“Não sabemos quem é a pessoa que visitará o imóvel, o que fará nele e nas dependências do condomínio. É obrigação da imobiliária, responsável pelo patrimônio, acompanhar todo interessado na visita ao imóvel disponível para locação”, finaliza.

Fonte: Central Estratégica