50 m² de quintal na laje
O jardim gramado com uma jabuticabeira poderia habitar várias casas sem causar surpresa. Mas nesta laje de 50 m² deste sobrado, na região oeste de São Paulo, ele é sempre atração. “Cada canto traz uma lembrança do interior, seja pela escolha das espécies, seja pela presença de materiais rústicos”, conta a arquiteta e paisagista Patrícia Santana, da Panorama Paisagismo. Idealizado sobre a laje da garagem, o espaço foi tão bem arquitetado, a ponto de aproveitar até a área anexa da churrasqueira e prever dois jasmins-manga alinhados e um banco entre eles para curtir uma boa sombra.
Quem vê a reunião de gardênias (1) e bambusas (2) no jardim do apartamento térreo nem desconfia que, por trás dela, existam entradas de ventilação para a garagem do condomínio. A solução é simples: um morrote – elevação com o acréscimo de terra – de 30 cm de altura cria uma pequena mureta. Outro truque para dar a sensação de verde em abundância foi deixar a forração de dinheiro-em-penca (3) cobrir o vaso de concreto onde foi plantada a jabuticabeira (4). Ao lado, pedriscos ouro, depositados sobre a laje, facilitam a manutenção da área anexa à churrasqueira. Para evitar que o revestimento suje quando colocado em contato com a terra, acrescente uma camada de areia, que ajudará a filtrar a água da chuva
Os dois jasmins-manga (5) só existem no terraço por causa das caixas de aço galvanizadas, da Firgal. A medida permite que árvores de grande porte sejam cultivadas na laje, porque assim aumenta a área disponível de terra para o desenvolvimento das espécies
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Passagem verde com 45 m²
Na ausência de um período de sol, esta casa, em São Paulo, quase ficou sem jardim.
A condição climática desafiadora exigiu criatividade – e diríamos ousadia – do arquiteto Eduardo Mera, da Mera Arquitetura e Paisagismo. Espécies tropicais, tipicamente vistas em áreas de sol intenso, estão lá. “Poucas pessoas sabem, mas a helicônia e a moreia vivem bem em regiões de baixa luminosidade e pouca ventilação”, conta ele. E repare: nos 45 m² de área, as plantas – com exceção da jabuticabeira – só tomam conta dos muros laterais. O projeto deixou espaço de sobra para o vai e vem entre a churrasqueira e o quarto de brinquedos.
Quer evitar grandes manutenções no jardim? Intercale placas de pedra fuget e pedriscos com faixas de grama-preta (1) – espécie também de sombra. Outra vantagem: o revestimento resiste bravamente às aventuras da cadela Milka. Sobre a estrutura de cumaru, futon da Tamtum. Ao lado, no alto, jardineiras de cimento com jasmim-amarelo (2) trazem privacidade de maneira sutil ao jardim. Quando a rega é necessária, o acesso ao local se dá por um dos quartos, no segundo andar. O ombrelone de alumínio sem haste, da Paraflex, fixado na parede, deixa a área do ofurô livre dos olhares da vizinhança
Cultivada ao centro, em uma caixa de cimento – que contém o seu crescimento –, a jabuticabeira (3) desvia o caminho, escondendo parcialmente a porta do quarto de brinquedos. Nela, forração de azulzinha (4)
Frescor em 50 m², sem piscina
A piscina perdeu a vez para o chuveirão entrar em cena neste quintal de 50m², na região sul de São Paulo. “Os donos queriam um lugar prático para tomar sol e reunir os amigos”, diz a arquiteta e paisagista Denise Prado, da Tal.quin.tal. Para cumprir essas exigências, o primeiro passo foi inserir painéis decorativos de madeira itaúba, que, na horizontal, dão a ilusão de uma metragem maior. A marcenaria também trouxe um elemento extra: o banco, do mesmo material, serve de assento extra nos dias de festa. As peças receberam verniz próprio para áreas externas – processo que deve ser realizado pelo menos uma vez por ano.
Forrações rasteiras, de diferentes tonalidades, são destaque no jardim. Tanto a grama-preta (1) como o lambari-roxo (2) são espécies de baixa manutenção e com crescimento limitado, de até 20 cm
Colados no muro, os tijolos refratários (aqueles utilizados em fogões a lenha e lareiras) suportam altas temperaturas e são mais resistentes do que os modelos convencionais. O piso de fulget também é atérmico. Ao lado, Com a função de ampliar a sensação de espaço, os painéis e o banco de madeira itaúba impermeabilizada foram desenvolvidos pela Garcia Gamio. O tom quente se repete na forração de cascas de cerâmica, encontrada em lojas de construção. Almofadas, da Tamtum, e futons, da Futon & Home
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60 m² liberados para os cães
Os labradores caminham livremente, sem causar estragos, por este jardim de 60 m² no Campo Belo, em São Paulo. O terraço à prova de animais não tem grama nem outra forração perene. Foi coberto com piso cerâmico, alternado por placas de deque, e pequenas faixas de seixos Campos do Jordão, uma mistura de elementos naturais. Plantadas em canteiros laterais, a laranjeira kinkan, a gardênia, a azaleia e a érica também ficaram protegidas de invasões. “Criei um jardim florido para o ano todo e que não precisasse de grandes manutenções”, diz a arquiteta Daniela
Contidas ora em canteiros de cimento, ora em vasos com acabamento de pó de quartzo, a azaleia (1), a gardênia (2) e a laranjeira kinkan (3)
merecem uma adubação frequente, a cada três meses, para se desenvolverem mesmo em uma quantidade limitada de terra. De crescimento reduzido, a érica (4) tem flores pequenas e rosadas. A espécie não exige grandes manutenções: precisa de meia-sombra e solo fértil
Não é uma simples cobertura: a pérgula de cumaru vai do chão ao segundo andar da casa e totaliza 5 m de altura. O desenho traz privacidade à varanda do quarto principal, sem tirar a vista. Seta: Em alguns meses a trepadeira ipomeia-rubra vai preencher todo o pergolado, formando uma agradável sombra na região
As refeições são preferivelmente feitas na área onde está a churrasqueira. De lá, tem-se a vista da porta de ferro, onde fica uma sala extra para os encontros no quintal. Taças, da Tok & Stok, e pratos, da Spicy. Ao lado, Na falta de grama, as placas de cumaru servem para abrigar os pontos de luz, posicionados em linha para marcar o caminho à noite. O deque tem outra utilidade essencial no projeto: esconder um mecanismo de drenagem de água
Fonte: Casa e Jardim