quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Decorar o cantinho dos pequenos com segurança, conforto, praticidade e, além de tudo, estilo próprio nem sempre é uma tarefa fácil. Veja dicas...


Arquivo
Quinas de móveis, saídas de tomadas elétricas, pisos escorregadios... Qualquer elemento de decoração e arquitetura pode ser um perigo em casas com crianças pequenas. Por isso, além de pensar no estilo e no resultado visual, é preciso pensar nos detalhes para proporcionar o máximo de segurança e conforto para os pequenos e praticidade para quem cuida deles. Para ajudar os pais nessa complicada tarefa, especialistas fazem algumas sugestões espertas.

Abaixo os clichês
Ao pensar em um quarto de bebê, logo temos a imagem de um local cheio de babados, tons pastel e bonequinhas, principalmente quando se trata de uma menina. Na decoração moderna, no entanto, eles aparecem cada vez menos. Vale lembrar, porém, que não há regras: nada impede que os pais utilizem uma decoração romântica, se essa for a vontade e o estilo que mais os agrada. “Tenho um conceito de quarto de bebê mais moderno e discreto, sem muito ursinho e bonequinha”, diz a arquiteta Débora Lima.

Para a designer Vanessa Guimarães, é importante atender às necessidades básicas da criança. “O mais indicado é proporcionar espaços separados para dormir, brincar e para fazer atividades, como desenhar e estudar. Na falta desses ambientes, dá para resolver a questão com a disposição dos móveis e objetos, como a cama, o criado-mudo, a escrivaninha ou bancada de estudos, o baú de brinquedos, a televisão, futtons... O importante é deixar o espaço lindo e aconchegante”, aponta a profissional.
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Design e formas simples no quarto de Beatriz, de 10 meses, projetado por Débora Lima

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O quarto, decorado pela designer Vanessa Guimarães, mistura estampas de bolinha com floral. Os tons de lilás e verde deixam o ambiente delicado


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A cama, de Vanessa Guimarães, faz da hora de dormir uma brincadeira
Um quarto sob medida, com tudo em ordem
Um dos maiores desafios para quem tem filhos é manter o quarto deles organizado. “Quanto mais objetos, menos espaço para os brinquedos, que devem ser prioridade. Eles enfeitam o ambiente e passam um pouco da personalidade da criança, além de acrescentar cor e vida suficientes à decoração”, explica Débora Lima. “É legal apostar em móveis marcantes e clássicos, que não cansem depois”, completa.

Para manter tudo em ordem, existem várias opções. “Depende do espaço, mas podem ser usados baús, caixas de diversos materiais ou ainda prateleiras ou nichos, deixando os brinquedos à mostra”. Tudo deve ser escolhido em função das crianças. “Os móveis precisam ser pensados para elas, na altura correta, com tecidos macios e cores lúdicas”, indica a arquiteta Viviane Saraiva, da Pro.a Arquitetos. 
Célia Weiss
As quinas da estante foram protegidas com peças de silicone. Uma
parte da parede virou lousa para as crianças desenharem. O
cantinho foi projetado pela arquiteta Andrea Reis


Pequenos a salvo

Antes de tudo, é preciso pensar em cada detalhe para manter os pequenos longe dos perigos domésticos. As tomadas devem ser protegidas com protetores específicos e é importante dispensar móveis e peças de decoração com quinas perigosas. Se não der, cubra os cantos com protetores de silicone. “Móveis que tenham espaços muito grandes, onde as crianças possam colocar a cabeça ou outras partes do corpo também devem ser evitados. Também tente não usar peças sem estabilidade, que possam ser facilmente manuseadas pelos pequenos, ou objetos de decoração frágeis”, alerta Vanessa Guimarães.

Quem mora em apartamento também precisa colocar redes de proteção nas janelas e na varanda. Muitas vezes, este item acaba prejudicando o efeito estético da decoração. Para resolver o problema, a arquiteta Débora Lima dá uma sugestão: “Prefira usar as redes na cor preta, porque nas brancas ou transparentes a sujeira fica mais aparente. Além disso, por incrível que pareça, a preta fica mais camuflada e desaparece ao olhar”. 
 Divulgação
Os nichos ajudam a manter este quarto de menino organizado. Embaixo do sofá, caixas de vime escondem alguns brinquedos. O projeto é da designer Vanessa Guimarães



Tuca Reinés
Piso de madeira, boa iluminação e brinquedos à mostra neste
quarto de criança, assinado por Débora Lima
Proteja os tecidos Canetas, tinta, comidinhas e sucos. Tudo se torna perigoso quando há a combinação de crianças com tecidos e estofados. As manchas são frequentes e, para evitá-las, é preciso tomar alguns cuidados. Uma opção é proteger os tecidos com impermeabilizantes, disponíveis no mercado. “Esse tipo de produto envolve as fibras do tecido e as protege, sem alterar a aparência e a maciez”, diz Débora Lima. A alternativa mais simples são as capas, que podem ser trocadas e lavadas com frequência.

Ao escolher os tecidos do quarto, também é importante pensar na decoração e ainda no conforto e na saúde das crianças. “Podemos usar tecidos com base lisa, listrada ou com estampas neutras”, explica Vanessa Guimarães. “Prefira sempre os tecidos 100% algodão para as peças mais usadas, como edredons, almofadas e jogos de lençol”, completa. Além de causar menos alergias, é macio ao toque.

Pisos e paredes ideais
Quando se trata de piso para casas com crianças, a madeira é quase unanimidade entre os profissionais especializados. Isso porque fica bonito e facilita a limpeza, além de aquecer o ambiente. “Também recomendo o uso do piso em bambu”, sugere Débora Lima. Mais uma alternativa são os pisos vinílicos. “É um material muito higiênico”, aponta Vanessa Guimarães.

 Marcelo Magnani
O quarto de criança não precisa cair na mesmice. Neste projeto da arquiteta Débora Lima, o tapete de pele e os móveis com design moderno são diferenciais
 Marcelo Magnani
Os painéis de MDF com baldinhos de alumínio organizam os lápis de cor e outras peças nesta brinquedoteca, projetada por Vivian Pazian, da Radô Arquitetura
Carpete? Nem pensar! “Acaba sujando muito e, apesar dos novos materiais disponíveis no mercado, levantam poeira e ampliam quadros alérgicos”, diz Débora. Há também os casos em que não dá para mudar o piso e é preciso adaptá-lo aos pequenos. “Se a casa tem piso frio, por exemplo, a solução é colocar um tapete felpudo”, sugere Viviane Saraiva.

Já nas paredes, quanto mais simplicidade, melhor. “Os revestimentos são mais uma superfície na qual as crianças querem desenhar e acabam estragando, ainda que seja na brincadeira”, lembra Débora. Para evitar esse tipo de problema, por que não já direcionar o espaço para os pequenos fazerem arte? “O melhor é pintar as paredes com tinta-lousa ou revesti-las com fórmica própria para giz e canetas especiais. Assim, eles se divertem e a limpeza fica mais fácil”, diz Viviane.

Se for optar pelo uso do lambri, reserve um espaço para os quadros e prateleiras, para que as peças fiquem ou sobre a parede ou sobre o lambri e nunca entre os dois. A dica é da designer Vanessa Guimarães: “Fique atento à altura: o lambri deve estar entre 1,10m e 1,30m do chão, ou então, entre 1,80m e 1,90m. É muito importante deixar um espaço entre 1,40m a 1,80m livre para os quadros ou prateleiras”, explica.
Fonte: Casa e Jardim

Você sabia que bebida de amora pode virar medicamento natural contra diabetes?


Vinhos exóticos
Conhecidos os grandes benefícios que o vinho tinto traz à saúde, cientistas da Universidade de Illinois (EUA) decidiram estudar vinhos mais exóticos, feitos de mirtilo e amora.
Ao avaliar os componentes bioativos desses vinhos, bastante comuns em uma região dos EUA, Michelle Johnson e seus colegas descobriram compostos que inibem a ação de enzimas responsáveis pela absorção de carboidratos.
Isso significa que esses vinhos poderão dar origem a uma alternativa saborosa para que pessoas com diabetes diminuam os índices de açúcar no sangue.
Melhor que remédio contra diabetes
As cientistas compararam o efeito "anti-carboidratos" das duas enzimas (alfa-amilase e alfa-glucosidase) com o medicamento acarbose, contra o diabetes.
Sempre em comparação com a droga, a enzima alfa-amilase foi inibida em 91,8%, enquanto a alfa-glucosidase chegou a 103,2%, mais do que o dobro do medicamento.
As pesquisadoras afirmam que o efeito de degradar as enzimas foi documentado tanto para o vinho a temperatura ambiente, quanto gelado (4ºC).
"Estamos pensando em uma bebida de frutas fermentada, sem álcool, que otimize a inibição das enzimas alfa-amilase e alfa-glucosidase, e também aproveite outros componentes bioativos saudáveis do vinho", disse a Dra Elvira de Mejia, coordenadora do estudo.
Compostos bioativos
Michelle também quantificou outros compostos bioativos saudáveis presentes nos vinhos de mirtilo e amora, incluindo antioxidantes, polifenóis e antocianina, esta última particularmente interessante pelo seu efeito anti-inflamatório.
"Estudos preliminares indicaram que as antocianinas podem ter um efeito positivo na cognição e na saúde do cérebro em geral, protegendo contra alguns dos efeitos do envelhecimento, como a doença de Alzheimer e a perda de memória. Estas frutas têm alguns componentes muito intrigantes," disse a Dra Mejia.
O próximo passo da pesquisa, segundo ela, é tentar eliminar o álcool gerado durante a fermentação das frutas, sem degradar as outras substâncias, de forma a produzir uma bebida de sabor agradável e realmente saudável.

Fonte: Diário da Saúde

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Uma boa história pode estar presente em fotos, diários, filmes e até – acredite! – em árvores


Foto: Pedro Abude

Lembrança de infância 
Uma paixão de família. Essa é primeira coisa que se deve saber sobre a jabuticabeira em questão. o amor pela frutífera vem desde a infância do engenheiro José Carlos, quando habitava esta pequena casa geminada com os pais. Daqui, ele mudou-se para um lugar maior e ganhou o seu primeiro pé da espécie. “o meu avô era húngaro e só conheceu a jabuticaba aqui no Brasil. Lembro que ficou fascinado pela fruta e, na época, eu também”, conta. a antiga propriedade da família virou escritório e ganhou um jardim de vila, recheado de lembranças, no projeto assinado pela paisagista Cláudia Muñoz, da Línea paisagismo. “a jabuticabeira é uma homenagem ao avô e, por isso, ela está no centro, rodeada por um canteiro de pedriscos”, explica Cláudia. Outras frutíferas, como o limoeiro, ficam acomodadas em vasos de barro.
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Foto: Pedro Abude

Crescendo com a dona 
A história deste pau- -ferro tem início com a compra desta casa, há 12 anos, pela arquiteta Kita Flórido. Ele foi um dos primeiros a habitar o jardim e, logo, tornou-se o queridinho da família. “Na verdade, tudo começou como uma brincadeira. Quando Teodora ensaiava os primeiros passos, com 1 ano, tiramos uma foto dela próximo da árvore. Eles tinham quase a mesma altura! No ano seguinte, repetimos a brincadeira. E assim continuamos por nove anos...”, conta Kita. A tradição é cumprida anualmente no dia do aniversário da menina, e o pau-ferro nunca perdeu o seu posto na passagem do jardim à garagem. Para quem se interessou pela espécie, algumas informações técnicas: o aspecto descascado é talvez a característica mais marcante da árvore, que pode atingir 30 m de altura. as suas flores amareladas só aparecem entre o verão e o outono, formando um inesquecível contraste com a folhagem verde.
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Foto: Pedro Abude

Olhos para ele 
Cobiçado pelo seu aroma, o jasmim manga vivia em segredo em um dos cantos desta casa no Morumbi, quando foi descoberto durante a reforma do terreno. a partir daí, a moradora não conseguiu mais se separar da árvore. “Como o jasmim estava no patamar superior do jardim, a única solução que encontramos foi escorregá-lo para o nível inferior. Precisamos de sete pessoas para a tarefa”, conta. Toda a obra foi acompanhada pela paisagista Sylvia Ribeiro da Luz, da Topiária paisagimo, que garantiu a integridade dos galhos durante o transplante. O esforço valeu a pena. Hoje, a árvore de 6 m tem o seu lugar no pátio principal, ao lado da piscina, na companhia da forração de agapanto. Ao fundo, a escada de pedra intercalada com grama-amendoim complementa a paisagem verde.
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Foto: Pedro Abude

Retirada do lixo 
O destino desta camélia seria trágico, se não fosse pelos cuidados de sua atual dona, a analista de sistemas Kathya. Encontrada há 7 anos em uma caçamba de lixo, a árvore originária do oriente tinha pouco menos do que sua altura máxima, 7 m, quando foi resgatada e transportada para o novo lar. “No mesmo dia em que fiquei sabendo da história, fui com o meu empreiteiro até o local e a colocamos em uma caminhonete”, conta Kathya. a aquisição inesperada fez com que a paisagista Elza Niero encontrasse um cantinho especial no jardim, bem perto do viveiro de pássaros, para o novo xodó da moradora. Recuperada do abandono, a camélia agora passa do outono ao inverno florida e é diariamente visitada pelos beija-flores.

FONTE: CASA E JARDIM

Com as perguntas certas às pessoas certas, o comprador pode descobrir se o imóvel será um bom lar ou investimento rentável


 Investir diretamente em imóveis é bem diferente de aplicar em um fundo. Não tem prospecto, nem regulamento – escolher o melhor imóvel demanda, isso sim, bater muito papo e muita perna. Seja para morar, para obter renda com aluguel ou ainda para lucrar com a valorização, andar pela região desejada e fazer as perguntas certas às pessoas certas faz toda diferença na hora de comprar uma propriedade.
 Mas o que, de fato, o comprador precisa saber antes de embarcar num negócio desse porte? Que informações deve tentar extrair, e de quem? Em seu livro “Imóveis: seu guia para fazer da compra e venda um grande negócio”, o economista Luiz Calado aconselha que a pesquisa pelo imóvel ideal seja feita em pelo menos duas etapas: primeiro à distância, pela internet e meios de comunicação, para o comprador ter ideia dos preços praticados no mercado pelo qual se interessa e identificar as propostas de desenvolvimento que possam impactá-lo no futuro; e uma pesquisa presencial, para checar essas informações e conversar com quem realmente conhece a região desejada.??O comprador da casa própria??Esse é o sujeito que pode se preocupar menos com a valorização do imóvel e mais com o seu conforto e felicidade pessoal. Esse comprador pode e deve se imaginar morando no imóvel por um período de, no mínimo, cinco anos, para que o investimento se justifique.

 Dependendo da valorização da região, inclusive, alugar pode ser mais vantajoso que comprar. “Se a pessoa pretende ainda estar morando ali depois de casar, por exemplo, deve comprar o imóvel de um tamanho que já vislumbre a chegada dos filhos”, exemplifica Luiz Calado, em entrevista a EXAME.com.??Assim, a pesquisa à distância deve priorizar os preços praticados na região desejada. As visitas, por sua vez, não devem se concentrar apenas no imóvel em si, mas também nos arredores. Conversar com pessoas que morem ou trabalhem na região faz, nesse caso, uma grande diferença, porque o comprador quer saber: o local é seguro? Há feira livre na rua? O imóvel é próximo ao que ele considera importante (mercado, academia de ginástica, farmácia, trabalho, transporte público)? O local é sossegado ou barulhento? Tem como parar o carro na frente do prédio???O investidor imobiliário??Primeira coisa que o investidor tem que fazer é não se ver no imóvel. O bom investimento não é aquele onde ele moraria, mas sim aquele que é mais demandado no mercado, seja de aluguel, seja de venda.

1. Tente se antecipar às melhorias que valorizam as regiões.
 Durante a etapa de pesquisa à distância – por meio de internet, jornais e revistas, por exemplo – procure se informar sobre empreendimentos futuros que possam vir a valorizar determinadas regiões. Verifique aonde deve chegar metrô, uma nova fábrica, um centro comercial, um novo porto ou plataforma de petróleo, num futuro não muito próximo, e tente se antecipar aos demais compradores. Essa dica é especialmente valiosa para quem quer lucrar com a valorização do imóvel. Como exemplos, Luiz Calado citou a região em torno do estádio do Corinthians, na zona leste de São Paulo, e a cidade paulista de Piracicaba, onde está em construção uma fábrica da Hyundai. Nem sempre esses imóveis estarão perto da sua casa, porém. Não os descarte, a menos que não tenha como conhecer a região de perto.


2. Converse com especialistas em mercado imobiliário.
 Corretores respiram imóveis e podem nutrir o comprador de informações importantes que vão ajudá-lo a imaginar não a si mesmo, mas o seu público-alvo morando no imóvel. Por exemplo, quem deseja comprar um imóvel para alugar, pode ligar primeiro para a área de locação das imobiliárias e conversar cinco minutos com o corretor sobre o perfil dos imóveis mais demandados e das pessoas que mais procuram imóvel para alugar. São jovens solteiros? Idosos que não moram mais com os filhos? Famílias inteiras? Só tenho dinheiro para comprar um apartamento de um quarto, onde esse tipo de imóvel é mais procurado? Com o perfil do locatário em mãos fica mais fácil imaginar que tipo de imóvel o agradaria, tirando suas próprias preferências da jogada.


3. Converse com as pessoas que moram e trabalham na região desejada.
 Uma maneira mais informal de saber sobre a demanda em determinada região é conversar com os porteiros dos condomínios. “Eles estão na linha de frente para dar informação às pessoas que procuram casas para alugar ou comprar, e em geral são menos tímidos para conversar. Na maioria das vezes, também são pessoas desinteressadas, que vão ser sinceras”, diz Luiz Calado.Eles podem informar qual é o tipo de pessoa que procura imóveis naquela região, por exemplo, e se aparece muita gente buscando casa para alugar. Se a ideia é lucrar com a valorização de um imóvel, e não com o aluguel, é uma boa perguntar aos porteiros se há imóveis vazios e fechados e tentar entrar em contato com o proprietário. Assim, o comprador pode se antecipar aos corretores e comprar um imóvel depreciado, que sequer estava à venda.Vizinhos e trabalhadores do comércio local também podem ser boas fontes desse tipo de informação, embora com menos precisão que os porteiros. É preciso ser delicado e bastante claro na abordagem.


 4. Procure imóveis depreciados.
 Essa dica se aplica a qualquer tipo de comprador de imóvel – mesmo quem busca a casa própria – mas é especialmente valiosa para quem quer lucrar com a valorização. Propriedades que precisem de reformas superficiais podem ser ótimos negócios, especialmente se o comprador se antecipar e entrar em contato com o proprietário, mesmo que o imóvel não esteja à venda. “Em geral, o fato de o imóvel estar mal cuidado já reflete certa fragilidade financeira do vendedor, o que pode refletir em uma maior vontade dele de vender (aumentando a probabilidade de um desconto maior)”, diz Luiz Calado em seu livro.?? Procure saber um pouco sobre a história de vida do vendedor e a razão de querer se desfazer do imóvel. Para essa tarefa, até os vizinhos podem ajudar. Se o proprietário tiver pressa, é possível conseguir um bom desconto. Um bom exemplo são os casais recém-separados, que muitas vezes querem vender a casa o quanto antes.


 Fonte: Central Estratégica

Galpão vira estúdio de arquitetura...


A equipe de projetos ocupa grandes mesas com estrutura metálica e tampos de MDF em sua modulação original
A equipe de projetos ocupa grandes mesas com estrutura metálica e tampos de MDF em sua modulação original
Galpão ressurge como estúdio de arquitetura
O galpão fabril dos anos 1950 sobreviveu entre novos prédios residenciais na região central de Joinville e teve suas características originais recuperadas para funcionar como sede do escritório de arquitetura Metroquadrado®. Os arquitetos aproveitaram os espaços amplos e o pé-direito elevado para criar um conjunto de linguagem rústica mas com a praticidade e a funcionalidade que uma empresa contemporânea requer.
Construído na década de 1950 para abrigar a marcenaria de uma construtora, o galpão de linguagem industrial é marcado por sistema de iluminação e ventilação em sheds e pé-direito de sete metros nos pontos mais altos.
Ao longo do tempo teve diversas finalidades, e cada novo usuário realizava intervenções que escondiam as características típicas do prédio.
Quando os arquitetos Marcos Deretti Lopes, Luís Eduardo Thiago e Miguel Cañas Martins chegaram para projetar a sede do próprio escritório, o Metroquadrado®, encontraram a fachada e paredes internas com reboco e pintura, cerâmica branca no piso interno e um forro com tecido tensionado ocultando o madeiramento do telhado.
Vista da recepção para a sala de reuniões
Vista da recepção para a sala de reuniões
Vista da fachada posterior e do acesso de carros aberto na lateral da construção
Vista da fachada posterior e do acesso de carros aberto na lateral da construção
O galpão dos anos 1950 sobreviveu entre os edifícios residenciais no centro de Joinville
O galpão dos anos 1950 sobreviveu entre os edifícios residenciais no centro de Joinville
De acordo com Martins, o objetivo do projeto era recuperar os aspectos originais do prédio e adaptar toda a tecnologia necessária ao funcionamento do escritório.
A fachada ganhou o grande recorte em vidro que faz o papel de vitrine para exposições, instalações próprias e de artistas convidados, estabelecendo um canal de comunicação com a cidade.
A remoção do reboco externa e internamente revelou antigos tijolos maciços, parte dos quais foi deixada à vista para reafirmar a identidade do conjunto. A estrutura de madeira do telhado, que havia sido recoberta por pintura branca, foi recuperada, assim como as telhas cerâmicas da cobertura.
Os arquitetos optaram por instalar um forro de madeira pinus envernizada, solução simples e de baixo custo, para encobrir a manta térmica metalizada que protege os interiores contra o excesso de calor nos meses mais quentes.
O revestimento cerâmico foi retirado e o piso ganhou acabamento em cimento queimado, opção que os autores consideram mais compatível com os demais elementos do espaço.
Uma parede foi erguida no sentido longitudinal a fim de reduzir a largura do galpão e abrir lateralmente um acesso para veículos até o pátio dos fundos, área hoje usada como estacionamento para clientes e funcionários.
Na recepção, forro rebaixado em gesso e balcão preto desenhado pelos arquitetos
Na recepção, forro rebaixado em gesso e balcão preto desenhado pelos arquitetos
A vitrine é um espaço de comunicação com a cidade
A vitrine é um espaço de comunicação com a cidade
A iluminação do escritório é indireta e parte de pendentes ou spots fixados à estrutura do telhado
A iluminação do escritório é indireta e parte de pendentes ou spots fixados à estrutura do telhado
O grande desafio do projeto foi conciliar o programa de necessidades do escritório de arquitetura em um espaço amplamente integrado e transparente, onde praticamente não há divisórias ou barreiras visuais.
Um sistema de vigas metálicas, independente da estrutura de madeira do telhado, atravessa o espaço longitudinalmente e serve de suporte para grandes portas de correr de vidro, que podem ser deslocadas para delimitar algumas salas ou simplesmente isolar o arquivo.
A equipe de 12 arquitetos espalha-se pela área de produção e conta com sala de estar e cozinha gourmet, ambientes também utilizados nas reuniões mais informais com clientes.
O mobiliário foi desenhado pelos arquitetos especialmente para este projeto. São móveis simples de estrutura metálica que fogem dos padrões de mercado e remetem à própria estrutura do galpão.
O diferencial fica por conta de grandes mesas de trabalho que apresentam tampos com placas de MDF em sua modulação original, sem cortes, emendadas uma às outras.
Os sheds promovem farta iluminação natural durante o dia. Já a luz artificial é predominantemente indireta, o que cria uma ambientação noturna agradável.
Devido à altura do espaço, não há luminárias no forro, e sim pendentes e spots fixados diretamente nas peças mais baixas da estrutura de madeira do telhado. Além disso, cada posto de trabalho possui uma luminária de mesa individual.

Texto de Nanci Corbioli
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 387 Maio de 2012
Um sistema de vigas metálicas atravessa o espaço no sentido longitudinal e sustenta grandes portas de correr de vidro
A numeração em paredes, portas ou mesas indica a medida das superfícies e dá noção de espaço aos clientes
A numeração em paredes, portas ou mesas indica a medida das superfícies e dá noção de espaço aos clientes
A cozinha gourmet também é usada para reuniões informais com a equipe ou clientes
A cozinha gourmet também é usada para reuniões informais com a equipe ou clientes
Planta baixa
Planta baixa
1. Recepção / 2. Vitrine / 3. Atendimento / 4. Administração / 5. Reuniões / 6. Diretoria / 7. Projetos / 8. Arquivo / 9. Cozinha gourmet
10. Acervo / 11. Depósito / 12. Deque / 13. Estacionamento