quarta-feira, 30 de maio de 2012

Você concorda que a tecnologia tornou-se imprescindível?


Em meio a uma forte concorrência, os bancos buscam ser ágeis no uso intenso da tecnologia para oferecer crédito imobiliário a clientes novos e antigos. Entre as ferramentas, estão simuladores de valores a serem captados e de prestações, digitalização de documentos, portais na Internet e aplicativos móveis. O cliente pode fazer um tour virtual dos imóveis de seu interesse sem precisar sair de casa.


Não dá para imaginar mais o crédito imobiliário sem o uso da tecnologia, comenta Cláudio Borges, diretor de crédito imobiliário do Bradesco. O portal exclusivo do banco para o mercado imobiliário teve 83 mil acessos em março. Por mês, a instituição recebe pela Internet aproximadamente 2 mil propostas. Se todas essas propostas fossem finalizadas, o que não é o caso, chegaríamos perto da média de 2.500 contratos que fechamos mensalmente para pessoas físicas, diz.
Os bancos mais competitivos em crédito imobiliário colocaram em sites específicos várias ferramentas para simular os cálculos de financiamentos e parcelas e ainda o que os documentos necessários para obter o crédito. O Santander, por exemplo, incluiu conteúdo editorial com matérias sobre o mercado imobiliário, tendências, e até dicas de decoração e design. Com isso, se transformou em um hit da Internet, com mais de 1 milhão de acessos e considerado pelo Ibope um dos maiores sites de classificados online do país.
Nosso crédito é customizado e cada cliente tem um nível de crédito, diz Luiz Antônio França, diretor de crédito imobiliário do Itaú Unibanco. Em 90% das consultas, a resposta da aprovação, ou não, do valor solicitado pode ser imediata e nos 10% restantes pode levar uma hora. O maior aliado dos bancos para ganhar velocidade nos últimos anos foi o processo de digitalização dos documentos. Além disso, diz Borges, as simulações podem ser feitas em tablets e smartphones.

Fonte: Central Estratégica

Gosta de sombra e água fresca? Veja dicas de pergolados para seu jardim ficar ainda mais charmoso


Fotos Pedro Abude
Caminho ramificado 
Inspirada nas paisagens do sul da França, a paisagista Luciana Moraes investiu em quatro pérgolas de ferro galvanizado – acabamento que protege o material dos efeitos do tempo – dispostas em cruz. Nos pilares de sustentação de cada estrutura de 2,40 x 2,60 x 8 m, foram plantadas glicínias. “Diferentemente das outras trepadeiras, a espécie invernal tem caule grosso, e, por esse motivo, é bem mais resistente”, explica. Demorou quatro anos para a vegetação tomar conta de toda a cobertura. Sob o pergolado, o caminho rústico de mosaico português e de lajotas antigas foi ladeado por agapantos que florescem no início do verão. O projeto foi desenvolvido em parceria com o arquiteto Leonardo Junqueira

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Fotos Pedro Abude


Encoberta nas laterais 

Com a função de acomodar o orquidário e o viveiro de plantas, o pergolado de ipê rústico, 4,30 x 9,60 x 2,60 m, é sustentado por duas vigas de pedra. A estrutura desenhada pelo paisagista Luciano Fiaschi quase desaparece em meio à camuflagem estratégica da primavera, plantada em uma das laterais da pérgola. O modelo de ripas de madeira permite aos vasos ficar pendurados sem a necessidade de furos, além de proporcionar maior incidência de luz natural no interior. Margeando o espelho-d’água, a congeia – outra trepadeira – faz as vezes de arbusto, com o seu maciço cor-de-rosa.


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Fotos Pedro Abude


Base vigorosa 

Para seguir o mesmo estilo provençal adotado no jardim, o paisagista Gilberto Elkis abusou de materiais naturais na construção do poderoso pergolado de 5 x 2,50 x 15 m. O abrigo, sustentado por oito pilares de alvenaria revestidos de pedras bolão, tem cobertura de madeira cumaru envernizada, que logo será totalmente forrada pela primavera. Cultivado a pleno sol, o arbusto pode ser facilmente conduzido como trepadeira, por meio de fios de náilon ou arame. Móveis de ferro e piso de pedriscos alternado por tijolos complementam a decoração rústica.


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Fotos Pedro Abude


Caramanchão na passagem 
Leve e resistente, o pergolado de alumínio, 0,50 x 2,20 x 2 m, é um dos modelos que exigem menos manutenção com o passar dos anos: só precisa de uma pintura eletrostática para ficar exposto às mudanças climáticas. No jardim, a estrutura coberta por flor--de-são-miguel aparece repetidamente ao longo de toda a passagem. E repare: o paisagista Gilberto Elkis conseguiu esconder as raízes da trepadeira entre os volumes de buxinho e minirrosa.


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Fotos Pedro Abude


Extensão principal 
Ligação entre a sala de estar e a varanda, a pérgola de ferro pintada de verde, de 3,50 x 2,50 x 7,70 m, protege a entrada principal da casa. Durante os dias de chuva, placas transparentes de policarbonato criam um abrigo seguro e iluminado para as visitas. O paisagista Leo Laniado escolheu a ipomeia-rubra para escalar a estrutura, que recebeu verniz náutico. A trepadeira perene, de fácil manejo, levou seis meses para formar uma sombra agradável na região. No entorno, moreia, papiro e orquídea-bambu.


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Fotos Pedro Abude


Com direito a cortina 
Graças à proteção do extenso pergolado de cumaru, de 5,40 x 3,20 x 17,2 m, o canto de relaxamento dos moradores pode incluir mesa para refeições ao ar livre e até rede. “O segredo da sombra fresca durante todo o dia está no teto, protegido por uma camada de laminado temperado resistente a chuva e outra de bambu”, explica a paisagista Luciana Moraes, que assina o projeto com o arquiteto Leonardo Junqueira. Entre as tábuas de madeira, distantes 56 cm uma da outra, há outro alívio instantâneo para o calor: a trepadeira-jade, conduzida por fios de aço nos pilares de madeira, à dir. De inflorescência pendente, a espécie precisou de três anos para encobrir toda a área. Podas trimestrais garantem o lindo efeito esverdeado, a partir da primavera.
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Fotos Pedro Abude


Bambu aéreo 
A pérgola suspensa, projetada pelo paisagista João Fausto, livra o terraço de pilares, que acabariam comprometendo a circulação da área. A estrutura flexível de bambu-mossô, de 2,40 x 4 m, executada pela Kanela Decorações é sustentada, na parte superior, por dois cabos de aço e chumbada na parede com tubos de ferro escondidos no interior do material. “A medida é essencial para a segurança dos moradores. Se o pergolado não for fixado corretamente, ele pode cair com a ação do vento”, explica Fausto. Dos dois vasos de cimento aramado, nas laterais, saem exemplares de maracujá-de-flor-vermelha, que devem formar uma barreira natural ao sol daqui a alguns meses


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O que saber antes de comprar 

Ferro, madeira e bambu são os materiais mais usados em pergolados. A escolha do acabamento pode ser baseada no estilo do projeto. O ferro dá um visual mais sofisticado e precisa de menos cuidado com o passar tempo: a cada 10 anos pintura que o torne resistente aos efeitos do sol e da chuva. Contudo, a durabilidade tem o seu preço. Na serralheria Ferro & Fogo, por exemplo, um modelo de 3 x 3 x 3 m varia de R$ 4 mil a R$ 20 mil, de acordo com o tipo de ferro, espessura e desenho. O alumínio custa o dobro do ferro, com a vantagem de exigir menos cuidados e não enferrujar.

A madeira permite acabamentos variados. O efeito rústico pode ser obtido com a tora de eucalipto autoclavado – processo que evita o aparecimento de cupins – ou com a madeira de demolição. Um alerta: quando mal encaixado, o material pode empenar. Certifique-se de que a empresa contratada calculou corretamente as medidas e a madeira necessária para a obra. E, a cada seis meses, aplique um verniz próprio para áreas externas. Na Cobrire, uma pérgola de 3 x 3 x 3 m de eucalipto sai a partir de R$ 1.600.

Ecológico e leve, o bambu é indicado para modelos suspensos – de preferência, por cabos de aço. O revestimento não precisa de manutenção constante e, por ser oco, pode ser transportado com facilidade. Na medida 3 x 3 x 3 m, sai a partir de R$ 3.800 na Kanela Bambu. Qualquer que seja o material de sua escolha, lembre-se de chumbar a estrutura no piso ou na parede.

Fonte: Casa e Jardim

Comer banana reduz cãibra? Beber líquido durante as refeições aumenta a barriga? Veja se essas questões são verdadeiras ou falsas


Mitos e verdades sobre a alimentação

Beber água durante a refeição aumenta a barriga? Comer manga com leite faz mal à saúde?  Descubra a respostas para essas e outras perguntas, invista nos hábitos alimentares que realmente valem a pena e deixe os mitos fora do seu prato!



Beber água em jejum emagrece
MITO: O consumo de dois a três litros de água por dia traz diversos benefícios à saúde, como o bom funcionamento do intestino. Porém, apenas a ingestão de água não elimina o peso, muito menos se for tomada em jejum. Para queimar gordura e emagrecer é preciso reduzir a quantidade de alimentos ingeridos e aumentar o gasto de calorias. 

Comer banana reduz a cãibra

EM TERMOS: As cãibras são contrações musculares intensas causadas por diversos motivos. Geralmente  estão associadas a um desequilíbrio em vários minerais do organismo, entre eles o potássio – e a banana é rica em potássio, por isso leva a fama. Porém, a fruta é pobre em sódio e cloro, os minerais mais perdidos no suor. Então, ela sozinha não previne cãibras. Mas pode ajudar, assim como é preciso sempre alongar e cuidar da hidratação.  
Beber líquido durante as refeições aumenta a barriga
EM TERMOS: Depende do tipo e da quantidade desse líquido. A água não possui calorias e não engorda antes, durante nem depois das refeições. A recomendação é de um copo pequeno (200 ml) para ajudar na digestão. No entanto, quando falamos de outros líquidos como sucos e bebidas gaseificadas, a recomendação da quantidade é a mesma, mas devemos nos atentar para as calorias. O consumo em excesso dessas bebidas pode, sim, provocar o “aumento da barriga”. Além disso, essas bebidas dão a sensação “barriga cheia”, pois empurram os alimentos e aumentam o volume do estômago e podem diminuir a velocidade de esvaziamento gástrico. Por isso, devem ser evitados durante as refeições. 


Ficar sem comer emagrece

MITO: Deixando de comer você pode tornar o seu metabolismo mais lento, dificultando a eliminação de peso. Além disso, após ficar sem comer por um longo período, é comum a compulsão alimentar, ou consumo de alimentos em maior quantidade. Para diminuir o peso é fundamental comer de forma fracionada e na quantidade certa, e de preferência com orientação de nutricionistas. 


É melhor comer frutas com casca
VERDADE: Vale a pena comer as frutas com a casca, quando isso for possível, porque elas são uma ótima fonte de fibras. Mas atenção: as frutas devem ser muito bem lavadas em água corrente e com a ajuda de uma escovinha, para que fiquem livres de resíduos de agrotóxicos, substâncias extremamente prejudiciais à saúde.

Manga com leite engorda
MITO: Essa crença tem origem no período colonial e foi criada pelos senhores das fazendas, que pretendiam evitar o roubo da fruta e do leite pelos escravos durante a noite. A não ser que você tenha alergia a esses alimentos, a combinação é inofensiva. 

Cenoura faz bem para a visão
VERDADE: A cenoura contém grande quantidade de betacaroteno, a substância que dá origem à vitamina A. Sua carência, no entanto, pode provocar a cegueira noturna (a incapacidade de adaptar-se ao escuro) e até a perda da visão. Por isso, o consumo da cenoura traz benefícios à visão.

Fonte: Vida Saudável

Você sabia que o açafrão reforça sistema imunológico?


Açafrão contra infecções
Nem bem um composto de açafrão começou a ser testado contra o câncere os cientistas já descobriram um novo benefício do tempero.
A curcumina vem sendo alvo crescente de pesquisas em todo o mundo.
O Ministério da Saúde já incluiu o composto do açafrão na lista de plantas com interesse terapêutico.
Os cientistas agora descobriram que a curcumina causa um aumento modesto, mas mensurável, nos níveis de uma proteína que é conhecida por reforçar o sistema imunológico, ajudando a impedir infecções.
Medicina Ayurveda
O açafrão é um tempero amarelo-alaranjado muito comum no interior do Brasil, embora seja oriundo da cozinha oriental, onde está presente nos chamados curries.
No oriente, contudo ele não é apenas um tempero.
O açafrão (ou cúrcuma) tem sido usado há pelo menos 2.500 anos como um composto medicinal no sistema de medicina Ayurveda, da Índia.
Pesquisadores da Universidade do Estado do Oregon (EUA) e da Universidade de Copenhague (Dinamarca), descobriram que uma das razões para esse uso tão duradouro está em uma proteína presente no açafrão.
O peptídeo antimicrobiano catelicidina - conhecido como CAMP (Cathelicidin AntiMicrobial Pptide) - é um elemento importante do nosso sistema imunológico no combate a várias bactérias, vírus e fungos.
Valor fisiológico
O impacto da curcumina neste papel não é tão potente quanto o da vitamina D, mas é forte o suficiente para ter um valor fisiológico.
"A curcumina, como parte do açafrão, é geralmente consumida na dieta em níveis bastante baixos," disse Adrian Gombart, membro da equipe.
"No entanto, é possível que o consumo sustentado ao longo do tempo possa ser saudável e ajude a proteger contra a infecção, especialmente no estômago e no trato intestinal."
A curcumina também tem sido estudada por sua propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes.

Fonte: Diário da Saúde

terça-feira, 29 de maio de 2012

Confira 10 segredos para ter uma casa feliz


Texto Carolina Nogueira
Pode ser que nem você saiba ainda o que vai querer da sua vida daqui a cinco ou dez anos, mas a designer holandesa Lidewij Edelkoort tem uma boa ideia a respeito. Aos 61 anos, 20 deles dedicados a estudar comportamento de consumo em vários países, Li é conhecida como a maior autoridade em previsão de tendências do mundo. De seus escritórios em Nova York, Paris e Tóquio, ela antecipa para clientes como Nissan, Lacoste e Coca-Cola quais serão os nossos próximos desejos. Não só na estação seguinte, mas na próxima década. “As pessoas falam como se eu fosse uma mística, uma adivinha. No entanto, tudo o que faço é prestar atenção no mundo”, diz ela.

A última novidade da moda, do design e da arquitetura, as culturas tradicionais, as mudanças sociais, os movimentos políticos – nada escapa ao seu caderninho de anotações, no qual cola fotos, desenhos, pedaços de tecido e recortes de notícias de jornal. Quando estuda um hábito de consumo, mais do que saber onde se comprou ou quanto se gastou, Li persegue os desejos profundos que nos movem quando escolhemos uma colcha ou decidimos pintar uma parede de azul.

O resultado de suas análises é editado em catálogos exclusivos para seus clientes e na revista semestral Bloom – em que, ao contrário do que se possa imaginar, não se encontram projetos, paletas de cores nem tendências batizadas com algum nome criativo. Nada disso. São cadernos de inspiração, de convite à criação, à reflexão sobre nossos desejos profundos, instintivos, que normalmente acabam soterrados pela correria da vida. São conceitos abstratos e imagens etéreas que servem como excelente ponto de partida para a concepção de todo tipo de produção – inclusive dos seus projetos de construção e reformas.

Numa tarde nublada do outono parisiense, Li apresentou alguns desses conceitos, dessas vontades que ela batiza de “culturais”. 
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1. O dom da luz 
A janela é um espaço privilegiado da casa. Ela emoldura a paisagem e funciona como uma ponte entre o que está dentro e o que está fora. Ela convida a sair e traz para a casa um pedaço do resto do mundo. Quando pensar em cortinas, não queira isolamento. Modelos pesados – como os de veludo vermelho do teatro – só são bem-vindos como um jeito inteligente de dividir ambientes, no interior da casa. Nas janelas, cortinas são cúmplices da luz, não seus algozes. Devem ser de fibra natural, para balançarem ao vento, como o vestido de uma criança correndo pelo corredor, depois de um banho fresco no meio de uma tarde de verão. A luz não é um detalhe: ela é a vida por completo. Deixe o sol da manhã acordá-lo, tocando de leve a sua pele. Sinta no seu corpo a alegria de estar vivo.
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2. O cuidado dos outros 
Talvez você já tenha presenciado a cena de um reencontro de pessoas queridas em um aeroporto e, mesmo sem conhecer os envolvidos, tomado aquela alegria como sua. A explicação para esse sentimento: você faz parte da grande família dos homens. Cada vez que um idoso segurar um bebê no colo ou você tocar a barriga de uma mulher grávida, ou que a mão calejada de um homem segurar delicadamente a de um menino, você vai fixar essa cena em sua mente. Pense na sua família, nos seus amigos, na necessidade que cada ser carrega de trocar experiências e de entrar em contato. Não negligencie a conexão íntima, rústica, que não passa pela palavra. Valorize a simplicidade da amizade entre todos os espíritos – até mesmo com seu cachorro, com um gatinho de rua. Apaixone-se pelo ciclo da vida e compartilhe com o outro a essência desse modo de viver.
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3. A beleza do inacabado 
Há milênios, os japoneses cultivam uma estética baseada na aceitação da transcendência e do eternamente inacabado. Concebida como a beleza do imperfeito, do impermanente e do incompleto, a filosofia wabi-sabi se expressa no ritual do chá, nos arranjos de ikebana, no exercício interminável de manter um jardim feito de pedrinhas e areia, na qual você desenha e redesenha com a ajuda de um ancinho. Mais do que o resultado final, é o ritual que importa. Amar o inacabado é aceitar que viver não se trata de atingir um objetivo – que, no fundo, a gente nunca chega lá. O que importa é o caminho. Celebre o assimétrico, o instável. Ninguém precisa recuperar o jardim zen que teve um dia para entrar em contato com essa filosofia. O desafio é construir seu jardim zen interno, espiritual. Encontrar o seu ritual eternamente inacabado, que não tenha nenhum objetivo maior a não ser fazer você feliz.
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4. A ordem das coisas 

Você já percebeu como nossas casas estão cada vez menores? Mas pense bem: por que isso é ruim? Em menos cômodos há mais convivência. Estamos mais perto de quem amamos. Não é uma questão de espaço, mas de organização. Em uma casa menor, só cabe o que importa – então livre-se de tudo o que entulha a vida. Delete o supérfluo. Arquive as memórias. Seus móveis precisam servir para alguma coisa: tenha estantes, use gavetas, crie caixas. Ouse reciclar, acolha os materiais baratos – pense em papel kraft, em caixas de feira, em nichos de madeira. Nutra o hábito de classificar o essencial. Faça da organização um ritual de purificação – não uma penitência. Resuma. E, sobretudo, permita o vazio e o celebre. Ele é um convite à criação.
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5. As habilidades das mãos 

Disponha um arsenal sobre a mesa: lápis, lã e agulha de tricô, uma xícara de farinha, um pedaço de tecido. Agora desafie suas mãos a escolher suas armas. Ao ataque: crie. Usar as habilidades das mãos dá sentido à vida. “Muitas vezes ouvi, e tenho certeza de que você também, pessoas dizerem “no dia em que eu tiver meu ateliê, vou pintar quadros”, ou então “vou fazer esculturas...”, diz Li. “Todos nós sabemos que não precisamos de nada disso. Simplesmente vá lá e faça.” Grandes criadores contemporâneos, como o arquiteto italiano Andrea Branzi, concebem móveis nos quais acoplam criações: gravuras, pinturas, esculturas que já vêm como parte de uma estante. Mas logo ao lado há um nicho, um espaço vazio, convidando a ser ocupado por você. Para que comprar, se você pode criar?
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6. A cura pelas plantas 
Aprenda com as plantas a viver o momento presente. Amanhã a flor pode já ter murchado. Amanhã pode ser que não chova – ou que falte o sol. Aprenda com as plantas a não economizar experimentações. Viva o hoje intensamente. Aprenda a aceitar o eterno ciclo da mudança de estações como uma bênção. Receba cada fase como um novo começo – e não como um novo fim. Tenha em mente que é sempre possível replantar, mudar de terra. Celebre, numa simples mudança de jardineira, a promessa da terra nova. Os budistas dizem que, se pudéssemos perceber claramente o milagre que representa uma simples flor, nossa vida mudaria por completo. Contemple a vida em suas infinitas escalas – da planta inteira, raiz, caule e folhas, ao microcosmo de cada nervura de folha. Cerque-se de plantas, aprenda com elas. Acredite numa vida mais saudável e mais perto do natural, em que as plantas sejam acolhidas numa casa como seres e não como objetos.
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7. O sentimento de liberdade 

Vivemos uma era nômade, sonhamos com evasão. Queremos ter raízes – mas precisamos poder nos livrar delas de vez em quando. A mobilidade tornou-se uma urgência. Poder mudar permanentemente sua casa de lugar tornou- se o idílio do nosso tempo. “Nas minhas férias, conheci um jovem que viajava por uma rota de praias em seu coupé conversível, luxuoso”, conta Li. “A cada dia ele chegava a uma cidade diferente e instalava ao lado do carro uma minúscula tenda de camping para uma única pessoa, onde passava as noites. No contraste de seu belo carro com esse estilo de vida de uma simplicidade fundamental, extrema, eu vi o sonho contemporâneo de liberdade.” O verdadeiro luxo de hoje em dia é poder ser livre. Dormir numa rede. Não seguir a moda. Desenvolver uma relação mais profunda com os objetos que estão em seu entorno, buscar o essencial. Ter uma vida portátil.
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8. Assar o pão 
Do cheiro de pão no forno emana a promessa de um belo dia pela frente. Água, farinha, sal e fermento. Nenhum alimento é mais simples. Nada pode ser mais essencial. Toque o relevo da casca, saboreie o barulho que ela faz ao ser partida com as mãos. Experimente a textura do miolo que se desfaz lentamente enquanto uma fumaça suave e quase transparente convida: me saboreie. Ame o cotidiano com o mesmo amor incansável com que todas as manhãs celebramos a nossa paixão pelo pão. Cultive pela vida esta mesma instigante e insaciável fome.
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9. A alegria do lar 

No fundo, a ideia é esta: a sensação que você tem quando volta de uma longa e cansativa viagem. Você deita na sua cama, encosta a cabeça no travesseiro, coloca sua música preferida para tocar, fecha os olhos e constata: “enfim, em casa”. Ao seu redor estão seus livros favoritos. Seus quadros favoritos. Suas comidas favoritas. Suas pessoas favoritas. Você vai andar de pijama. Vai beber leite. Vai cozinhar. Vai dormir debaixo de camadas e mais camadas do lençol mais macio que tiver. E vai almoçar no chão da sala – se decidir assim. Pense nos seus sonhos de criança, quando tudo o que você queria era morar numa cabana na árvore. O que você levaria para lá? Seu brinquedo preferido, sua comida preferida, seu amigo preferido – e não muito além. É disso que se trata ter uma casa, um refúgio no qual você se reconheça em todos os objetos e móveis.
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10. Patchwork de culturas 

Um quimono e um turbante árabe. Uma louça chinesa sobre uma tapeçaria mexicana. O cocar de um índio brasileiro enfeitando uma máscara africana. Artefatos de todos os povos, de todas as épocas, contam as mesmas histórias de valentia, de valores, de respeito. Conectar culturas é celebrar o que existe de comum em toda a humanidade. Antes de os europeus chegarem às Américas, povos indígenas de norte a sul do continente desenvolveram o ikat, uma técnica de tecelagem feita a partir de fios retorcidos. Nunca foi possível identificar onde a tradição começou. Estampas semelhantes e técnicas idênticas surgiram em diferentes pontos do continente americano ao mesmo tempo. “O ikat é a metáfora perfeita das conexões que existem entre as culturas”, ensina Li. “A força espiritual que conecta as diferentes tradições. Um jeito nômade de descobrir conexões e celebrar as ligações invisíveis dos povos.”



Fonte: Casa e Jardim