terça-feira, 6 de março de 2012

Hotel de gelo: hospede-se antes que derreta

Divulgação
O Hotel de Glace, no Canadá é todo feito com gelo e neve
Hotel de Glace é uma alternativa diferente para os turistas, em Quebec, no Canadá. Mas atenção: é preciso chegar lá antes do verão no hemisfério norte. Caso contrário, pode se deparar com uma construção derretida. Erguido com quase 15 mil toneladas de neve e 500 mil toneladas de gelo, por 60 trabalhadores, ele abre apenas durante o rígido inverno canadense. A próxima temporada vai de 6 de janeiro a 25 de março de 2012.

Em funcionamento desde 2011, o hotel tem um design diferente a cada ano. Além das paredes com cerca de 4 metros de espessura, o mobiliário e os objetos de decoração também são feitos de gelo. Os 36 quartos têm o mesmo material como base, mas, para manter os hóspedes confortáveis, oferecem colchões e sacos de dormir especiais, que isolam a temperatura. Os visitantes são aconselhados a usarem pelo menos três camadas de roupas. O estabelecimento ainda tem um bar estiloso e uma capela, com capacidade para 150 pessoas. Nas fotos, você confere o visual preparado para 2012: 

Divulgação
Nos quartos, os hóspedes encontram colchões e sacos de dormir especiais, para sofrerem menos com a temperatura
Divulgação
Todos os anos, o hotel precisa ser reconstruído para o inverno

Divulgação
A fachada do hotel, que abrirá de 6 de janeiro a 25 de março de 2012

Divulgação
O local conta com uma capela, também feita de gelo, onde é possível realizar casamentos


Fonte: Casa e jardim

Escalopes de filé mignon flambados com champignons Paris

No Brie Restô, a chef Eliane Carvalho prepara escalopes de filé mignon flambados com champignons Paris e molho com mostarda de Dijon. Anote a receita:

Receita de escalopes de filé mignon flambado com champignons Paris
Foto: Divulgação
Ingredientes para a carne:
4 porções de arroz branco pronto
8 escalopes de filé mignon
1 xícara (chá) de conhaque
4 xícaras (chá) de champignons Paris fresco laminado (cru)
2 colheres (sopa) de suco de limão
2 colheres (sopa) de cebolinha verde picadinha
1 e ½  xícara (chá) de caldo de carne (bem concentrado)

Ingredientes para o molho:
200g de creme de leite fresco
1 colher (chá) de farinha de trigo + 01 colher (sopa) de manteiga
2 colheres (sopa) de manteiga
2 colheres (sopa) de molho inglês
1 colher (sopa) de mostarda de Dijon
Sal
Pimenta moída na hora

Modo de preparo:
Tempere os escalopes com sal, pimenta, mostarda de Dijon e reserve. Fatie os champignons e coloque em água com limão para não escurecer. Só escorra na hora de utilizar. Em uma frigideira, cozinhe a mistura do trigo com a manteiga até dourar levemente e reserve. Em seguida, em uma panela coloque a manteiga, doure os escalopes, flambe com conhaque e reserve em uma assadeira para levar ao forno minutos antes de servir. 


Espere evaporar o álcool e acrescente o champignon. Deixe cozinhar por alguns minutos, acrescentando o caldo de carne e o molho inglês. Cozinhe por alguns minutos e acerte o tempero. Passe o molho numa peneira e separe os champignons. Volte a maior parte do molho para a panela, adicionando a mistura de manteiga e trigo e cozinhe por cerca de 7 minutos. Reserve. Adicione ao restante do molho o creme de leite e o champignon. Deixa cozinhar por alguns minutos, adicione o arroz cozido, aqueça os escalopes e sirva.



Fonte: GNT

Mescla de elementos e cores contrastantes define o projeto de David Guerra

Na fachada da Hi-Lo, o contraste entre o cobogó floral branco e pórtico metálico fúcsia
Na fachada da Hi-Lo, o contraste entre o cobogó floral branco e pórtico metálico fúcsia
Para fugir do modelo, o encontro de opostos
Algumas quadras da rua Rio de Janeiro, em Lourdes, Belo Horizonte, significam para os consumidores de moda da cidade o acesso ao universo fashion de ponta e de luxo. Nesse endereço da capital mineira localiza-se a Hi-Lo, loja projetada pelo arquiteto David Guerra e identificada por sua fachada branca em cobogó, um contraponto ao pórtico fúcsia.
Inaugurada no primeiro semestre deste ano, a Hi-Lo (contração das palavras inglesas high e low, alto e baixo, em português) é uma loja multimarcas de moda feminina e acessórios que, como o nome sugere, procura construir sua personalidade mesclando elementos opostos.
Segundo o arquiteto David Guerra, autor do projeto da loja, as proprietárias se propunham a alterar o quadro conservador da moda feminina oferecida em Belo Horizonte, repetidor de modelos consagrados em outras metrópoles.
Elas revelaram também ao arquiteto estarem saturadas do modelo exaustivamente repetido nos interiores desses ambientes: espaços rigorosos e metódicos, “cartesianos demais”, classifica Guerra. Portanto, a Hi-Lo deveria oferecer um clima mais intimista, “até mesmo romântico”, ele detalha.
Representar na área externa da loja e no seu espaço interior a mescla de elementos contrastantes foi a tarefa à qual Guerra se dedicou, sem esquecer que a proposta conceitual deveria converter-se em arquitetura com a observância de limites econômicos rígidos. A composição algo antagônica manifesta-se já a partir da fachada com blocos brancos de concreto usinado de 40 x 40 centímetros, em contraste com o pórtico metálico em tom fúcsia.
Representar na área externa da loja e no seu espaço interior a mescla de elementos contrastantes foi a tarefa à qual Guerra se dedicou, sem esquecer que a proposta conceitual deveria converter-se em arquitetura com a observância de limites econômicos rígidos.
A vitrine foi colocada na lateral da loja
A vitrine foi colocada na lateral da loja
Balcão botonado/caixa na área de acesso
Balcão botonado/caixa na área de acesso
O branco cria um clima mais intimista e delicado na área de escolha
O branco cria um clima mais intimista e delicado na área de escolha
A composição algo antagônica manifesta-se já a partir da fachada com blocos brancos de concreto usinado de 40 x 40 centímetros, em contraste com o pórtico metálico em tom fúcsia.
Elemento presente na arquitetura moderna, a estrutura do tipo cobogó da Hi-Lo está assentada sobre uma empena cega, configurando-se a aparência de um rendilhado.
A composição plástica dos blocos (semelhante a uma flor) foi aproveitada na comunicação visual da loja - é esse desenho que conecta as palavras Hi e Lo na logomarca que encima o pórtico metálico da fachada.
A estratégia de trabalhar os opostos foi repetida por Guerra na composição dos espaços interiores, constituídos basicamente por dois ambientes.
Na parte mais próxima da entrada, o espaço para a escolha das roupas é mais suave, com “leveza e romantismo nas cores branco, prata e dourado seco”, explica Guerra.
O ambiente é definido por papéis de parede nos expositores/biombos, tecido botonado na parte de atendimento e a parede atrás dos expositores revestida com uma espécie de renda feita com embalagens do tipo longa vida, trabalho de autoria do artista plástico Léo Piló, que o realizou com a contribuição de uma comunidade de catadores.
Detalhe da parede rendilhada. Para a execução de cada símbolo foi necessário abrir dez embalagens
Detalhe da parede rendilhada. Para a execução de cada símbolo foi necessário abrir dez embalagens
 
O uso do vermelho e rosa realça a associação com sedução e glamour
O uso do vermelho e rosa realça a associação...
Já no espaço dos provadores, explica Guerra, as cores vermelha e rosa assumem o papel da sedução, glamour, paixão e sensualidade, “da transformação do indivíduo em uma estrela, que necessita de palco”.
Cortinas vermelhas, painéis botonados, iluminação cênica, múltiplos espelhos, sofá de cetim, lustre de época e estante com pés torneados criam a cena do espetáculo, no qual o protagonista é a cliente.


O uso do vermelho e rosa realça a associação com sedução e glamour
...com sedução e glamour
A Hi-lo tem proposta de levar à mulher tanto a moda básica como peças mais conceituais
A Hi-lo tem proposta de levar à mulher tanto a moda básica como peças mais conceituais


Fonte: Arco Web

Você sabia que apenas 45% das mulheres planejam a gravidez

Gravidez acidental
O projeto Nascer no Brasil, realizado pela Fiocruz, revelou que apenas 45% das mulheres que dão à luz no país planejam de fato a gravidez.
De acordo com a coordenadora do estudo, Maria do Carmo Leal, "esse número aponta para uma situação preocupante, pois mostra que uma expressiva parte da nossa população não está planejando sua reprodução. Ela vem acontecendo por acidente, e o Ministério da Saúde precisa ficar alerta e trabalhar melhor a questão da contracepção".
O projeto de âmbito nacional, que teve início em fevereiro de 2010, tem como principal objetivo conhecer as complicações maternas e as dos recém-nascidos, de acordo com o tipo de parto no país.
Para isso, já entrevistou 92% da amostra, revelando também que 53% dos partos no Brasil são cesáreos, com prevalência nas regiões Centro-Oeste e Sudeste.
Inquérito sobre parto e nascimento
O projeto Nascer no Brasil: inquérito sobre parto e nascimento cobriu 191 municípios e 266 diferentes estabelecimentos de saúde.
Foram entrevistadas 90 mulheres em cada instituição de saúde nas categorias pública, privada e mista (que atende pelo SUS e particularmente).
Na pesquisa, as mães foram perguntadas sobre:
  • tentativa de interrupção na gravidez;
  • assistência pré-natal;
  • local no qual realizaram o pré-natal;
  • como o parto foi pago;
  • como chegaram à maternidade;
  • por quantas maternidades tiveram de passar até a maternidade onde, de fato, o parto foi realizado;
  • se tiveram acompanhante no parto;
  • se ficaram satisfeitas por terem direito à acompanhante;
  • e qual foi o tipo de parto.
De acordo com a coordenadora da pesquisa, apenas 45% das mulheres no Brasil planejam a gravidez, sendo 49% delas na região Sul e 40% na região Norte, sem diferenças entre capital e interior.
Quando perguntadas sobre tentativas de interrupção na gravidez, 2,3% das mulheres responderam que tentaram - a amostra se baseia nas mulheres que tentaram, mas não obtiveram sucesso - sendo 3,7% delas na região Norte, 3,5% na região Nordeste e 1,5% nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
Pré-natal
Outro ponto levado em consideração na pesquisa foi em relação à assistência pré-natal.
Os resultados da pesquisa apontam que apenas 1,2% das mulheres em todo o país não realizam assistência pré-natal, 2,2% delas na região Norte e 0,6% na região Sul, sem diferenças entre capital e interior.
Quando perguntadas sobre em que tipo de serviço de saúde realizaram o pré-natal, 86% das mulheres responderam que o fizeram no sistema público - sendo 43% delas somente no SUS, e 43% delas no sistema misto - e 14% no sistema privado, sendo essa proporção bem mais elevada no Sudeste, com 22%, enquanto no Norte e Nordeste 5% e 6% respectivamente.
Com relação a como o parto foi pago, 83,6% foram pagos pelo Sistema Único de Saúde, e 16,4% pelos Planos de Saúde.
Fonte: Diário da Saúde

segunda-feira, 5 de março de 2012

Brasileiros transformam venenos de insetos em remédios

Venenos que viram remédios
As toxinas produzidas por animais venenosos contêm compostos que podem ser aproveitados no desenvolvimento de uma ampla gama de fármacos e inseticidas.
Mas, para que isso seja possível, é preciso identificar compostos de interesse, desvendar suas estruturas moleculares, realizar a síntese das moléculas em laboratório e, por fim, realizar testes clínicos.
Durante quatro anos, um grupo de pesquisadores brasileiros se dedicou à identificação e elucidação da estrutura molecular de cerca de 200 peptídeos e proteínas, além de 140 pequenas moléculas encontradas no veneno de diferentes grupos de aranhas, vespas e outros artrópodes venenosos do Brasil.
O Projeto, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), foi coordenado por Mário Sérgio Palma, professor do Instituto de Biociências da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Rio Claro (SP).
De neurotóxica a neuroprotetora
De acordo com Mário Sérgio, além de prospectar novas moléculas, os cientistas envolvidos com o projeto aprofundaram estudos dos mecanismos de ação das toxinas e ganharam experiência com novas técnicas de síntese de peptídeos e de pequenas moléculas.
"Fomos procurar, fundamentalmente, drogas que têm ação neurotóxica. Quando se compreende a estrutura e a ação dessas substâncias, com uma pequena modificação é possível fazer com que elas tenham ação neuroprotetora", explicou Mário Sérgio.
A estrutura das toxinas evoluiu para se adaptar à estrutura das células dos animais que deveriam ser atacados, ou dos quais era preciso se defender.
Assim, em geral, para compreender a ação da toxina, é preciso não apenas desvendar sua composição, mas entender todo o contexto no qual ela atua.
"Trabalhamos, por exemplo, com dois tipos de aranhas: as construtoras de teias aéreas e as errantes - que vivem no solo e caçam. A composição dos venenos de cada uma delas é muito diferente, já que são utilizados com finalidades e estratégias distintas", disse Mário Sérgio.
Brasileiros transformam venenos de insetos em remédios
As aranhas do gênero Nephila, que fazem grandes teias amareladas e douradas, foram o primeiro alvo dos estudos. [Imagem: Wikipedia]
Inseticidas poderosíssimos
As toxinas das aranhas que vivem longe do chão têm poucas proteínas e peptídeos, mas são cheias de pequenas moléculas orgânicas muito parecidas com as toxinas das plantas.
As aranhas do gênero Nephila, que fazem grandes teias amareladas e douradas, foram o primeiro alvo dos estudos.
"As gotículas viscosas na teia das Nephila servem para prender pequenos insetos e também para lubrificar e favorecer a flexibilidade da teia. São compostas de um conjunto de vesículas feitas de lipídios por fora e preenchidas com toxinas", disse.
Os cientistas estudaram como esses lipídios reagem com o exoesqueleto dos insetos presos pelo visgo, removendo a cera que o protege e colocando-o em contato com as neurotoxinas, paralisando o animal.
"Essas substâncias são inseticidas poderosíssimos. Encontramos ali moléculas interessantes, que são alcaloides retirados pelas aranhas de suas presas, que por sua vez os sequestram dos alcaloides das plantas. Uma vez que a aranha obtém o alcaloide, ela introduz modificações em sua estrutura, produzindo as neurotoxinas", explicou Mário Sérgio.
Epilepsia
Essas aranhas só consomem proteína fresca, por isso não matam as presas. É preciso injetar nos insetos um veneno paralisante, guardando-o para os momentos de fome.
Além disso, a aranha produz toxinas diferentes de acordo com o período do ano, sempre de forma coerente com o tipo de presa disponível.
"Observamos que as toxinas usadas para provocar a paralisia produzem muitas estruturas químicas diferentes. Nesse grupo de aranhas, elucidamos a estrutura de 106 moléculas", contou o coordenador do projeto.
Três das toxinas descobertas, que causam paralisia transitória, mostraram-se especialmente interessantes quando testadas no sistema nervoso de ratos e camundongos.
"Usamos modelos de epilepsia e descobrimos que essas três drogas têm efeitos antiepiléticos promissores. Um trabalho sobre isso foi publicado na revista Brain Research", disse Mário Sérgio.
O modelo se mostrou tão promissor que o grupo estabeleceu uma parceria com o professor Jaderson da Costa, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), para testá-lo em modelos in vitro de tecido de cérebros humanos com epilepsia refratária.
Brasileiros transformam venenos de insetos em remédios
Moléculas produzidas pela aranha-do-cerrado (Parawixia bistriata) poderão ter usos contra Alzheimer e Parkinson. [Imagem: USP/Espaço Aberto]
Doenças neurodegenerativas
Os aspectos evolucionários convergentes entre plantas e aranhas também foram estudados nas chamadas aranhas coloniais, como a Parawixia bistriata, que fazem teias em plantas do gênero Banisteriopsis.
Diferentemente das Nephila, que têm teias perenes, essas outras produzem as teias e as destroem diariamente.
"Encontramos um grande volume de alcaloides no veneno dessas aranhas e passamos a estudar o mecanismo de ação dessas moléculas, que provocam convulsões quando aplicadas em camundongos, ratos e coelhos. Descobrimos que o mecanismo envolve os canais de cálcio dos neurônios", contou Mário Sérgio.
Em doenças como Parkinson e Alzheimer, os neurônios degenerados têm um defeito morfológico que mantêm seus canais de cálcio abertos permanentemente, provocando uma metilação ininterrupta que causa tremores.
"O envenenamento produzido pela aranha tem um efeito muito parecido. Mapeamos o cérebro dos animais intoxicados e, com um marcador, localizamos a região onde a toxina se acumula. Verificamos que ela produz a morte do animal por excesso de íons cálcio", afirmou Mário Sérgio.
Droga antiepilética
Entre o grupo das aranhas que vivem no solo, como as armadeiras, o grupo da Unesp isolou uma substância com estrutura química pouco comum na natureza. Trata-se de um composto não peptídico, não proteico, de baixa massa molecular e que aparentemente não tem toxicidade, mas atua sobre os canais iônicos.
"Testamos a substância no laboratório da PUC-RS, em ratos, e descobrimos que se trata de uma droga antiepilética ainda mais potente que a anterior. Estamos aguardando a autorização para realizar estudos em modelos humanos", disse.
Os pesquisadores descobriram também, em vespas, uma neurotoxina capaz de paralisar e matar alguns insetos, ao agir no receptor de glutamato - uma classe de moléculas que recebem o principal neurotransmissor que estimula o cérebro.
"Há várias subfamílias e subtipos de vespas. Em um deles, descobrimos essa droga, que existe de forma modificada no sistema nervoso de mamíferos. Esse composto se mostrou um potente inibidor de crises epiléticas em modelos animais in vitro. Trabalhamos agora no processo de síntese dessa substância e estamos aguardando autorização para administrá-la em modelos animais in vivo", disse Mário Sérgio.
Anfetaminas e soro contra veneno
No veneno das vespas da espécie Polybia paulista, conhecidas como "paulistinhas", o grupo de cientistas encontrou uma substância do grupo fenilmetilamina, semelhante a drogas utilizadas para controlar o apetite.
"A substância é um isômero estrutural de certas anfetaminas usadas para o controle do apetite e proibidas no Brasil. É parecida também com as drogas ilegais usadas em raves", disse Mário Sérgio.
No veneno de abelhas, os cientistas da Unesp descobriram grandes moléculas com notável reatividade a anticorpos da imunoglobulina.
Segundo Mário Sérgio, nunca se conseguiu produzir um soro para veneno de abelhas, pois o mecanismo de ação do veneno era desconhecido.
"Elucidamos a composição das proteínas do veneno e conseguimos entender todas as etapas do processo de envenenamento. A partir daí, fizemos uma parceria com a divisão de soros do Instituto Butantan e com o grupo de Imunologia do Instituto do Coração (Incor) e produzimos o soro. Temos agora a primeira patente de soro de veneno de abelha do mundo, que já foi outorgada. Estamos transferindo o know-how para a divisão de produção de soro do Butantan para planejar a produção em escala", disse.
Diabetes
Na vertente do projeto voltada aos peptídeos, duas substâncias isoladas a partir de venenos de vespas tiveram destaque especial: peptídeos antibióticos e uma nova família de peptídeos muito pouco conhecida até agora, com ação potente em células pancreáticas.
O trabalho foi feito em parceria com o professor Everardo Magalhães Carneiro, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), especialista em diabetes.
"Pode ser um modelo interessante para ajudar em certos casos de diabetesque são provocados pelo fato de a glândula produtora de insulina não conseguir secretar a substância. Talvez esses peptídeos sejam adjuvantes interessantes para auxiliar a liberação natural de insulina", afirmou Mário Sérgio.
Fonte: Diário da Saúde