quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Reformulação de restaurante na Dutra ganha premiação de design ao tranformar layout e deixar leitura mais fácil, clara e objetiva

Com a aplicação da nova marca, a rede de restaurantes passou a ser percebida a distância
Um convite à beira da estrada
A unidade da rede de restaurantes Olá - que opera junto a postos de combustível em rodovias - na cidade carioca de Resende foi a primeira a receber o novo conceito de marca desenvolvido pelo escritório Ana Couto Branding & Design. Reformulado, o layout interno daquela loja, que se tornou de leitura mais fácil, clara e objetiva, é uma das faces de um trabalho mais amplo realizado pelo estúdio e coordenado pelo designer Filipe Ozelin.
Versão nacional da competição International Design Excellence Awards (Idea), o Idea Brasil elegeu o trabalho desenvolvido pelo escritório Ana Couto Branding & Design para a rede Olá um dos vencedores na categoria Ouro de sua mais recente edição (a quarta), nas modalidades ambientes e design de serviço.
A Olá, rede de restaurantes com unidades instaladas junto a postos de combustíveis ao longo da rodovia Presidente Dutra, que liga o Rio de Janeiro à capital paulista, recorreu ao estúdio para reformular o conceito de sua marca.
A Olá se autodefine como uma rede especializada em atender viajantes, com quatro restaurantes/postos de funcionamento ininterrupto, três no estado fluminense e um em Pindamonhangaba, SP.
Apesar de pertencerem à mesma rede, não existia unidade entre as lojas, algo que o trabalho desenvolvido pelo estúdio deve promover, uma vez que, além da definição do layout, envolveu um projeto de comunicação visual. Assim, a nova identidade foi adotada também nas embalagens, no site e em toda a papelaria.
A primeira unidade a ser reformulada foi a de Resende, no posto conhecido como Resendão, no quilômetro 304 da Dutra.
De acordo com Filipe Ozelin, diretor de design do escritório Ana Couto e responsável pela coordenação do trabalho, o desafio do projeto foi traduzir graficamente os valores da rede de forma consistente e democrática em todos os pontos de contato com o público, composto pela comunidade, caminhoneiros, viajantes em carros de passeio, motoristas de ônibus, motociclistas e outros usuários.

A mesma unidade antes da reformulação
Embora não haja barreiras entre os ambientes, eles estão claramente definidos

Cores, texturas e planos foram trabalhados de forma a demarcar os espaços

O trabalho desenvolvido para a rede Olá foi premiado na mais recente edição do concurso Idea Brasil
O novo layout, segundo Ozelin, traduz a essência da marca e convida os viajantes a, ainda na estrada, se aproximarem do local. No restaurante, os acabamentos, móveis, iluminação e paisagismo aliam-se para configurar um ambiente limpo e agradável.
Embora não compartimentado, o desenho define áreas específicas direcionadas a diferentes públicos e atividades através de recursos cromáticos e acabamentos distintos. “Mobiliário, cores, grafismos, letreiros e iluminação compõem um layout intuitivo, que facilita a localização dentro da loja”, detalha Ozelin.
Em Resende, o projeto foi aplicado na construção onde já operava o restaurante, com 400 metros quadrados destinados aos viajantes a passeio e 115 para os caminhoneiros - o posto Resendão é um ponto tradicional de pernoite desses profissionais.
A fachada foi revestida na cor laranja e a face lateral, onde ocorre maior incidência solar, recebeu proteção de brises metálicos no mesmo tom.

Área de conveniência no posto Resendão

O uniforme dos funcionários também foi adequado à nova identidade visual
Fonte: arco Web
Desenvolvimento sustentável só é viável se centrado no fator humano
Fator humano
Enquanto os meios de comunicação globais especulam sobre o número de pessoas que habitam o planeta - o número preferido é o redondo 7 bilhões - uma equipe internacional de especialistas em desenvolvimento argumenta que não é simplesmente o número de pessoas o que importa.
Segundo eles, mais importante ainda é a distribuição dessa população por idade, escolaridade, estado de saúde e localização.
É isto o que é mais relevante para a sustentabilidade local e global.
Qualquer tentativa realista para alcançar o desenvolvimento sustentável deve se concentrar primariamente no bem-estar humano, e se fundar na compreensão das diferenças inerentes às pessoas em termos de seu impacto diferenciado sobre o meio ambiente e suas vulnerabilidades.
Essas vulnerabilidades são frequentemente associadas à idade, gênero, ausência de educação e pobreza.
Desenvolvimento sustentável
Estas são algumas das mensagens formuladas por 20 dos maiores especialistas do mundo em população, desenvolvimento e meio ambiente, que se reuniram com o objetivo de definir os elementos críticos das interações entre a população humana e o desenvolvimento sustentável.
A Declaração de Laxenburgo sobre População e Desenvolvimento, elaborada pelo painel de especialistas, descreve as seguintes cinco ações necessárias para lidar com o desenvolvimento sustentável, atingir a economia verde e se adaptar às mudanças ambientais:
1. Reconhecer que os números, características e comportamentos das pessoas estão no centro dos desafios do desenvolvimento sustentável e de suas soluções.
2. Identificar subpopulações que mais contribuem para a degradação ambiental e aquelas que são mais vulneráveis às suas consequências. Especialmente nos países pobres, essas subpopulações são facilmente identificáveis de acordo com idade, sexo, nível de escolaridade, local de residência e padrão de vida.
3. Elaborar políticas de desenvolvimento sustentável para o tratamento destas subpopulações de forma diferenciada e adequada às suas características demográficas e comportamentais.
4. Facilitar a tendência inevitável da urbanização crescente, de forma a garantir que os riscos ambientais e vulnerabilidades estejam sob controle.
5. Investir no capital humano - educação e saúde das pessoas, incluindo a saúde reprodutiva - para desacelerar o crescimento da população, acelerar a transição para tecnologias verdes e melhorar a capacidade de adaptação das pessoas às mudanças ambientais.
Educação é a saída
Segundo os especialistas, a "educação aumenta as oportunidades na vida das pessoas em geral, contribui enormemente para a inovação tecnológica e social e cria a flexibilidade mental necessária para uma rápida transição para uma economia verde.
"Isso se aplica a países de baixa e de alta renda. Assim, o melhoramento do capital humano, desde a infância até a velhice, através da educação formal e informal, e da educação ao longo da vida, já é considerado uma prioridade política decisiva."
Como afirma a Declaração Rio-92 sobre Ambiente e Desenvolvimento, "os seres humanos estão no centro das preocupações para o desenvolvimento sustentável."
Ou, em outras palavras, o meio ambiente tem o ser humano no meio. E só será possível fazer com que o ser humano não destrua seu meio educando-o para não fazer isso e para que a população como um todo apoie a mudança do atual sistema exploratório de recursos.
Fonte: Diário da Saúde
Controle de cadeira de rodas com a língua fica melhor e mais discreto
Dirigindo cadeiras de rodas com a língua
Engenheiros do Instituto de Tecnologia da Geórgia (EUA) desenvolveram uma nova tecnologia para que pessoas com elevados níveis de comprometimento físico dirijam cadeiras de rodas e outros equipamentos robotizados usando apenas a língua.
O equipamento, chamado "Sistema de Direção com a Língua", já havia sido demonstrado há alguns meses, mas médicos e pacientes acharam muito inconveniente o fato de que o paciente precisasse ficar segurando o controle com a boca.
Além disso, era necessário que o cadeirante usasse um equipamento externo, parecido com um fone de ouvido, que perdia a calibragem sempre que o usuário mexia muito a cabeça.
Implante ortodôntico temporário
O novo protótipo permite que os cadeirantes usem apenas uma espécie de aparelho ortodôntico temporário, posto no céu-da-boca, dispensando inclusive o fone de ouvido.
O controle continua sendo feito inteiramente com a língua, mas sem a necessidade de colocá-la para fora ou manter a boca aberta.
Os sensores do aparelho rastreiam a localização de um minúsculo ímã, que é ligado à língua dos usuários.
"Movimentando os sensores dentro da boca, nós criamos um sistema de condução com a língua com melhor estabilidade mecânica e mais conforto, e que passa praticamente despercebido," disse Maysam Ghovanloo, membro da equipe.
Comandando aparelhos com a língua
Os sinais de controle são transmitidos por ondas de rádio para um iPhone ou iPod.
Um programa instalado no aparelho interpreta os comandos da língua determinando a posição relativa do ímã em relação ao conjunto de sensores montados no aparelho intraoral.
Essa informação é então usada para movimentar o cursor em uma tela de computador - permitindo o uso do sistema para controlar outros equipamentos - ou para substituir o joystick de uma cadeira de rodas motorizada.
Outra vantagem da nova versão é que o usuário pode treinar comandos adicionais para posições específicas da língua - virtualmente qualquer quantidade de comandos que ele consiga se lembrar.
Os pesquisadores estão testando o equipamento com pessoas sem deficiência. A seguir, passarão para um teste clínico com pacientes com altos níveis de dano na espinha dorsal.
Fonte: Diário da Saúde
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