quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

10 segredos de uma casa feliz

Pode ser que nem você saiba ainda o que vai querer da sua vida daqui a cinco ou dez anos, mas a designer holandesa Lidewij Edelkoort tem uma boa ideia a respeito. Aos 61 anos, 20 deles dedicados a estudar comportamento de consumo em vários países, Li é conhecida como a maior autoridade em previsão de tendências do mundo. De seus escritórios em Nova York, Paris e Tóquio, ela antecipa para clientes como Nissan, Lacoste e Coca-Cola quais serão os nossos próximos desejos. Não só na estação seguinte, mas na próxima década. “As pessoas falam como se eu fosse uma mística, uma adivinha. No entanto, tudo o que faço é prestar atenção no mundo”, diz ela.

A última novidade da moda, do design e da arquitetura, as culturas tradicionais, as mudanças sociais, os movimentos políticos – nada escapa ao seu caderninho de anotações, no qual cola fotos, desenhos, pedaços de tecido e recortes de notícias de jornal. Quando estuda um hábito de consumo, mais do que saber onde se comprou ou quanto se gastou, Li persegue os desejos profundos que nos movem quando escolhemos uma colcha ou decidimos pintar uma parede de azul.

O resultado de suas análises é editado em catálogos exclusivos para seus clientes e na revista semestral Bloom – em que, ao contrário do que se possa imaginar, não se encontram projetos, paletas de cores nem tendências batizadas com algum nome criativo. Nada disso. São cadernos de inspiração, de convite à criação, à reflexão sobre nossos desejos profundos, instintivos, que normalmente acabam soterrados pela correria da vida. São conceitos abstratos e imagens etéreas que servem como excelente ponto de partida para a concepção de todo tipo de produção – inclusive dos seus projetos de construção e reformas.

Numa tarde nublada do outono parisiense, Li apresentou alguns desses conceitos, dessas vontades que ela batiza de “culturais”. 
 Arquivo


1. O dom da luz 
A janela é um espaço privilegiado da casa. Ela emoldura a paisagem e funciona como uma ponte entre o que está dentro e o que está fora. Ela convida a sair e traz para a casa um pedaço do resto do mundo. Quando pensar em cortinas, não queira isolamento. Modelos pesados – como os de veludo vermelho do teatro – só são bem-vindos como um jeito inteligente de dividir ambientes, no interior da casa. Nas janelas, cortinas são cúmplices da luz, não seus algozes. Devem ser de fibra natural, para balançarem ao vento, como o vestido de uma criança correndo pelo corredor, depois de um banho fresco no meio de uma tarde de verão. A luz não é um detalhe: ela é a vida por completo. Deixe o sol da manhã acordá-lo, tocando de leve a sua pele. Sinta no seu corpo a alegria de estar vivo.
............................................................................................................................................................................

 Arquivo


2. O cuidado dos outros 
Talvez você já tenha presenciado a cena de um reencontro de pessoas queridas em um aeroporto e, mesmo sem conhecer os envolvidos, tomado aquela alegria como sua. A explicação para esse sentimento: você faz parte da grande família dos homens. Cada vez que um idoso segurar um bebê no colo ou você tocar a barriga de uma mulher grávida, ou que a mão calejada de um homem segurar delicadamente a de um menino, você vai fixar essa cena em sua mente. Pense na sua família, nos seus amigos, na necessidade que cada ser carrega de trocar experiências e de entrar em contato. Não negligencie a conexão íntima, rústica, que não passa pela palavra. Valorize a simplicidade da amizade entre todos os espíritos – até mesmo com seu cachorro, com um gatinho de rua. Apaixone-se pelo ciclo da vida e compartilhe com o outro a essência desse modo de viver.
............................................................................................................................................................................

 Arquivo

3. A beleza do inacabado 
Há milênios, os japoneses cultivam uma estética baseada na aceitação da transcendência e do eternamente inacabado. Concebida como a beleza do imperfeito, do impermanente e do incompleto, a filosofia wabi-sabi se expressa no ritual do chá, nos arranjos de ikebana, no exercício interminável de manter um jardim feito de pedrinhas e areia, na qual você desenha e redesenha com a ajuda de um ancinho. Mais do que o resultado final, é o ritual que importa. Amar o inacabado é aceitar que viver não se trata de atingir um objetivo – que, no fundo, a gente nunca chega lá. O que importa é o caminho. Celebre o assimétrico, o instável. Ninguém precisa recuperar o jardim zen que teve um dia para entrar em contato com essa filosofia. O desafio é construir seu jardim zen interno, espiritual. Encontrar o seu ritual eternamente inacabado, que não tenha nenhum objetivo maior a não ser fazer você feliz.
............................................................................................................................................................................

 Arquivo


4. A ordem das coisas 

Você já percebeu como nossas casas estão cada vez menores? Mas pense bem: por que isso é ruim? Em menos cômodos há mais convivência. Estamos mais perto de quem amamos. Não é uma questão de espaço, mas de organização. Em uma casa menor, só cabe o que importa – então livre-se de tudo o que entulha a vida. Delete o supérfluo. Arquive as memórias. Seus móveis precisam servir para alguma coisa: tenha estantes, use gavetas, crie caixas. Ouse reciclar, acolha os materiais baratos – pense em papel kraft, em caixas de feira, em nichos de madeira. Nutra o hábito de classificar o essencial. Faça da organização um ritual de purificação – não uma penitência. Resuma. E, sobretudo, permita o vazio e o celebre. Ele é um convite à criação.
............................................................................................................................................................................

 Arquivo


5. As habilidades das mãos 

Disponha um arsenal sobre a mesa: lápis, lã e agulha de tricô, uma xícara de farinha, um pedaço de tecido. Agora desafie suas mãos a escolher suas armas. Ao ataque: crie. Usar as habilidades das mãos dá sentido à vida. “Muitas vezes ouvi, e tenho certeza de que você também, pessoas dizerem “no dia em que eu tiver meu ateliê, vou pintar quadros”, ou então “vou fazer esculturas...”, diz Li. “Todos nós sabemos que não precisamos de nada disso. Simplesmente vá lá e faça.” Grandes criadores contemporâneos, como o arquiteto italiano Andrea Branzi, concebem móveis nos quais acoplam criações: gravuras, pinturas, esculturas que já vêm como parte de uma estante. Mas logo ao lado há um nicho, um espaço vazio, convidando a ser ocupado por você. Para que comprar, se você pode criar?
...........................................................................................................................................................................

 Arquivo


6. A cura pelas plantas 
Aprenda com as plantas a viver o momento presente. Amanhã a flor pode já ter murchado. Amanhã pode ser que não chova – ou que falte o sol. Aprenda com as plantas a não economizar experimentações. Viva o hoje intensamente. Aprenda a aceitar o eterno ciclo da mudança de estações como uma bênção. Receba cada fase como um novo começo – e não como um novo fim. Tenha em mente que é sempre possível replantar, mudar de terra. Celebre, numa simples mudança de jardineira, a promessa da terra nova. Os budistas dizem que, se pudéssemos perceber claramente o milagre que representa uma simples flor, nossa vida mudaria por completo. Contemple a vida em suas infinitas escalas – da planta inteira, raiz, caule e folhas, ao microcosmo de cada nervura de folha. Cerque-se de plantas, aprenda com elas. Acredite numa vida mais saudável e mais perto do natural, em que as plantas sejam acolhidas numa casa como seres e não como objetos.
...........................................................................................................................................................................


7. O sentimento de liberdade 

Vivemos uma era nômade, sonhamos com evasão. Queremos ter raízes – mas precisamos poder nos livrar delas de vez em quando. A mobilidade tornou-se uma urgência. Poder mudar permanentemente sua casa de lugar tornou- se o idílio do nosso tempo. “Nas minhas férias, conheci um jovem que viajava por uma rota de praias em seu coupé conversível, luxuoso”, conta Li. “A cada dia ele chegava a uma cidade diferente e instalava ao lado do carro uma minúscula tenda de camping para uma única pessoa, onde passava as noites. No contraste de seu belo carro com esse estilo de vida de uma simplicidade fundamental, extrema, eu vi o sonho contemporâneo de liberdade.” O verdadeiro luxo de hoje em dia é poder ser livre. Dormir numa rede. Não seguir a moda. Desenvolver uma relação mais profunda com os objetos que estão em seu entorno, buscar o essencial. Ter uma vida portátil.
...........................................................................................................................................................................

 Arquivo



8. Assar o pão 
Do cheiro de pão no forno emana a promessa de um belo dia pela frente. Água, farinha, sal e fermento. Nenhum alimento é mais simples. Nada pode ser mais essencial. Toque o relevo da casca, saboreie o barulho que ela faz ao ser partida com as mãos. Experimente a textura do miolo que se desfaz lentamente enquanto uma fumaça suave e quase transparente convida: me saboreie. Ame o cotidiano com o mesmo amor incansável com que todas as manhãs celebramos a nossa paixão pelo pão. Cultive pela vida esta mesma instigante e insaciável fome.
.........................................................................................................................................................................

 Arquivo


9. A alegria do lar 

No fundo, a ideia é esta: a sensação que você tem quando volta de uma longa e cansativa viagem. Você deita na sua cama, encosta a cabeça no travesseiro, coloca sua música preferida para tocar, fecha os olhos e constata: “enfim, em casa”. Ao seu redor estão seus livros favoritos. Seus quadros favoritos. Suas comidas favoritas. Suas pessoas favoritas. Você vai andar de pijama. Vai beber leite. Vai cozinhar. Vai dormir debaixo de camadas e mais camadas do lençol mais macio que tiver. E vai almoçar no chão da sala – se decidir assim. Pense nos seus sonhos de criança, quando tudo o que você queria era morar numa cabana na árvore. O que você levaria para lá? Seu brinquedo preferido, sua comida preferida, seu amigo preferido – e não muito além. É disso que se trata ter uma casa, um refúgio no qual você se reconheça em todos os objetos e móveis.
............................................................................................................................................................................

 Arquivo


10. Patchwork de culturas 

Um quimono e um turbante árabe. Uma louça chinesa sobre uma tapeçaria mexicana. O cocar de um índio brasileiro enfeitando uma máscara africana. Artefatos de todos os povos, de todas as épocas, contam as mesmas histórias de valentia, de valores, de respeito. Conectar culturas é celebrar o que existe de comum em toda a humanidade. Antes de os europeus chegarem às Américas, povos indígenas de norte a sul do continente desenvolveram o ikat, uma técnica de tecelagem feita a partir de fios retorcidos. Nunca foi possível identificar onde a tradição começou. Estampas semelhantes e técnicas idênticas surgiram em diferentes pontos do continente americano ao mesmo tempo. “O ikat é a metáfora perfeita das conexões que existem entre as culturas”, ensina Li. “A força espiritual que conecta as diferentes tradições. Um jeito nômade de descobrir conexões e celebrar as ligações invisíveis dos povos.”

fonte: casa e jardim

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Receita de pastelzinho de camarão

Os pasteizinhos de camarão de Chuck Hughes são muito saborosos: perfeitos como entrada ou até mesmo como prato principal. Assista ao vídeo abaixo e anote a receita:


Tempo de preparo: 30 minutos
Tempo de cozimento: 16 minutos
Rendimento: 50


Ingredientes


12 camarões médios limpos sem casca
112 gramas de carne de porco moída
2 dentes de alho triturados
¼ de xícara de coentro picado (60 ml)
1 colher de sopa de sementes de coentro moídas (15 ml)
1 colher de chá de óleo de gergelim torrado (5 ml)
1 colher de chá de azeite (5 ml)
1 pitada de pimenta malagueta em pó
Raspas de 1 limão
1 colher de chá de sal (5 ml)
1 colher de chá de pimenta moída (5 ml)
1 pacote de massa de wonton
¼ de xícara de cebolinha cortada bem fina para guarnição (60 ml)

Modo de preparo


Em um processador de alimentos, misture o camarão, a carne de porco moída, o alho, o coentro, as sementes de coentro, os óleos, as pimentas e as raspas de limão. Misture por cerca de 2 minuto até formar uma pasta uniforme. 

Pegue uma folha da massa e coloque uma colher de sopa cheia com a mistura de camarão no centro. Pincele as extremidades da massa com água. Levante a parte de baixo da massa, dobre sobre o recheio e pressione no formato de meia-lua, envolvendo todo o recheio. Disponha em uma assadeira, cubra frouxamente com filme plástico e repita a operação com o restante da massa. Verifique se os pasteizinhos não estão encostando uns nos outros na assadeira.

Usando um navio de bambu (ou uma panela coberta com uma cesta/recipiente para cozimento a vapor), cozinhe os pastéis em banho-maria por cerca de 10 minutos. Mantenha aquecido.

Um pouco antes de servir, em uma frigideira, aqueça o óleo vegetal em temperatura média e frite os pasteizinhos dos dois lados por cerca de 3 minutos cada lado até dourar. Guarneça com as cebolinhas e sirva com molho picante de laranja e de molho de amendoim.


Fonte: GNT

Teleférico muda paisagem local no Rio de Janeiro

A estação do morro do Adeus é uma das paradas do teleférico do Complexo do Alemão
A estação do morro do Adeus é uma das paradas do teleférico do Complexo do Alemão
De zona de exclusão a área de visitação
Seis estações distribuem-se ao longo dos 3,5 quilômetros percorridos pelo teleférico do Complexo do Alemão, zona norte do Rio de Janeiro. Inauguradas em julho deste ano, as edificações foram projetadas pelo arquiteto Jorge Mario Jáuregui. Inspirado em iniciativa semelhante à adotada em Medellín, na Colômbia, o teleférico pretende contribuir para transformar aquela parte da cidade de zona de exclusão em área de visitação.
Na segunda semana de outubro, o fotógrafo (e arquiteto) Celso Brando estava no teleférico instalado no Complexo do Alemão, zona norte do Rio de Janeiro, para registrar o projeto para esta publicação, quando sentiu o solavanco na gôndola em que embarcara: primeiro o veículo oscilou para trás e para frente, em seguida para cima e para baixo.
Nada que o desencorajasse, habituado que está a voos rasantes de helicóptero, em razão das encomendas de trabalho que são comuns em sua atividade. Mas seu assistente e a funcionária da empresa designada para acompanhá-lo ficaram lívidos.
Estação Palmeiras. O projeto previu, na zona de influência dos prédios, amplas áreas externas, com espaço público para lazer e recreação
Estação Palmeiras. O projeto previu, na zona de influência dos prédios, amplas áreas externas, com espaço público para lazer e recreação
A maior parte das estações foi implantada no topo dos morros. Na foto, a do Alemão
A maior parte das estações foi implantada no topo dos morros. Na foto, a do Alemão
Era o début deles no inédito e mais recente sistema de transporte de massa da capital fluminense, inaugurado em meados de 2011, com a presença até mesmo da presidente da República, Dilma Rousseff. A ideia de instalar o teleférico naquela comunidade foi tomada de empréstimo de Medellín, na Colômbia.
Lá, o transporte fez parte das intervenções urbanas e sociais que ajudaram a reduzir os índices locais de criminalidade - na década de 1990, a cidade colombiana era considerada uma das mais violentas do mundo.
É desejável que algo semelhante ocorra naquela região da capital fluminense, de onde, no final de 2010, narcotraficantes foram expulsos em uma operação militar conjunta da polícia estadual e das Forças Armadas, que deve culminar com a instalação de uma Unidade de Polícia Pacificadora em 2012.
E, dessa forma, que se abra o caminho para que, como espera o arquiteto Jorge Mario Jáuregui, autor do projeto, o teleférico e o conjunto das estações constituam, de fato, uma nova presença positiva na paisagem local.
“Hoje, logo que o visitante chega à cidade através do aeroporto do Galeão, ou enquanto espera no hall da sala de embarque para deixar a cidade, já percebe claramente quatro estações do teleférico, que literalmente colocam no mapa o Complexo do Alemão. Antes estigmatizado e invisível para o cidadão comum, ele agora está associado a uma nova condição de cidadania, passando de área de exclusão para área de visitação”, afirma Jáuregui.
No pilar onde estão ancorados os cabos, o desenho remete à ala das baianas das escolas de samba do Rio de Janeiro
No pilar onde estão ancorados os cabos, o desenho remete à ala das baianas das escolas de samba do Rio de Janeiro
A estação Itararé é uma das seis que integram o trecho que percorre, por cima, o Complexo do Alemão
A estação Itararé é uma das seis que integram o trecho que percorre, por cima, o Complexo do Alemão
O novo transporte percorre com suas 152 gôndolas um trajeto de 3,5 quilômetros ao longo do qual foram construídas seis estações: Palmeiras, Itararé, Alemão, Baiana e Adeus estão no topo dos morros, acima do complexo de favelas; Bonsucesso faz a conexão com o trem metropolitano, operado pela Supervia.
O arquiteto explica que cinco paradas foram concebidas como edificações sociais e, dependendo da localização, deveriam contar com biblioteca, núcleo de comércio, salas de estudos musicais, centro de apoio jurídico e serviços públicos.
A configuração prevista pelo arquiteto estabeleceu ainda, na zona de influência dos prédios, amplas áreas externas, com espaço público para lazer e recreação, incluindo a vegetação abundante como fator de amenização climática.
Já o projeto da estação do morro do Adeus foi desenhado de forma a funcionar como ponto de integração entre o teleférico e o acesso de veículos.
“Ela conta com um amplo espaço externo capaz de acolher visitantes e público de classe média, que pode utilizar os equipamentos e o anfiteatro natural projetado aproveitando a topografia local”, detalha o autor.
No total são 152 gôndolas, que podem transportar até dez passageiros cada
No total são 152 gôndolas, que podem transportar até dez passageiros cada
Estação no morro da Baiana. O teleférico começou a operar em meados de 2011
Estação no morro da Baiana. O teleférico começou a operar em meados de 2011
Jáuregui informa que as estações foram idealizadas como prédios verdes, com proteção por uma cortina vegetal, uso da água de chuva para irrigação dos gramados e jardins exteriores e captação de energia solar para iluminação externa, embora parte desses itens não tenha sido executada. Os edifícios também garantem a ventilação cruzada em todos os ambientes.


Área de embarque
Área de embarque
As estações são também identificadas pelas cores distintas. Nos acabamentos, grafismos multicoloridos
As estações são também identificadas pelas cores distintas. Nos acabamentos, grafismos multicoloridos
Com o teleférico, a expectativa do arquiteto Jorge Mario Jáuregui é que o Complexo do Alemão se transforme em ponto de visitação
Com o teleférico, a expectativa do arquiteto Jorge Mario Jáuregui é que o Complexo do Alemão se transforme em ponto de visitação
A mesma empresa que opera linhas de trens metropolitanos no município cuida do teleférico
A mesma empresa que opera linhas de trens metropolitanos no município cuida do teleférico
Novo perfil do Rio desde o aeroporto do Galeão
Novo perfil do Rio desde o aeroporto do Galeão
Esquema de leitura da estrutura do lugar
Corte esquemático do terreno
Fonte: Arco Web

Componente do chá-mate destrói células de câncer

Câncer e inflamação
Cientistas descobriram que as células do câncer de cólon humano morrem quando são expostas aos compostos bioativos presentes na erva-mate.
As células morreram quando receberam os compostos em uma quantidade equivalente à presente em uma xícara de chá-mate.
"Os derivativos da cafeína no chá-mate não apenas induziram a morte das células do câncer de cólon humano, como também reduziram marcadores importantes da inflamação," conta a Dra. Elvira de Mejia, da Universidade de Illinois (EUA).
Isto é importante porque a inflamação pode disparar os mecanismos da progressão do câncer.
Morte celular programada
No estudo in vitro, Mejia e seu colega Sirima Puangpraphant isolaram e purificaram os derivados do ácido cafeoilquínico, ou cafeoleoquínico, presentes na erva-mate.
Conforme os cientistas aumentaram a concentração do ácido, as células de câncer começaram a disparar seu mecanismo de morte programada, conhecida como apoptose.
"Simplificando, as células do câncer se autodestruíram porque seu DNA foi danificado," explica a pesquisadora.
A capacidade para induzir a morte celular programada é uma tática promissora para intervenções terapêuticas para todos os tipos de câncer.
Intestino
Segundo a pesquisadora, os resultados do estudo sugerem fortemente que os derivativos da cafeína presentes no chá-mate têm potencial como agentes anti-câncer.
Esses derivativos também poderão ser usados em outras doenças associadas com a inflamação.
Mas como o intestino e sua microflora têm um papel importante na absorção e no metabolismo dos componentes derivados da cafeína, os efeitos anti-inflamatórios e anti-câncer do chá-mate deverá ser mais úteis nas doenças do cólon.
Fonte: Diário da Saúde

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Forma elíptica do grão de café inspira desenho

A arquitetura do Octavio Café é uma exceção em meio às construções mais elevadas na avenida Faria Lima
Forma elíptica do grão de café inspira desenho
Implantado na avenida Faria Lima, em trecho que se localiza no bairro do Itaim Bibi, zona sul de São Paulo, o Octavio Café foi projetado pelo escritório Seragini Farné Guardado. Loja-conceito da empresa que almeja transformar-se em marca mundial e criar uma rede de cafés, a edificação procura reproduzir em macroescala, na fachada e no salão, a forma da semente de onde se extrai a bebida.
No período em que morou e trabalhou na França, Alfredo Farné freqüentava, em Paris, um café projetado pelo também designer Philippe Starck. Apesar da aparente simplicidade, conta Farné, havia no ambiente um encanto para o qual ele nãoencontrava explicação racional. Mezanino nas laterais mais longas, uma série de espelhos nas paredes e, ao fundo do salão, uma mesa em plano ligeiramente mais alto. A cortina junto à entrada preservava o ambiente e, simultaneamente, incitava a curiosidade dos transeuntes.
Ao mesmo tempo que relata a história, Farné esboça o desenho da planta do café francês e explica que Starck recorrera a formas análogas às de uma igreja tradicional, trabalhando a imagem do sagradoimpregnada no inconsciente da maior parte das pessoas. E especula que talvez viesse daí a explicação para o fascínio. Nem de longe a configuração do paulistano Octavio Café lembra um templo religioso, mas a tentativa de cativar os sentidos a partir da ambientação está presente.
Lâminas de madeira fixadas na estrutura metálica definem o desenho do café, na face voltada para a avenida
A criação da marca antecedeu a arquitetura. Ambas têm como ponto de partida a semente da planta da qual se extrai o café
Salão principal do café/restaurante. O balcão do bar é o coração do ambiente
desenho da principal face externa, com lâminas de madeira entrelaçadas a perfis metálicos, assemelha-se ao de um jacá - cesto feito de taquara e cipó, para transportar carga. Essa imagem inusitada - uma referência rural na mais cosmopolita das cidades brasileiras - faz com que a construção se sobressaia, mesmo cercada por prédios de maior porte. O Octavio Café é a primeira experiência do escritório Seragini Farné Guardado com a arquitetura em área exterior.
A edificação paulistana é formada por dois blocos. No primeiro, com pé-direito duplo, localiza-se o salão com formato semelhante a um grão de café, e nele o balcão do bar, espaço considerado o coração do ambiente. No salão, a estrutura metálica mescla-se com vidro e madeira. No segundo bloco - que Farné chama de apêndice -, os materiais utilizados foram concreto e alvenaria, e é ali que se situam as áreas técnicas, cozinha e escritórios. A entrada principal é marcada por um pórtico, encimado pelo nome Octavio. À noite, a iluminação destaca o invólucro de madeira e vidro.
Internamente, a ambientação foi trabalhada comtons que remetem aos dos grãos de café em diferentes fases do seu ciclo de vida. O piso de peroba-rosa de demolição faz referência às sedes das fazendas cafeicultoras. Na lateral do primeiro bloco, uma rampa de inclinação suave envolve praticamente todo o lado do edifício e leva ao pavimento superior. À medida que a rampa é percorrida, sensores fazem acender-se frases que mostram a ascensão da cultura do café.
Detalhe do balcão do bar
Após a escada, sensores fazem acender-se frases sobre o universo do café, toque tecnológico que tem o dedo do designer Marcelo Dantas
De início, explica Farné, pretendia-se que essa história fosse retratada com a ajuda de painéis fotográficos. O designer Marcelo Dantas preferiu, no entanto, um suporte mais tecnológico e criou a rampa do conhecimento, com frases sobre o universo cafeeiro. De uma forma ou de outra, para compreendê-lo é obrigatório interromper a caminhada a cada momento. Uma via-sacra? Talvez esteja aí a intenção subliminar do projeto.
O envolvimento do estúdio com a proposta iniciou-se partir de um tipo de trabalho pelo qual é mais conhecido: o desenho da nova marca do café Octavio, que é produzido na fazenda Nossa Senhora Aparecida, em Pedregulho, interior de São Paulo. A cafeicultura é um dos negócios do empresário Orestes Quércia. O logotipo assemelhou a inicial do prenome do pai do ex-governador à forma da semente do café.
A nova marca é parte da estratégia da empresa, que tem a intenção de internacionalizar-se e abrir uma rede de cafés. A loja-conceito da Faria Lima é o pontapé inicial dessa trajetória. “Ao contrário do que se possa supor, o nome Octavio foi proposto pela Seragini, e não pelo ex-governador”, esclarece Farné.

À esquerda do acesso fica o lounge, também em forma elíptica
Acesso ao segundo pavimento, onde estão localizados o escritório e as salas de treinamento e de reuniões
A sala de reuniões fica no bloco em alvenaria, na parte dos fundos do terreno
A ambientação foi trabalhada com tons que remetem ao grão
da planta em diferentes fases do seu ciclo de vida


Fonte: Arco Web