sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Conjunto arquitetônico dessa fábrica apresenta soluções que priorizam fluxos e as diferentes necessidades de cada espaço da indústria

Marquise de concreto protege o acesso
A marquise de concreto protege o acesso. A grande quantidade de corrimãos atende à comissão de segurança da empresa
Soluções priorizam fluxos de produção
A produção de valvas cardíacas biológicas é um processo quase cirúrgico, bastante delicado e complexo, que exige absoluto controle em cada etapa a fim de evitar contaminação por micro-organismos. O conjunto arquitetônico da nova fábrica da St. Jude Medical, projetado por Paulo Bruna Arquitetos Associados, apresenta soluções que priorizam fluxos e as diferentes necessidades de cada espaço da indústria, e usa linguagem tecnológica para traduzir a imagem da ciência e da confiabilidade.
As valvas cardíacas biológicas são feitas a partir do tecido de válvulas do coração de animais - suínos e bovinos ou de doadores humanos.
No caso da St. Jude Medical, a matéria-prima utilizada é de origem suína e viaja do interior de Santa Catarina até Pampulha, em Belo Horizonte, onde está situada a filial brasileira da indústria médica norte-americana.
“A produção é artesanal e emprega cerca de 500 costureiros que passaram por seis meses de treinamento. Depois disso, eles tiveram que ser aprovados em um rigoroso processo seletivo que dispensa dez a cada 12 candidatos”, comenta o arquiteto Paulo Bruna, autor, junto com seu filho Pedro, do projeto arquitetônico da unidade fabril.
Balanço e varanda no primeiro andar marcam a volumetria da fachada
Balanço e varanda no primeiro andar marcam a volumetria da fachada
Vista geral do conjunto
Vista geral do conjunto
Originalmente, a fábrica pertencia a um cirurgião cardíaco e situava-se em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, em um terreno compacto. Verticalizada e com fluxos caóticos, ela não permitia mais expansões quando foi adquirida pela St. Jude Medical.
A solução era a compra de um terreno para construir um novo prédio em acordo com as necessidades da empresa, que atualmente exporta cerca de 90% de sua produção para Estados Unidos, Europa e Japão.
Com mais de 50 mil metros quadrados de área, dos quais quase a metade é destinada à preservação ambiental, a gleba de 460 metros de comprimento apresenta aclividade bastante acentuada e tem suaparte posterior ocupada por lago e bosque.
Após as ampliações previstas, ainda restarão 150 metros lineares de área de preservação ambiental. O prédio foi acomodado em um platô, o que deu visibilidade à construção e evitou que tivessem de ser feitas intervenções mais significativas e onerosas no terreno.
Segundo Pedro, o cliente queria um volume único para todas as dependências da fábrica, incluindo escritórios e refeitório.
Além disso, era necessário prever estrutura e distribuição espacial já considerando as ampliações pelas quais a planta virá a passar.
A arquitetura de linguagem tecnológica, que traduz uma imagem científica e de confiabilidade, era outro item do programa apresentado pela empresa.
Vidro verde, recepção com fundo de madeira e balcão preto configuram a identidade da empresa em todas as suas unidades
Vidro verde, recepção com fundo de madeira e balcão preto configuram a identidade da empresa em todas as suas unidades
Vidros verdes fecham a caixa de circulação vertical
Vidros verdes fecham a caixa de circulação vertical
Os planos transparentes correspondem ao refeitório, no térreo, e aos escritórios, no piso superior
Os planos transparentes correspondem ao refeitório, no térreo, e aos escritórios, no piso superior
Diferenças culturais entre brasileiros e norte-americanos acabaram surgindo no desenvolvimento do projeto e foram supe- 3 radas. Entre elas estava a exigência inicial de mais de 800 vagas de estacionamento e o estranhamento com o conceito de ônibus fretado, que responde pelo transporte da maioria dos funcionários.
“Nos Estados Unidos cada um vai trabalhar com seu próprio carro, não existe o transporte coletivo privado. Para o cliente não fazia o menor sentido ter menos vagas de estacionamento e precisar reservar lugar para dez ônibus. Mas eles acabaram compreendendo essas diferenças”, explica Paulo.
O grande desafio estava no desenvolvimento de fluxos específicos, um para matérias-primas e produtos, outro para o pessoal dos escritórios e o terceiro, mais complexo, que conduz as equipes de produção pelos ambientes de troca de roupa, calçados e assepsia antes de permitir o acesso ao posto de trabalho.
“Na última etapa os funcionários lavam mãos e braços da mesma forma que os cirurgiões antes de operar”, relata Pedro. Esse percurso tem início no vestiário localizado no térreo, próximo da sala de treinamento, refeitório e demais instalações para uso dos empregados.
A produção forma o desenho de um U e tem em sua parte central todos os setores de apoio, tais como salas com autoclaves para esterilização de instrumentos e laboratórios para o preparo das soluções nas quais as válvulas do coração do animal são imersas até se tornarem tecidos inertes.
Os materiais chegam e saem pelas docas dos fundos do prédio, para onde se voltam as duas extremidades do U. A volumetria do prédio destaca o balanço sobre o acesso principal e o terraço do primeiro pavimento.
Os grandes planos transparentes da fachada marcam a localização de escritórios e áreas de estar, enquanto as faces opacas correspondem a setores da produção, que não podem sofrer exposição ao sol. A estrutura do edifício é pré-fabricada de concreto e a cobertura é do tipo metálica com telhas zipadas, a fim de evitar problemas de infiltração.
A fachada combina dois acabamentos: na área da administração, agregado mineral jateado na cor branca, aplicado sobre argamassa impermeabilizante; e nas superfícies opacas, telhas pré-pintadas aplicadas sobre camada de impermeabilização e manta para isolamento de vapor. Os pisos internos são revestidos por mantas vinílicas e os externos, por porcelanato antiderrapante.


Detalhe do salão de escritórios, no primeiro andar
Detalhe do salão de escritórios, no primeiro andar
Transparente, o refeitório oferece vista para o entorno
Transparente, o refeitório oferece vista para o entorno
O espelho d’água marca o espaço de transição entre interior e exterior
O espelho d’água marca o espaço de transição entre interior e exterior
A implantação aproveitou o platô do terreno em aclive com 460 metros de extensão
A implantação aproveitou o platô do terreno em aclive com 460 metros de extensão


Fonte: Arco Web

O que motiva as pessoas na hora de escolher os alimentos?

Escolha dos alimentos
Não ria ainda: cientistas descobriram que as pessoas escolhem as comidas pelo sabor.
Tal "descoberta", que parece equilibrar-se em uma tênue linha entre o óbvio e o ridículo, pode ajudar a elaborar melhores estratégias para o combate àobesidade e à indução de hábitos alimentares mais saudáveis.
As Dras. Sinéad e Mary McCarthy, das universidades de Dublin e Ulster, queriam saber se as campanhas que apregoam uma alimentação saudávelestão focando os alvos corretos.
Para isso elas estudaram não apenas os hábitos alimentares de 1.500 adultos, mas sobretudo as atitudes que levam essas pessoas a escolherem seus alimentos.
O que vale é o sabor
Estariam as pessoas se baseando nas recomendações médicas sobre comer bem?
Parece que não.
A pesquisa mostrou que o sabor é o item individual mais importante na escolha dos alimentos.
A saúde e a nutrição representam o segundo fator mais importante influenciando a escolha dos alimentos.
Somente uma pequena parcela dos consumidores relatou a preocupação com o peso e o humor como elementos que influenciam a escolha daquilo que vão comer.
Iniciantes e experientes
A pesquisa segmentou os participantes em três grupos, de acordo com os motivos que os levam a escolher sua alimentação: "iniciantes descompromissados", "adaptáveis a qualquer situação" e "experientes saudáveis".
A escolha dos alimentos pelos "iniciantes descompromissados" se dá pelo sabor e pela conveniência.
Aqueles que se adaptam às situações mostram a maior variação de fatores, mas o sabor é o mais comum dentre eles.
A maioria dos "experientes saudáveis" (46%) apontou "saúde e nutrição" como o elemento mais importante, muito acima do sabor.
Foco no sabor
As cientistas concluem que os fabricantes de alimentos saudáveis não podem basear a divulgação de seus produtos apenas no quanto eles farão bem à saúde das pessoas.
Para atingir a parcela da população que ainda não se preocupa tanto com a qualidade nutricional dos alimentos, o importante é ressaltar que esses alimentos são saborosos.
Fonte: Diário da Saúde

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Sofá que vira beliche: Conheça uma alternativa diferente ao tradicional sofá-cama

É um sofá ou uma cama?
sofá-cama é um móvel comum e todo mundo conhece. Basta dar uma puxadinha aqui e ali para que pelo menos mais duas pessoas fiquem acomodadas durante a noite. Mas e o modelo que vira beliche, você já ouviu falar? Pois ele existe! Sofabed, da marca MobelForm, é uma ótima opção também para quartos.
SAIBA MAIS

fonte: casa e jardim

Designer cria luminária de piso com o formato do clássico Dry Martini

Divulgação
O clássico Dry Martini ganhou uma versão especial. Não estamos falando de uma nova receita para preparar o drinque e sim de uma divertida luminária de piso que tem esse formato. Criada pelo designer Edoardo Bassini, para a Light House Design, a peça é apoiada no piso e funciona com LEDs. Uma das vantagens é o fato de o objeto não ter fio. Isso porque ele é carregado com uma bateria e depois funciona por até 6 horas. Para apagar a luz, basta inverter a peça, colocando a base da “taça” para cima. Por enquanto, a peça não é vendida no Brasil.

Fonte: casa e jardim

Modificação faz casa em Belo Horizonte ganhar fluidez sem aumentar a área construída

As aberturas em fita também são novas
Transformação dá novos ares a casa com mais de 20 anos
Uma casa com mais de 20 anos de idade foi o ponto de partida do projeto desta residência, desenvolvido por Saul Vilela. Implantada em Belo Horizonte, a construção tinha, segundo o arquiteto, “ares de pagode japonês”. O cliente que encomendou a transformação ao projetista tinha como intenção fazer uma reforma mais simples e vender o imóvel. “Ele comprou por um bom preço e tinha o objetivo inicial de reformar e vender”, conta Vilela.
A transformação proposta pelo arquiteto foi de tal ordem, no entanto, que o proprietário acabou se identificando com a proposta e resolveu morar na casa. “Ele se apaixonou pelo projeto. A coragem dele de reformar completamente o imóvel é que possibilitou uma mudança do espaço”, reforça o arquiteto.

Sem aumentar a área construída, a modificação proposta por Vilela foi total. Do lado externo, foram retirados o telhado - por fora ficou a aparência de laje plana - e todos os ornamentos existentes. Internamente, a casa ganhou fluidez, uma vez que os espaços compartimentados foram abertos. Contudo, a organização do programa - um tanto incomum - foi mantida. Como o terreno é em declive, no piso superior (implantado meio nível acima da cota da rua) ficam a sala de estar e os dormitórios; no pavimento inferior, meio nível abaixo da via pública, ficam os setores de serviços, a garagem, a sala de jantar e a área de lazer.

Dos quatro dormitórios originais sobraram três, sendo que o principal foi ampliado e ganhou uma sala de banho. Uma grande varanda - tipicamente mineira - foi incorporada à sala de estar.

A posição da escada que interliga os dois andares não foi alterada. Contudo, todos os acabamentos desse antigo elemento foram trocados. “Havia um guarda-corpo de madeira horrível”, recorda Vilela.
O volume branco em nada lembra o antigo “pagode japonês”
Na face posterior, a casa evidencia a existência de dois pavimentos
O espelho d’água da piscina foi ampliado em dois metros
No piso inferior, a cozinha foi interligada à sala de jantar e a moradia ganhou um terraço. Segundo o arquiteto, a casa não estabelecia relação com o exterior: “As janelas foram todas trocadas: eram muito pequenas”. Na área externa, a piscina possuía dimensões de 4 x 10 metros. “Para aumentar visualmente o espelho d’água, criei uma espécie de prainha que encostou a piscina na divisa do fundo”, relata Vilela. Assim, ela ficou com 6 x 10 metros de área. No limite posterior do lote, havia um muro alto de alvenaria que impedia a vista panorâmica. O autor trocou-o por fechamento em vidro (que também está presente no gradil frontal), o que permitiu que de todos os ambientes voltados para o fundo se desfrutasse da vista.



O acesso principal se dá pelo piso superior, através de escada
O pavimento inferior fica pouco acima da cota da piscina
Cozinha e área de jantar foram integradas
A sala de estar ocupa o piso superior e a de jantar, o inferior
Apesar dos novos acabamentos, a escada foi mantida no mesmo local
Banheiro do quarto principal, que foi ampliado
Detalhe da circulação dos dormitórios
Apesar dos novos acabamentos, a escada foi mantida no mesmo local



Fonte: Arco Web