terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Casa projetada no Chile foi implantada na parte mais alta do lote para conseguir as melhores vistas.

De noite, o pavilhão - que acompanha a curvatura do lote - transforma-se em uma luminária
“Canoas” de cobre no litoral chileno
Localizada em Zapallar, balneário que se situa ao norte de Santiago, a residência tem projeto do arquiteto Enrique Browne e foi implantada em um lote grande, estreito e com inclinação bastante acentuada - com mais de 50 metros de desnível.
Dali se descortinam vistas para o mar e para o povoado.

Browne criou uma edificação com duas partes bem distintas: um bloco de vidro e um conjunto de três volumes em forma de canoa.

Para conseguir as melhores vistas, a casa foi implantada na parte mais alta do lote, que possui duas frentes. A insolação também influiu nessa escolha: o terreno é voltado para o sul. A melhor situação para a casa seria “um lugar no ar”, segundo análise do arquiteto. No entanto, a legislação local não permite construções que ultrapassem 7,50 metros de altura, em linha paralela ao perfil natural do lote. Além disso, junto à área onde se ergueria a residência está uma rodovia local.

Browne precisava resolver três problemas: fazer uma casa que “ flutuasse ”, criar uma barreira sonora contra os ruídos da via expressa e permitir que a luz solar aquecesse o interior da moradia.

A solução encontrada pelo arquiteto se traduz em dois elementos básicos. O primeiro deles é um pavilhão de vidro, com suave curvatura acompanhando o desenho dos limites do lote. Dentro dele estão as circulações verticais internas, interligando todos os pisos - escadas e rampas que, em ziguezague, formam uma verdadeira promenade architecturale , oferecendo diferentes visões do mar.

Rampas e volumes envidraçados já foram explorados em outros projetos de Browne.
As três “canoas” abrigam todo o programa residencial
A cobertura da “canoa” mais baixa configura um terraço
Pedra, pórticos de madeira e vidro: o pavilhão de acesso aquece a casa e protege-a do barulho
Esse bloco de madeira, pedra e vidro tem a função de proteger a casa dos ruídos da estrada e, ao mesmo tempo, aquecê-la, comportando-se como uma estufa. Os vidros translúcidos voltados para a rua captam o sol do norte , especialmente no inverno. Além dessas funções, esse volume funciona como contraforte para reter o empuxo horizontal do terreno, cujo solo é de má qualidade, e como apoio do segundo elemento.

Este é formado por três volumes em forma de canoa . Neles estão os ambientes da casa propriamente ditos. Para sua criação, o arquiteto utilizou duas imagens: um ramo de folhas e barcos na praia. Em certa medida, essas formas, em planta, lembram projetos de Frank Lloyd Wright .

cobre envelhecido de cor verde - principal produto de exportação de Chile - que reveste esses volumes ajuda, juntamente com as pedras da região, a mimetizar o edifício na paisagem, segundo o projetista. Eles estão deslocados entre si, formando um leque, e foram posicionados em diferentes cotas. No mais alto, pouco acima do nível da entrada, está o dormitório principal. No intermediário ficam a área de estar, jantar e cozinha. No piso mais baixo estão os outros três quartos.

Logo abaixo da construção Browne criou umapiscina, de 25 x 2,50 metros , que corta quase toda extensão transversal do lote. Segundo o arquiteto, “dividir o programa em volumes serviu para adaptar a inclinação e obter mais sol e visuais diferentes”.

Texto resumido a partir de reportagem
de Fernando Serapião 
Publicada originalmente em PROJETO DESIGN
Edição 299 Janeiro de 2005

A área de estar ocupa a extremidade da “canoa” do meio
As rampas formam um percurso que...
...oferece diversas vistas da região
Dentro do volume de vidro está a circulação da casa
A sala de jantar integra-se ao estar



Fonte: Arco Web

Cientistas tornam medula espinhal transparente

Lesão na medula espinhal
Em acidentes que lesionam a medula espinhal, os longos filamentos das células nervosas, chamados axônios, ficam danificados, levando a diversos níveis de paralisia.
Há muito tempo os cientistas pesquisam formas de induzir esses axônios a se regenerar, restabelecendo as conexões nervosas, o que poderia devolver os movimentos aos pacientes.
Como essas células nervosas se estendem por uma escala de milímetros, a única forma de estudá-las - e tentar estimulá-las à regeneração - era tirando fatias dos tecidos e analisando-as sob o microscópio.
Contudo, isso dá aos cientistas apenas uma visão bidimensional dos tecidos - e as células nervosas não crescem em camadas superpostas como se fossem uma pilha de folhas de papel.
Agora, cientistas alemães desenvolveram uma técnica que torna a medula espinhal transparente, permitindo que as células nervosas sejam examinadas em 3D em um tecido intacto.
Medula espinhal transparente
A nova técnica é baseada em um método chamado ultramicroscopia, desenvolvida por Hans Ulrich Dodt, da Universidade Técnica de Viena (Áustria). Frank Bradke e seus colegas do Instituto Max Planck (Alemanha) fizeram umupgrade na técnica original, permitindo que a medula espinhal se tornasse transparente.
O princípio é relativamente simples.
O tecido da medula espinhal é opaco porque a água e as proteínas contidas nele refratam a luz de forma diferente.
Os cientistas então removeram a água de uma amostra de tecido da medula espinhal, substituindo-a por uma emulsão que refrata a luz exatamente da mesma forma que as proteínas.
Isto criou uma amostra de tecido intacta, mas totalmente transparente.
"É o mesmo que aconteceria se você espalhasse mel sobre um vidro texturizado," explica Ali Ertürk, principal autor do estudo. Neste caso, o vidro quase opaco se torna claro como um cristal porque o mel compensa as irregularidades da superfície.
Qualquer tecido transparente
"O que é realmente importante nesta pesquisa é que a nova técnica pode ser aplicada a outros tipos de tecido," diz o Dr. Bradke.
Por isso ele afirma que o trabalho é um verdadeiro salto evolutivo para as pesquisas no campo da medicina regenerativa e de vários outros.
Por exemplo, os cientistas poderão ver, pela primeira vez, como um tumor se incorpora nos tecidos sadios ao seu redor, tudo em 3D.
Recuperação da medula espinhal
A medula espinhal é rota mais importante para a troca de informações entre a pele, os músculos e as juntas e o cérebro. Danos às células nervosas nessa região resultam em paralisia e perdas de sensação irreversíveis.
Diversas tentativas têm sido feitas para regenerar essas células danificadas.
Uma das maiores dificuldades, contudo, é observar as próprias células, para ver se as terapias em desenvolvimento estão dando resultados ou não, o que demonstra a importância desta nova técnica.

Fonte: Diário da Saúde

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Lasanha do Garfield: à bolonhesa com molho branco

A lasanha com carne moída ao molho branco adorada pelo gato Garfield no filme Garfield - O Filme (2004)é mais uma receita deliciosa que sai das telas do cinema para a sua mesa. Autora do livro Jantares de Cinema - Receitas dos seus filmes favoritos, da editora Gutenberg, Becky Thorn ensina todas as etapas para você preparar a massa e o molho. Tome nota:

Receita da lasanha do Garfield
Foto: Reprodução Internet
Ingredientes para a massa:
2 colheres (sopa) de azeite de oliva
1 cebola cortadinha 
2 talos de salsão bem picadinhos
1 cenoura bem picadinha
Sal e pimenta-do-reino moída na hora (a gosto)
1kg de carne moída
300ml de tomates sem pele, amassados
250 ml de caldo de galinha
12 folhas de massa para lasanha

Ingredientes para o molho branco:
50g de manteiga
50g de farinha de trigo
600-900ml de leite
Sal e pimenta-branca moída na hora (a gosto)
5 colheres (sopa) de queijo parmesão ralado na hora

Modo de preparo:
Preaqueça o forno a 220°C e aqueça o azeite numa panela grande. Acrescente a cebola, o salsão e a cenoura, além de um pouco de sal, para evitar que os legumes dourem demais. Refogue até que eles fiquem macios e transfira a mistura para um prato, mantendo-a aquecida. Coloque a carne moída na mesma panela e, sempre mexendo, deixe que frite por completo. Adicione os tomates amassados e torne a misturar. Ponha os legumes de volta e acrescente o caldo de galinha. Diminua o fogo e deixe ferver por cerca de 30 minutos, ou até que quase todo o líquido tenha evaporado. Desligue o fogo, tempere com sal e pimenta a gosto e reserve tampado.

Para o molho branco, derreta a manteiga em fogo baixo numa panela grande. Acrescente a farinha e mexa constantemente por 1 minuto. Coloque o leite gradualmente e deixe cozinhar, mexendo sempre, até o molho engrossar. Depois que ele atingir o ponto ideal, mantenha-o no fogo por somente mais 10 segundos. Tempere com sal e pimenta a gosto. Monte a lasanha em um refratário largo, fazendo camadas com um terço de cada ingrediente: primeiro a carne, depois a massa e, finalmente, o molho branco. Repita a sequência de camadas mais duas vezes e espalhe o parmesão por cima. Leve ao forno e asse por cerca de 25 minutos, ou até que as beiradas estejam borbulhando e a parte de cima esteja dourada.


Fonte: GNT

Orçamento enxuto e clima rigoroso foram elementos de articulação para a proposta da sede da Posead

Irreverência com economia de meios
É crítico o contexto de implantação da sede da Posead, empresa de ensino a distância localizada em área de expansão do setor industrial de Brasília, junto a movimentada via de ligação com a cidade-satélite de Taguatinga. O clima rigoroso, o conturbado tráfego viário e o imperativo do orçamento enxuto foram os elementos articuladores da arquitetura concebida pela equipe do Domo Arquitetos.
O partido definido pelos autores do edifício da Posead - empresa instalada na capital federal que oferece, desde 2006, cursos de pós-graduação a distância - ocupa o lote a partir das bordas a fim de resguardar no interior o máximo de área livre, seja para o desfrute cotidiano de seus funcionários ou para uma provável expansão futura.
Com isso, os sócios do escritório Domo Arquitetos propuseram a setorização em dois blocos interligados e oblíquos entre si que, predominantemente horizontais, perfazem as divisas externas do terreno.
A edificação, assim, é caracterizada pelas fachadas contínuas, de orientação norte/sul e leste/oeste, delimitando os dois volumes edificados.
O primeiro abriga o ambiente corporativo propriamente dito, com salas destinadas à administração e ao treinamento, para reunião e trabalho. O segundo bloco, ocupando a divisa lateral direita, funciona simultaneamente como uma torre de circulação vertical e ambientes de espera.
Detalhe dos volumes salientes da fachada frontal, que abrigam salas técnicas ou áreas de armazenamento
Detalhe dos volumes salientes da fachada frontal, que abrigam salas técnicas ou áreas de armazenamento
Localizada em zona industrial de Brasília, a edificação tem antecâmaras na fachada frontal que resguardam os interiores da insolação e dos ruídos externos
Localizada em zona industrial de Brasília, a edificação tem antecâmaras na fachada frontal que resguardam os interiores da insolação e dos ruídos externos
São quatro pavimentos no total, além de garagem no subsolo, somando 3,3 mil metros quadrados de área construída.
O primeiro abriga o ambiente corporativo propriamente dito, com salas destinadas à administração e ao treinamento, para reunião e trabalho.
O segundo bloco, ocupando a divisa lateral direita, funciona simultaneamente como uma torre de circulação vertical e ambientes de espera.
São quatro pavimentos no total, além de garagem no subsolo, somando 3,3 mil metros quadrados de área construída.
Decorre do partido adotado a interface direta da edificação com alguns elementos problemáticos: insolação e poluição sonora do entorno imediato. A isso a arquitetura opõe uma simples solução de volumes salientes sobrepostos à fachada principal.
Eles resguardam os interiores contra o sol e os ruídos externos excessivos, contribuindo para o conforto ambiental, ao mesmo tempo que favorecem a luminosidade natural nos ambientes por refletirem a luz incidente com as distintas angulações das suas superfícies externas de vedação.
As janelas da fachada principal, recuadas e limitadas em largura, são entremeadas por essas pequenas salas técnicas e de armazenamento, de formato irregular, úteis, portanto, não apenas para o conforto ambiental, mas também para o uso diário.
O enviesamentos das aberturas e os volumes salientes criam sombras de interessante apelo visual
O enviesamentos das aberturas e os volumes salientes criam sombras de interessante apelo visual
A assimetria de volumes salientes cria efeito visual dinâmico, contraposto à linearidade da arquitetura
A assimetria de volumes salientes cria efeito visual dinâmico, contraposto à linearidade da arquitetura
Com sua bem-vinda assimetria e certa casualidade, elas funcionam como elemento de identidade arquitetônica e como antecâmaras que intermedeiam o contato do ambiente interno com o externo.
Já a fachada sul, voltada ao pátio interno, é predominantemente envidraçada, emoldurando os corredores de circulação que os arquitetos posicionaram na periferia da laje.
Por dentro do lote, assim, predomina a transparência da edificação, contraposta às aberturas enviesadas do bloco lateral de circulação vertical, que requadram a paisagem vista a partir dos halls dos elevadores de forma despojada. Elas conferem efeito plástico interessante, gerando sombras distintas ao longo do dia.
Com economia de meios - estrutura convencional de concreto, paredes de tijolo cerâmico, acabamento de concreto aparente ou pintura texturizada -, os arquitetos criaram arquitetura eficiente e, ao mesmo tempo, visualmente irreverente.


Numa das extremidades do bloco de escritórios está localizada a escada externa de emergência
Numa das extremidades do bloco de escritórios está localizada a escada externa de emergência
As extremidades e as aberturas especiais do bloco dos elevadores requadram a paisagem de forma despojada
As extremidades e as aberturas especiais do bloco dos elevadores requadram a paisagem de forma despojada
Internamente, a construção se volta para o pátio aberto, com generosas janelas. À esquerda está o bloco dos elevadores; à direita, o dos ambientes corporativos
Internamente, a construção se volta para o pátio aberto, com generosas janelas. À esquerda está o bloco dos elevadores; à direita, o dos ambientes corporativos

Fonte: Arco Web

Deixar de fumar traz prazer e bem-estar

O prazer de não fumar
O abandono do vício do fumo traz mais do que benefícios fisiológicos ou bem-estar físico.
Em comparação com aqueles que continuam a fumar, os vencedores são mais felizes e mais satisfeitos consigo próprios.
Os resultados se mostraram consistentes um ano depois e três anos depois que as pessoas abandonaram o vício.
Nos dois períodos, os ex-fumantes se disseram mais satisfeitos com a própria vida e sentindo-se mais saudáveis.
Benefícios psicológicos
Não há dúvidas que deixar de fumar melhora a saúde e salva vidas.
O que era menos claro eram os efeitos psicológicos e sobre a qualidade de vida dos ex-fumantes.
Pesquisas entre os fumantes mostram que eles acreditam que o cigarro lhes dá prazer e, portanto, deixá-lo poderia lhes trazer grandes doses de desprazer.
Mas não foi isto o que revelou o estudo da equipe da Dra. Megan Piper, da Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos.
Emoções positivas
Os autores avaliaram vários indicadores de qualidade de vida, emoções positivas e negativas, satisfação com os relacionamentos e ocorrência de fatores estressantes.
A pesquisa foi repetida um ano e três anos depois que os voluntários deixaram de fumar.
Os resultados mostraram não apenas que deixar de fumar não traz sensações de desprazer, como também melhora sensações que vão dos relacionamentos à filosofia de vida.
Os indicadores que mostraram maior índice de melhoria foram qualidade de vida, melhor bem-estar relacionado à saúde física e emoções positivas.
Fonte: Diário da Saúde