quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Ao simples sopro de uma brisa, as flores perfumadas se revelam.

Fotos Pedro Abude
Durante o inverno as pontas dos ramos do clerodendro
perfumado exibem grandes e vistosas inflorescências
branco-rosadas. Esse arbusto chega a até 1,80 m de altura.
A espécie exige sol pleno e é tolerante a regiões de frio
moderado e com maior umidade
Fotos Pedro Abude
Convite ao passeio: pelo caminho de pedra e grama esmeralda,
descobrem-se canteiros com azaleias, clerodendro, camélia
vermelha e tuia. Ao fundo, outra camélia, e o resedá
que desponta de um volume de buxinhos
Passagem com clerodendro 

São 200 m² de verde, arranjado em corredores ao longo da casa, no bairro Cidade Jardim, em São Paulo. O paisagista Rodrigo Oliveira desenhou uma composição orgânica com espécies floríferas e folhagens de diferentes alturas. “O resultado é um efeito naturalista, de acordo com o estilo da casa”, diz Rodrigo. “Cores de flor e volumetria foram alguns dos critérios que utilizei para selecionar as espécies. As plantas perfumadas foram incluí-das, principalmente para que o jardim fosse usufruído durante à noite”, revela o paisagista. Dentre elas, destaca-se o clerodendro, um arbusto que no inverno exibe sua cheirosa inflorescência branco-rosada.
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Fotos Pedro Abude
A lavanda faz a bordadura do canteiro, que tem rosinha
caipira. A grumixama já estava no terreno e foi mantida pelas
paisagistas. Sobre a parede de tijolos, despencam maciços
de aspargos, dispostos em um painel. Ao lado, a eugênia
(mais alta), seguida por uma goiabeira (ao fundo)




Lavanda bordada 

Alta insolação, ventos fortes e pouca profundidade de laje reduzem significativamente as opções de espécies para coberturas. “O desafio é planejar um jardim interessante e durável, com plantas capazes de tolerar as condições ambientais locais”, explica a paisagista Luciana Pompeo de Camargo, parceira de Susana Bandeira, da Maria Flor Paisagismo, neste projeto nos Jardins, em São Paulo. A dupla conseguiu aliar o que parece improvável no jardim de 42 m²: variedades resistentes e, de quebra, acolhedoras. Além de gramado e árvores, há plantas cheirosas que atraem pássaros, como queriam os clientes. Lavandas, alecrins e gardênias perfumam a área, que é exigente em relação à manutenção. Necessita de irrigação automatizada, podas e adubações periódicas para manter o belo aspecto e as flores.

Fotos Pedro Abude
Cultivadas a pleno sol e em solo adubado, as lavandas deste jardim são mais rústicas e resistentes às condições locais de vento e de insolação. “Quando as folhas começarem a rarear, efetuo uma grande poda, assim a beleza do canteiro se prolonga por até dois anos”, diz Susana Bandeira
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Fotos Pedro Abude
Nas prateleiras, vasinhos azuis com orquídeas epidendrum.
O volume à esquerda é o jasmim-dos-poetas, uma
trepadeira de até 4m, cujas flores brancas e perfumadas
podem aparecer entre a primavera e o outono, de acordo
com o clima. No vaso maior (à dir.), a laranjinha-kinkan,
que também tem flores perfumadas
Fotos Pedro Abude
Trepadeira de até 2,50 m de altura, o jasmim-de-madagascar é
também conhecido como flor-de-noiva, pela sua utilização
em buquês. Pode ser cultivado em ambientes ensolarados
ou com sombra parcial. Suas flores surgem entre a primavera
e o verão e são usadas para a confecção de perfumes
Essência concentrada 

A paisagista Mônica Lauretti transformou a área de 4m² de um jardim na Vila Madalena num cantinho cheio de charme. “Como os cachorros vivem soltos nesse jardim, não tem sentido fazer canteiros que serão destruídos. Concentro as plantas mais delicadas em locais protegidos”, diz Mônica. Prateleiras foram instaladas aqui para aproveitar o espaço vertical e receber objetos – lanterninhas, vasos de barro e outros coloridos – que fazem a diferença, além de manter as orquídeas longe dos cães. “Gosto das orquídeas cor-de-rosa
no vaso azul. E elas estão há três meses com flor!”, revela a paisagista, que também tem um carinho especial pelo banco que era da avó: “Essa aparência de antigo é autêntica, tem história”. Apoiados nele, os vasos de jasmim-de-madagascar, que emprestam seu agradável perfume à área.
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Fotos Pedro Abude
Plantadas em jardineiras de aço galvanizado sobre cachepôs
de madeira cumaru, as lavandas emprestam seu perfume
ao jardim. A arquitetura da copa do jasmim-manga é
bastanteramificada. As folhas concentram-se nas
extremidades dos galhos, e estes se dividem de tal forma que
permitem um efeito vazado à espécie
Fotos Pedro Abude
As numerosas e perfumadas flores do jasmim-manga surgem
com mais intensidade entre a primavera e o verão.
No outono,a árvore perde as flores e todas as olhas,
deixando expostos os seus galhos ramificados


Jasmim voador 

Esta cobertura no bairro do Paraíso tem uma vista privilegiada: um panorama de 180O da cidade de São Paulo. Para criar um ambiente reservado dos olhares dos vizinhos, a moradora procurou a paisagista Emilia S. Kai, da Miti Garden. “Elaborei um projeto com plantas não muito altas nem volumosas, e adaptadas às limitações ambientais de uma cobertura”, diz a paisagista. O pedido da moradora por plantas perfumadas foi também atendido com lavandas e um jasmim-manga, plantados em jardineiras de aço galvanizado que ficam escondidas nos cachepôs de madeira. Para este jardim de 30 m² foram selecionados forrações, arbustos e árvores rústicas, irrigados através de um sistema automatizado. Para assegurar seu pleno desenvolvimento e estimular a floração, a paisagista utiliza adubo mineral. O piso, num tom de madeira clara, é de porcelanato, resistente à água.
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Fotos Pedro Abude
O jasmim-dos-açores é uma trepadeira de inflorescências brancas e
muito perfumadas, originária das Ilhas Canárias. Exige sol
pleno, mas é resistente ao frio. É adequado para revestir
grades, treliças e pérgolas


Aroma do chão ao teto 

O perfume das minigardênias e do jasmim-dos-açores invade a sala de TV, vizinha deste gracioso pátio de 20 m² no Real Parque, em São Paulo. “Por se tratar de uma área pequena e toda murada, tivemos o cuidado de utilizar espécies de pequeno e médio porte no perímetro do muro, bem como trepadeiras em treliças”, diz o paisagista Odilon Claro, da Anni Verdi. “Ter plantas aromáticas era um desejo da cliente. O que determinou a escolha das espécies foram a insolação, a cor das flores e a textura das folhas, com diferentes nuances de verde”, acrescenta. Mesmo pequeno, o jardim ainda tem camélia vermelha e viburno, cujas flores perfumadas aparecem principalmente na primavera e no verão, ou esporadicamente, em outros períodos do ano. Em vasos, a primavera e a minirromã acrescentam cor ao projeto, que ganhou um banco na inusitada cor berinjela.

Fotos Pedro Abude
A treliça de alumínio com pintura eletrostática, da Anni Verdi, conduz o jasmim-dos-açores, trepadeira que pode atingir até 2,50 m de altura e floresce durante quase todo o ano. Abaixo, o canteiro linear de viburno, que, mesmo sem flores, confere um efeito interessante pelo tom e pela textura das folhas. À esq., primavera podada como árvore, e, à dir., um dos exemplares de camélia

fonte: casa e jardim

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Pílula com câmera filma interior do corpo em "Full HD"

Pílula-câmera 2.0
Uma pílula com câmera, que navega pelo corpo humano tirando fotos, não é exatamente uma novidade.
Esses minúsculos equipamentos estão começando a substituir os exames com sondas por uma alternativa bem mais fácil de engolir.
E com a vantagem de que elas capturam imagens de partes do estômago e dos intestinos que não podem ser alcançadas pelos endoscópios.
Agora, cientistas da Noruega estão criando a nova geração das pílulas-câmera, adicionando-lhes as mais modernas tecnologias.
Wireless, GPS e Full HD
A primeira novidade é a incorporação de sensores capazes não apenas de capturar fotos, mas também de fazer filmagens em Full HD, a mesma resolução das mais modernas TVs digitais.
A nova pílula também é capaz de transmitir seus dados em tempo real, por meio de uma conexão wireless.
"Nossa pílula emprega tecnologia com banda ultra-larga sem fios, uma largura de banda suficiente para transmitir vídeos de alta qualidade em tempo real do interior dos intestinos," diz o Dr. Ilangko Balasingham, da Universidade de Oslo.
Além disso, a pílula teve que ser equipada com GPS de alta precisão, para que ela possa transmitir informações sobre sua localização precisa dentro do organismo.
Saída do vídeo
O maior desafio foi desenvolver uma nova tecnologia para transmitir os dados do interior do corpo humano, sem qualquer interferência.
"Nós desenvolvemos uma tecnologia para transmitir ondas de rádio através dos tecidos para uma antena colocada sobre a pele," explica Balasingham.
Para manter a pílula-filmadora com o menor tamanho possível, os pesquisadores estão usando programas para comprimir as imagens o máximo possível - o vídeo transmitido ao vivo corresponde a apenas 3% do tamanho do arquivo original.
As imagens com qualidade total poderão ser visualizadas depois que a pílula for "recuperada", algumas horas depois por meios naturais, ou por meio de lavagem intestinal.
Fonte: Diário da Saúde

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Curiosidade: Bancos de bicicleta se transformam em sofás

Jeremy Petrus encontrou uma nova utilidade para bancos de bicicleta. Com 22 unidades do acessório e uma estrutura de metal, o designer canadense construiu um sofá inusitado. Sob cada peça, molas deixam o assento e o encosto mais confortável. O móvel certamente cairia muito bem se fosse colocado como peça decorativa em uma loja de artigos esportivos. Confira as imagens.
   Divulgação

   Divulgação
fonte: casa e jardim

Já viu uma cadeira com pernas invisíveis? Acredite se quiser

Você arriscaria se sentar em uma cadeira em que três, das quatro pernas, estivessem quebradas? Provavelmente não. No entanto, se o móvel for assinado pelo designer americano Peter Bristol, você pode perder o receio. É que o artista criou a Presidente Cut a partir de uma ilusão de ótica. O segredo da peça está na placa de metal escondida sob um espesso tapete que dá a sustentação perfeita ao objeto. Confira as imagens.
  Divulgação

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Arquitetura integradora e aberta contribui para a efervescência do Centro Cultural São Paulo, que acaba de completar 30 anos

Intervenções vão fundo no CCSP e chegam ao antigo piso de serviço
A caminho de completar 30 anos, o Centro Cultural São Paulo é um dos mais efervescentes espaços culturais da capital paulista. Parte dessa agitação se deve à mescla de atividades ali oferecidas, mas para ela também contribui a arquitetura integradora e aberta proposta pelo projeto de Eurico Prado Lopes e Luiz Benedito de Castro Telles, que nunca permitiu que a ebulição se transformasse em vapor.
Ao longo de quase três décadas, foram realizadas várias obras de manutenção no Centro Cultural São Paulo, mas em nenhum momento elas foram tão a fundo que permitisssem equacionar os problemas acústicos, os quais com frequência atrapalham ou até inviabilizam as apresentações simultâneas nas várias salas do local.
Centro Cultural São Paulo inaugurado em maio de 1982
Projetado por Eurico Prado Lopes e Luiz Benedito de Castro Telles, junto com o escritório Plae, o Centro Cultural São Paulo foi inaugurado em maio de 1982
CCSP será revigorado com intervenções no seu piso mais baixo
Prestes a completar 30 anos, o CCSP será revigorado com intervenções no seu piso mais baixo (na planta, em vermelho,
o Núcleo Cênico)
Agora, porém, a Secretaria Municipal da Cultura, à qual o conjunto está subordinado, colocará em licitação intervenções para evitar, por exemplo, que o comprador de ingresso para a sessão de cinema ganhe como brinde indesejado trechos do show que se realiza no espaço ao lado.

“A reforma vai adequar a acústica das salas de espetáculos, ajustando-as a uma linguagem cada vez mais contemporânea”, prevê a arquiteta Zilah Florence, coordenadora da seção de projetos de arquitetura, obras e manutenção do CCSP.

As intervenções deverão ser concluídas até o aniversário de três décadas do espaço, em maio do ano que vem. As modificações internas serão, porém, mais amplas, e a mais significativa delas - pelo menos para os frequentadores e artistas - é a construção do chamado Núcleo Cênico.

Ele será implantado no piso 23 de Maio e vai ocupar uma área de aproximadamente 3 mil metros quadrados. Nela será construída uma sala de apresentações para 200 pessoas, um foyer central e serão instalados dois elevadores junto à escada central existente, interligando os diversos andares do complexo.

As alterações foram projetadas por uma equipe de arquitetos (Orlando Perrone, Camila Spielmann e Melina Kuroiva) do setor de Gerenciamento Técnico Operacional da Secretaria da Cultura.

À época da inauguração, o agora chamado piso 23 de Maio era denominado piso de serviço. Sua planta original pode ser “lida” na edição 40, de maio de 1982, de PROJETO DESIGN, na qual foi publicada ampla reportagem sobre aquele complexo.

Num trecho do texto, o arquiteto Eurico Prado Lopes, discorrendo sobre o trabalho, afirma: “Dado que a arquitetura sempre teve um caso de amor com as curvas, resolvemos levá-lo às últimas consequências”.

O caso de amor de Lopes e Telles com o espaço espalhou-se por gerações de paulistanos, embaladas pelos shows na sala Adoniran Barbosa ou envolvidas pelas peças na sala Jardel Filho e no Espaço Cênico Ademar Guerra. A modernização pode revigorar esse romance coletivo. Agora, sem ruídos desagradáveis.


Fonte: Arco Web