quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Frango de domingo do livro 'Eu odeio cozinhar'

Se você costuma ter visitas surpresas em casa, é sempre bom ter um prato curinga na manga. Com a mistura de frango, curry e outros ingredientes é possível preparar um delicioso e prático prato de domingo. A receita é do livro Eu Odeio Cozinhar - Receitas fáceis para quem tem mais o que fazer, de Peg Bracken, da Verus Editora. Tome nota:

Receita de misturado de frango
Foto: Flickr julesjulesjules

Ingredientes:
2 colheres (sopa) de manteiga
3 colheres (sopa) de curry em pó
1 maçã bem picada
1 cebola bem picada
1 lata de sopa condensada creme de champignon
1 xícara (chá) de creme de leite
Sal e páprica a gosto
1 frango de 1 a 1,5 kg (ou a mesma quantidade de pedaços de frango à sua escolha)

Modo de preparo:
Derreta a manteiga em uma panela pequena e refogue a maçã, a cebola e o curry em pó, até a cebola ficar transparente. Em seguida, adicione a sopa e o creme de leite. Tempere o frango com sal e páprica e, em uma travessa rasa untada, distribua-o em uma única camada. Derrame o molho por cima. Leve ao forno, sem tampar, por 1 hora e meia a 180º C.


Fonte: Casa e Jardim

Iiluminação difusa e decorativa, porém funcional, define novo projeto luminotécnico desenvolvido por Monica Lobo para o Teatro Municipal carioca

Desenho curvo da plateia superior valorizado pela revitalização das luminárias pontuais
O desenho curvo da plateia superior foi valorizado pela revitalização das luminárias pontuais, de efeito decorativo
Iluminação devolve glamour ao Municipal
O brilho cristalino do lustre que adorna a sala de espetáculos do Teatro Municipal do Rio de Janeiro arremata o projeto de modernização luminotécnica conduzido por Mônica Lobo. A experiente lighting designer, titular do LD Studio, desde 2009 andava às voltas com a intrincada tarefa de tornar eficiente o princípio de iluminação difusa e decorativa, pontual, característico da ambiência suntuosa da centenária instituição carioca.
As 180 lâmpadas incandescentes do lustre de cristal foram substituídas por halógenas com bulbo de incandescente que, embora de potência similar (da ordem de 40 watts), têm 50% a mais de fluxo luminoso (630 lumens) e vida útil maior (2 mil horas contra 750).
A delicadeza dessa intervenção respeitosa foi a tônica do projeto de iluminação do LD Studio - que acaba de comemorar a marca de mil projetos desenvolvidos - para o Teatro Municipal do Rio de Janeiro.
A prioridade da proposta foi a manutenção e o restauro das luminárias - pendentes, arandelas e abajures -, simultaneamente à melhora geral do desempenho luminotécnico.
Iluminação homogênea e difusa, de grande eficiência na sala de espetáculos
Substituídas as lâmpadas e restauradas as luminárias da sala de espetáculos, criou-se iluminação homogênea e difusa, de grande eficiência
Escadaria principal, destaque por conta das luminárias em forma de cacho e gota
Nas laterais e na parede de fundo da escadaria principal, o destaque fica por conta das luminárias em forma de cacho e gota. Nelas, foram inseridos refletores para a otimização da luz indireta do ambiente
Houve a substituição completa das lâmpadas, a criação de cenários de luz através da dimerização dos equipamentos, a individualização dos circuitos e, caso a caso, a inserção de pequenos refletores ocultos no corpo das antigas peças.
“O teatro estava apagado, triste. O estado de conservação das luminárias era ruim e faltava cuidado nas áreas com pinturas especiais, como o foyer do balcão nobre”, salienta Mônica Lobo, titular do LD.
Inserido no processo global de revitalização e modernização das instalações do Municipal, o projeto luminotécnico foi conceitualmente setorizado em três áreas de intervenção: a sala de espetáculos, os foyers e espaços de estar e circulação pública, e, por último, as laterais de apoio e serviços.
Em cada uma delas, mantendo o princípio de banimento das incandescentes tradicionais, foram criadas soluções especiais que deram vida e tornaram eficazes as luminárias existentes.
Na primeira área, o restauro do grande lustre foi acompanhado pela revitalização de plafons, arandelas e balizadores decorativos, inseridos em meio aos relevos floreados do guarda-corpo de madeira.
As incandescentes do tipo bolinha deram lugar a leds que simulam, com seu falso filamento de acrílico, a aparência das antigas lâmpadas da borda arredondada da plateia, de modo a ajustar a ambiência antiga à modernização luminotécnica.
Já o foyer do balcão nobre, no andar superior do teatro, teve tratamento refinado. A ideia foi, simultaneamente, valorizar a pintura da abóbada, aumentar a luminosidade geral e garantir a translucidez das portas de vitral da fachada, para o que colaborou a existência das rebuscadas sancas ou cimalhas sobre os pilares de mármore.
Acima delas foram intercalados projetores com lâmpadas de natureza e geometrias variadas, desde CDM-R com 40 graus de abertura (para a iluminação dos vitrais), dicroicas de 36 ou dez graus (iluminando a base da abóbada), AR 111 (direcionadas ao topo da abóbada) até o sistema linear de xenon de cinco watts. O resultado é uma iluminação sem sombras e com ênfase na pintura do teto.
Lâmpadas incandescentes do grande lustre de cristal foram substituídas
As 180 lâmpadas incandescentes do grande lustre de cristal foram substituídas por halógenas com bulbo de incandescente
Recuperação das luminárias e substituição das lâmpadas aumentaram luminosidade sala de espetáculos
A recuperação das luminárias e a substituição das lâmpadas aumentaram a luminosidade sala de espetáculos
Iluminação da fachada prioriza efeito homogêneo
A iluminação da fachada prioriza o efeito homogêneo
No salão e na escadaria central do térreo, priorizou-se a inserção de refletores ocultos nos abajures em forma de cacho e gota, para otimizar a iluminação geral dos ambientes de acesso e circulação.
A iluminação da fachada foi a última parte do projeto a ser executada e contou com a parceria do cineasta e diretor de fotografia Breno Silveira. A proposta foi criar um sistema homogêneo de luz que garantisse um sutil destaque para pontos principais da arquitetura, como a escadaria e o frontão.
Para isso, uma edificação vizinha serviu de base para a fixação de dois projetores de facho médio destinados à chamada luz de preenchimento, similares aqueles utilizados em estádios de futebol, enquanto os postes frontais da iluminação pública passaram a abrigar projetores de facho fechado (18 no total), responsáveis pela iluminação pontual dos elementos citados anteriormente.

Texto de Evelise Grunow
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 379 Setembro de 2011

Mônica LoboMônica Lobo, arquiteta formada pela Universidade Santa Úrsula em 1987, é titular do escritório LD Studio, especializado em projetos luminotécnicos
Detalhe do lustre
Detalhe do lustre
 
Detalhe das arandelas de balizamento da plateia superior, com inserção de led
Refletores de fachos variados iluminam homogeneamente a abóbada e garantem translucidez ao vitral da fachada
No foyer do balcão nobre, refletores de fachos variados, ocultos nas cimalhas sobre os pilares, iluminam homogeneamente a abóbada e garantem translucidez ao vitral da fachada


Fonte: Arco Web

Veias artificiais inteligentes produzem e liberam medicamentos

Veias quase naturais
Cientistas induziram a criação de vasos sanguíneos capazes de produzir e liberar medicamentos diretamente na corrente sanguínea, dispensando as constantes injeções.
As veias "artificiais" foram produzidas com células manipuladas por engenharia genética, tendo sido capazes de reverter a anemia nos camundongos em que foram implantadas segregando um composto chamado eritropoietina.
Embora os cientistas as chamem de veias artificiais, elas são na verdade veias criadas naturalmente pelo corpo em resposta à inserção de um conjunto de células geneticamente manipuladas.
Drogas recombinantes
Os pesquisadores afirmam que, quando totalmente desenvolvidas e testadas em humanos, essas "veias artificiais inteligentes" serão valiosas para a aplicação contínua de medicamentos em pacientes que hoje precisam tomar injeções continuamente.
Este é o caso da aplicação de Fator VIII e Fator IX em pacientes com hemofilia, alfa interferon em pacientes com hepatite C e interferon beta para esclerose múltipla. Mas as possibilidades vão bem além desses casos.
Essas drogas de aplicação contínua são chamadas de drogas recombinantes. Além do desconforto das injeções constantes, as drogas recombinantes são caras porque são muito difíceis de fabricar.
"A mudança de paradigma aqui é, por que nós não instruímos suas próprias células a se tornarem fábricas desses medicamentos," explica o Dr. Juan Melero-Martin, do Hospital Infantil de Boston (EUA), que está desenvolvendo as veias artificiais inteligentes.
Veias inteligentes
Os pesquisadores criaram as veias produtoras de medicamento isolando células endoteliais do sangue humano e inserindo nelas um gene para produzir o composto eritropoietina, que é produzido naturalmente pelo fígado e pelos rins.
A seguir eles as mesclaram com células-tronco mesenquimais, suspensas em um gel, e injetaram a mistura sob a pele de camundongos.
As células formaram redes de vasos sanguíneos espontaneamente e, em uma semana, começaram a liberar a eritropoietina na corrente sanguínea dos animais.
Isso foi suficiente para reverter a anemia que havia sido induzida nas cobaias para simular a anemia por que passam pacientes em tratamentos de radioterapia ou por falhas nos rins.
O gene produtor do "medicamento natural" pode ser controlado: ele só é ativado quando o animal recebe um medicamento, chamado doxiciclina, diluída na água. Retirando o medicamento da água, as células param de produzir a eritropoietina.
Fonte: Diário da Saúde

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Condições semelhantes a hotéis de luxo. Essa é a proposta do lighting design...

Iluminação de lâmpadas embutidas nos rasgos no forro
A iluminação difusa a partir de lâmpadas T5 embutidas nos rasgos no forro valoriza a percepção do pé-direito
Técnica e estética em projeto funcional
Novos conceitos para ambientes hospitalares priorizam o conforto e o bem-estar do usuário, em condições muito semelhantes aos hotéis de luxo. Essa é a proposta do Hospital Vitória, unidade da Amil no Jardim Anália Franco, zona leste da capital paulista. Desenvolvida por Neide Senzi, a iluminação tira partido de recursos aplicados na hotelaria, mas sem deixar de lado a funcionalidade e a acuidade visual necessárias.
Instalado em um edifício construído especialmente para sua finalidade, o Hospital Vitória foi inaugurado no final de 2010. Internamente, ele combina ambientações inspiradas em hotéis cinco estrelas e um projeto luminotécnico que valoriza o conforto e o bem-estar do paciente, bem como as necessidades dos profissionais de saúde.
“A linguagem é a da hotelaria, mas com toda a funcionalidade necessária a um hospital”, destaca Neide Senzi, responsável pela proposta de lighting design.
Além da preocupação em prever instalações de menor consumo, um dos pontos centrais do projeto estava na facilidade de operação e manutenção, o que levou a profissional a limitar a variedade de lâmpadas a serem usadas.
Com a medida, evita-se a necessidade de ter grande diversidade de itens em estoque ou possíveis enganos na hora da troca.
Linhas de lâmpadas marcam rodapé de cada andar
Linhas de lâmpadas T5 de 28 watts e 3 mil kelvins marcam o rodapé de cada andar e dão continuidade aos frisos da alvenaria
Jardim leva luz natural para área da internação
O jardim leva luz natural à área da internação. Sua laje de piso fecha o átrio central
Foram empregadas basicamente lâmpadas de temperatura de cor mais baixa - fluorescentes T5 de 28 watts e 3 mil kelvins e fluorescentes compactas de 26 watts e 2,8 mil kelvins, salvo exceções pontuais.
Outro aspecto determinante foi a prévia compatibilização dos projetos de instalações, de modo que em todas as áreas de circulação os sistemas de iluminação, ar condicionado, rede de sprinklers e som corram juntamente por dentro de um perfil metálico que sustenta todos esses módulos ao longo do forro, deixando o restante do plenum (espaço entre a laje e o forro) livre para as tubulações de água, oxigênio e outros gases de uso hospitalar. “Conseguimos organizar o caos. As instalações estão agregadas e não há conflito entre elas”, comemora Neide.
Em termos de conforto, o principal elemento é a luminária de dois módulos instalada acima de todos os leitos, que apresenta refletor assimétrico capaz de criar duplo cenário.
O primeiro direciona a luz para a parede atrás da cama, promovendo iluminação difusa e confortável a fim de proteger o paciente contra o ofuscamento.
O segundo tem luz voltada para o próprio leito e é usado somente durante procedimentos médicos ou de enfermagem.
No setor de emergências, a mesma luminária reaparece, mas com um terceiro módulo para downlight, que assegura os mil lux exigidos nos leitos, conforme as normas para esse setor dos hospitais.
Como pergolados, as luminárias de fechamento curvo com T5 de 3 mil kelvins identificam as ilhas de atendimento e postos de enfermagem
Projetores com lâmpadas de vapor metálico de 400 watts destacam varandas e reentrâncias da fachada
Instalações de ar condicionado, sprinkler, som e iluminação correm juntas por um perfil metálico
As instalações de ar condicionado, sprinkler, som e iluminação correm juntas por um perfil metálico
“A peça é importada da Espanha. No Brasil não existe uma opção de conjunto ótico com refletor assimétrico tecnicamente bem desenvolvida”, avalia Neide.
Distribuído por dois subsolos, térreo e mais dez pavimentos, o hospital apresenta átrio central de pé-direito sêxtuplo, para onde se voltam as circulações dos andares.
Todo o contorno das lajes é marcado por uma linha de luz na altura do rodapé, dando continuidade aos frisos que delimitam a caixa de circulação vertical.
A luz ainda vaza para o lado e funciona como balizamento do percurso. A laje do jardim que leva iluminação natural à recepção da internação, no sétimo pavimento, fecha esse vão, mas deixa passar a luz zenital para o átrio.
Logo na entrada - a área de pé-direito duplo sob a circulação do primeiro andar -, pendentes de grandes dimensões suavizam a imponência do ambiente, dando-lhe escala humana.
Os pontos de atendimento ao público e centrais de enfermagem localizados nos diversos andares são facilmente identificados por faixas transversais, semelhantes a pergolados de luz.
Elas utilizam fluorescentes tubulares T5 de 28 watts e 3 mil kelvins instaladas em luminárias com difusor acrílico curvo. Na sala de cirurgia, uma falsa claraboia com fluorescentes tubulares de 4 mil kelvins produz a sensação de luz natural.
Em seu contorno, luminárias herméticas geram luz periférica para dar equilíbrio de luminância ao ambiente, evitando o contraste entre o plano de trabalho e o entorno.
“O cirurgião usa equipamentos especiais de grande potência para iluminar a área da intervenção cirúrgica e não pode haver um contraste muito forte com o espaço ao redor porque isso causa fadiga visual, é bastante agressivo para o médico”, explica Neide.
Nos laboratórios também foram utilizadas luminárias herméticas a fim de evitar, segundo a arquiteta, a entrada de pó e o acúmulo de bactérias.


Restante do plenum destinado às redes de água e gases medicinais
O restante do plenum é destinado às redes de água e gases medicinais
Sancas aparecem pontualmente no projeto
Difusores lineares do ar-condicionado acompanham a paginação da iluminação. Sancas aparecem pontualmente no projeto
Lâmpadas em sancas criam iluminação geral indireta para o auditório
Lâmpadas T5 em sancas criam iluminação geral indireta para o auditório
Colunas em pastilhas de vidro translúcidas, iluminadas internamente por lâmpadas de vapor metálico, simbolizam a luz divina na capela ecumênica
Colunas em pastilhas de vidro translúcidas, iluminadas internamente por lâmpadas de vapor metálico, simbolizam a luz divina na capela ecumênica
Luminárias de refletor assimétrico criam duplo cenário e direcionam a luz para a parede atrás da cama ou diretamente sobre o leito
As luminárias de refletor assimétrico criam duplo cenário e direcionam a luz para a parede atrás da cama ou diretamente sobre o leito


Fonte: Arco Web

Biossensor monitora saúde à distância e melhora videogames

Monitor de saúde à distância
Um novo tipo de sensor é capaz de monitorar constantemente o ritmo cardíaco e vários outros sinais fisiológicos de uma pessoa sem nem mesmo tocar em sua pele.
O biossensor é um tipo muito sensível de voltímetro digital, capaz de medir minúsculas alterações nos campos elétricos ao redor dos músculos e dos nervos.
Isso significa que o aparelho é capaz de monitorar não apenas o coração, mas também a respiração, a movimentação de braços e pernas e até dos olhos.
Mas seus criadores afirmam que ele pode servir a aplicações bem mais divertidas, em videogames, por exemplo.
Biossensor
O biossensor é chamado EPIC - Electric Potential Integrated Circuit, circuito integrado de potencial elétrico.
Os pesquisadores pretendem integrá-lo às camas de hospitais, permitindo monitorar a maior parte dos sinais vitais dos pacientes sem a necessidade de um único fio ou eletrodo.
O aparelho possui um sistema de filtragem dos sinais que permite focar na medição de interesse, evitando, por exemplo, que uma leitura do coração seja confundida com o piscar dos olhos do paciente.
Videogames mais sensíveis
Dois outros possíveis usos do novo biossensor estão chamando a atenção da indústria.
Os cientistas afirmam que ele pode ajudar pessoas com deficiências motoras a dirigir cadeiras robotizadas ou outros instrumentos eletrônicos, de forma muito mais simples do que os implantes neurais.
Outra possibilidade é a sua integração a consoles de videogames, como o Wii ou o Kinect, que rastreiam o movimento do jogador à distância.
Os cientistas afirmam que o sensor poderá dar uma nova dimensão aos jogos, detectando alterações muito sutis na pessoa, incluindo para onde ela está olhando e seu "nervosismo", expresso nos seus batimentos cardíacos e no ritmo da sua respiração.
Fonte: Diário da Saúde