terça-feira, 25 de outubro de 2011

Síndrome de Steve Jobs: empresas de tecnologia não trazem felicidade


Mais dinheiro e menos felicidade
Um estudo realizado com 441 empreendedores que criaram empresas de alta tecnologia, e tiveram sucesso financeiro com elas, revela que a riqueza não necessariamente traz felicidade.
Segundo o levantamento, há uma correlação positiva entre o crescimento da empresa emergente e a satisfação com a renda do seu fundador.
Contudo, esse mesmo sinal de sucesso empresarial está negativamente correlacionado com a felicidade do fundador.
Conceitos de sucesso
Arndt Lautenschlaeger, da Universidade de Jena (Alemanha), analisou empresas de alta tecnologia de diversas áreas.
A felicidade pessoal do fundador foi avaliada por indicadores que incluem satisfação com a vida, satisfação com o trabalho, situação financeira e tempo de lazer.
O termo "sucesso" foi conceituado de forma diferente pelos participantes. Alguns o associam com lucros e se tornar rico, enquanto outros valorizam mais ser o próprio patrão e a auto-realização.
Já o sucesso do empreendimento foi medido de forma objetiva, com indicadores de vendas, eficiência e lucros.
Sucesso da empresa, não do empreendedor
"Eu descobri que, no estágio inicial da empresa, o desempenho da firma e a satisfação pessoal do fundador andam lado a lado, com algumas poucas exceções," conta Lautenschlaeger.
Mas a satisfação com a vida do seu fundador apresentou um declínio no longo prazo conforme a empresa crescia - apesar do aumento na renda.
O pesquisador aponta que seu estudo contesta a visão tradicional de que o crescimento de uma empresa caminha lado a lado com o sucesso pessoal do seu fundador.
Desmotivação
As conclusões do estudo são importantes tanto para o empresário de alta tecnologia quanto para as empresas que eles fundam.
Para o empresário tudo parece mais fácil: como ele ficou rico - pelo menos no caso das 441 empresas estudadas - ele pode sair da empresa e usar seu dinheiro para aumentar sua satisfação com a vida.
Já para a empresa, o problema pode vir justamente quando o fundador não sai.
Conforme aumenta a insatisfação pessoal do fundador, sua permanência pode começar a representar um risco para a continuidade da própria empresa, que passa a enfrentar um risco real de falência por conta de uma condução desmotivada.
Síndrome de Steve Jobs
Steve Jobs, um dos maiores ícones do mundo da alta tecnologia, criou a Apple, uma empresa que, apenas alguns dias após sua morte, atingiu o maior valor de mercado de sua história e alcançou o pódio de empresa mais valiosa do mundo.
Antes disso, porém, Jobs foi demitido da direção da empresa em um momento de dificuldades, mostrando que os conselhos de administração das empresas de alta tecnologia de sucesso de fato precisam discutir abertamente se o criador não se voltou contra a criatura.
No caso de Jobs, posteriormente ele voltou e "reinventou" a empresa, levando-a ao patamar no qual ela está hoje.
Jobs morreu de câncer aos 56 anos de idade.
Fonte: Diário da Saúde

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

A nova geração de babás

Se você já precisou ou vai precisar de uma babá, com certeza deve saber que o mercado não está nada fácil. Além da escassez de profissionais, a relação com elas está mudando e, com isso, os pais também vão precisar se adaptar. Mas, afinal, quem é a nova babá e o que as famílias podem esperar delas? Procuramos especialistas, mães, babás e agências para entender o que mudou nos últimos anos, qual é a tendência para a profissão e tudo o que você precisa saber para administrar isso na sua casa
   Gerson Bittar
Notícia do portal agenciadebabas.com.br aponta que a busca por uma profissional em São Paulo pode levar até
Bastou um e-mail oferecendo os serviços de sua babá para a vida da administradora de empresas Lais Perito, 41 anos, virar um inferno. O celular não parava de tocar, com mães desesperadas para contratar a Berenice. “Ela é boa e dorme em casa, coisa difícil hoje em dia”, explica Lais, mãe de Pedro, 9, Sofia, 7, e Nina, 3. Mesmo antes de deixar a casa da antiga patroa, Berenice, que é formada em turismo, mas trabalha como babá por questões de salário, já estava com emprego garantido. As três crianças agora vão voltar a ficar com a babá antiga, Bete, que saiu de São Paulo para morar no interior e trabalhar em uma empresa. Quis voltar e a antiga patroa prontamente aceitou. “A Bete é a pessoa mais qualificada que já tive, é quase uma governanta. Além de cuidar de toda a rotina dos meus filhos, incorporou outras funções da casa, como fazer lista de compras e orientar os outros funcionários”, conta.
Laís pode se considerar uma pessoa de muita sorte por ter encontrado duas profissionais tão boas. O comentário das mães que precisam de babás é o mesmo: está faltando mão de obra. E os especialistas concordam. Durante dez anos, o consultor de recursos humanos Eduardo Cabral, formado em economia e direito, foi dono de uma agência de babás, mas decidiu deixar a agência em segundo plano por dificuldade em encontrar profissionais para atender a demanda. Então criou a Primore Valor Humano (SP), que oferece trabalhos de governança residencial, com um atendimento personalizado para famílias que querem contratar profissionais domésticos. Ou seja, ainda oferece os funcionários, mas seu foco maior é orientar contratações. Eduardo também mantém o portal Agência de Babás, no qual disponibiliza notícias sobre a profissão. Para ele, a babá como conhecemos está com os dias contados. “A tendência é de que, muito em breve, esse serviço fique restrito apenas à alta classe. As babás sabem que estão em falta e pedem salários maiores. E os patrões acham que pagam caro, mas se você fizer uma comparação por horas trabalhadas, elas ganham o mesmo que um caixa de supermercado”, explica. Com a diferença de ter uma responsabilidade muito maior, que é cuidar do seu filho.
Hoje, se paga em média R$ 1.500 por uma jornada de trabalho que pode chegar a até 12 horas diárias – sem considerar as horas das babás que dormem no quarto junto com as crianças e acordam sempre que elas precisam de algo –, mas o salário pode chegar a R$ 7 mil, segundo a empresária Roberta Rizzo, dona da Kanguruh, uma rede de agências de babás que está presente em 40 cidades do Brasil e tem até uma franquia em Portugal. Dados do IBGE coletados em 2011 mostram que o salário dos empregados domésticos teve um aumento de quase 10%, passando a média de outras categorias, como professores e profissionais da indústria.
Apesar desses dados positivos, as mães sabem bem a dificuldade de encontrar profissionais. A melhora na economia brasileira e a consequente ascensão da classe C trouxe novas oportunidades de concluir o ensino superior e de empregos mais atrativos. “Antigamente essas pessoas não conseguiam colocação no comércio e na indústria. Por isso, optavam pelo serviço doméstico. Hoje há muitas vagas em telemarketing ou em lojas”, afirma Eduardo. Embora dados específicos sobre babás sejam difíceis, já que a profissão não é regulamentada, as profissionais são contabilizadas na categoria dos empregados domésticos. E os números do IBGE também comprovam essa migração para outros setores: 69 mil empregados domésticos, dos cerca de 6,6 milhões que existem no país (78% mulheres e apenas 26% com carteira assinada), deixaram a profissão e foram, principalmente, para o comércio. O resultado dessa conta é muita demanda e pouca oferta.
Por essas e por outras que a dona de casa Vivian Gavotti, que mora em Araraquara, a 270 km de São Paulo, já deu um jeito de garantir sua babá. “Eu não precisaria de alguém agora, tenho só a Vitória, que está com 2 anos e meio, mas pretendo ter o segundo filho logo e aí, sim, será necessário. Não temos família por perto e quando precisamos sair ou viajar é complicado”, diz. Ela contratou, há pouco mais de um mês, uma conhecida da família que estava há três anos cuidando de crianças na capital paulista.

As babás na história
Idade Média
Crianças da nobreza eram amamentadas por outras mulheres que não a mãe, as chamadas amas de leite, e só voltavam ao convívio familiar depois do desmame, que ocorria tarde, às vezes depois dos 6 anos.
Brasil colonial e imperial
As escravas que tinham filhos eram as amas de leite no país. As escravas que não tinham também faziam parte da dinâmica familiar, eram amas-secas e cuidavam das crianças.
Séculos 19 e 20
Surgem as governantas, mulheres que gerenciavam toda a organização da casa das famílias ricas. Elas controlavam os outros empregados e cuidavam da educação das crianças, como no filme a Noviça Rebelde.
Décadas de 60 e 70
Com a entrada das mulheres no mercado de trabalho, surge a necessidade de ter uma pessoa para cuidar das crianças, até que os pais cheguem em casa. No Brasil, há uma adaptação do trabalho de empregada doméstica, que dorme na casa da família, com folgas apenas aos finais de semana ou a cada 15 dias.
Hoje
Novos modelos surgem com a evolução econômica do país, que traz mudanças a todo o setor de serviços, já que importar matéria-prima e produtos é fácil, mas mão de obra, não. Mulheres de países latino-americanos com situação menos favorável começam a vir às grandes cidades para trabalhar por salários mais baixos. O caso das paraguaias já foi notícia em jornais de São Paulo e no The New York Times.

Fonte: Casa e Jardim

Queijo coalho com geleia de abacaxi picante

Foto Ricardo Corrêa
Foto Ricardo Corrêa
Rendimento: 5 porções
Tempo de preparo: 30 minutos

Ingredientes

Queijo
500 g de queijo de coalho, cortado em cubos de 4 cm;
4 ovos;
500 g de farinha de mandioca.

Geleia
500 g de abacaxi, cortado em cubos de 0,5 cm;
200 g de açúcar;
50 g de gengibre bem picado;
60 g de pimenta dedo-de-moça sem sementes, bem picadinha.

Modo de fazer

1 Em uma panela, derreta o açúcar em fogo médio até formar uma calda.
2 Acrescente o abacaxi e deixe cozinhar até ficar macio.
3 Desligue o fogo e junte o gengibre e a pimenta. Reserve.
4 Bata os ovos e passe os cubos de queijo nesse creme. Em seguida, empane-os na farinha de mandioca.
5 Frite em óleo quente, retire o excesso de gordura e sirva com a geleia de abacaxi.

Fonte: Casa e Jardim

Vegetais neutralizam genes de risco cardíaco

egetais contra o gene
Pessoas que são geneticamente suscetíveis a doenças cardíacas podem reduzir seus índices de risco comendo muitas frutas e vegetais crus.
Cinco ou mais porções diárias são suficientes para neutralizar as versões de um gene no cromossomo 9.
Os pesquisadores estudaram mais de 27.000 pessoas em todo o mundo, incluindo Europa, China e América Latina.
Suas conclusões mostram que as dietas saudáveis enfraquecem o efeito do gene.
Refeições verdes
Os resultados sugerem que indivíduos com a versão de alto risco do gene (chamada 9p21) que consumiram uma dieta repleta de vegetais crus, frutas e bagas, apresentaram um risco de ataque cardíaco semelhante ao de pessoas com uma variante de baixo risco do mesmo gene.
"Nossos resultados suportam a recomendação de saúde pública para consumir mais do que cinco porções de frutas ou vegetais [por dia] como forma de promover a boa saúde," afirmou a professora Sonia Anand, da Universidade McMaster (Canadá).
Os cientistas afirmam que agora precisam fazer novos estudos para descobrir como a dieta age diretamente sobre esses genes.
Cinco porções de vegetais por dia
Uma porção de frutas ou vegetais pesa 80 gramas, o que equivale a uma banana pequena, ou uma cenoura pequena, ou uma maçã média.
A recomendação é que um adulto ingira cinco dessas porções por dia.
Veja o que conta para atender a essa recomendação:
  • Frutas e vegetais crus e frescos;
  • frutas e legumes congelados;
  • frutas secas, como passas, tâmaras, sultanas e figos;
  • frutas e vegetais enlatados;
  • frutas e legumes cozidos em pratos como sopas, guisados ou pratos de massas;
  • um copo (150 ml) de suco com 100% de frutas ou vegetais, sem açúcar;
  • feijões e leguminosas; estes contam apenas como uma porção por dia, não importando o quanto você coma.
Fonte: Diário da Saúde