sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Decoração:Flores no Luste


Ricardo Corrêa/Casa e Comida
lustre de ferro é sob medida para esta ideia, pois já tem recipientes para velas que se prestam muito bem a desempenhar o papel de vasinhos de flores. Mas Claudia, da Calle Florida, dá uma alternativa para quem não tem um modelo igual: com fio de náilon ou ganchinhos feitos com arame, pendure no seu lustre garrafinhas de leite de coco ou similares e crie sua combinação de cores e flores. Fica lindo principalmente sobre a mesa de jantar.

Ricardo Corrêa/Casa e Comida

FONTE: cASA E JARDIM

Ideias criativas para usar flor na casa




Esconde-esconde
Um recipiente menor com água foi colocado dentro da ânfora de vidro para acomodar o buquê de rosas tipo gloss e spray, cravos e angélicas. Assim, ele fica camuflado no farto punhado de botões de roupa de madrepérola. Com o brilho do material, o efeito é incrível. A dica de Renata Araujo Fongaro, sócia da empresa de cenografia Bendita Festa, é amarrar com barbante o maço de flores. “Assim, ele se mantém estruturado.”



Dica 1
Nos botões 
Em vez de madrepérola, poderiam ser de madeira, metal ou coloridos. O estilo do arranjo muda conforme o material


Cerimônia do chá
Em vez de vasos normalzinhos, os arranjos vão para o bule e a xícara. Tudo a ver como evento do dia: um chá com doces para as amigas. Para compor os buquês, Lucia Milan, da Aparecida Helena e Lucia Milan Floristas, usou tulipas, rosas, didiscos, bocas-de-leão, ervilhas-de-cheiro e sementes de eucalipto. Seguiu a mesma cartela pastel de cores das louças românticas e dos macarons preparados para aquela tarde.


Dica 2
No bule
Para o arranjo ficar harmônico e bonito, a dica da especialista é montá-lo colocando um tipo de flor por vez 


Reciclagem
Garrafas e vidros de diferentes origens (de azeite, conservas, aceto balsâmico) entram na composição de Claudia Regina, da La Calle Florida. As flores usadas são igualmente variadas: lisianto, maria-sem-vergonha, gérbera, campânula e goivo. O segredo é caprichar na harmonia. Pode até salpicar uma licoreira bacana, para o visual ficar mais chique. Sobre uma mesa de madeira, a mistura fina vai arrasar no jardim ou na varanda em dia de festa.


Dica 3
Nas caixas 
A dica é mesclar lisas, listradas e com bolinhas. Para acomodar o buquê, é preciso abrir um buraco na tampa


Mesa surpreendente
Caixas de presente assinadas pela designer Jeniffer Bresser funcionam como cachepôs nos arranjos feitos com rosas e ruscos pelo badalado florista Vic Meirelles. “Uma ideia é deixar por perto caixas parecidas pequenas contendo lembrancinha para as visitas, como bombons”, sugere Vic. Na mesa romântica montada por ele, com um lençol antigo no lugar da toalha e louças de família, tem mais surpresas: duas sopeiras viraram vasos.


Dica 4
Nos vidros 
Em geral, basta uma flor por recipiente. Folhagens de diferentes tipos ajudam a embelezar o conjunto


Brinde charmoso
A bossa é uma ótima pedida para reuniões e jantares regados a vinho ou outros drinques servidos em taças. Basta enrolar o talo de uma flor artificial – que dura a festa toda – na haste do copo. A escolha aqui foi lavanda, não só na cor original, mas também branca. O anfitrião decide se quer enfeitar todas as taças coma mesma flor ou usar diferentes tipos e cores. No segundo caso, cada convidado pode pegar na bandeja a sua preferida.

Dica 5
No vinho 
A flor artificial escolhida precisa ter o talo aramado, como as lavandas usadas nestas taças


Pé na cozinha
Se a festa é descontraída e os convidados vão circular pela cozinha, mesmo que ela não seja integrada à sala, decore também esse pedaço da casa. Mas entre no clima usando algum utensílio culinário com design bacana como base do arranjo. Para o escorredor de macarrão, Claudia Regina escolheu versões artificiais de papoula, ranúnculo e lavanda. Criou um cantinho ideal para servir petiscos recém-saídos do forno, como pães de queijo.


Dica 6
No escorredor 
Passado pelos furinhos, o arame usado para prender o buquê fica escondido no lado de dentro da peça


Superbolas coloridas
No lanche especial para a família, as cores fortes dos crisântemos contrastam com os tons suaves dos cupcakes e da limonada servida em filtros de vidro. Mas o maior charme dos arranjos – que, assim, colocados em pratos de bolo, também fariam bonito em uma criativa mesa de aniversário – é o moderno formato de bola. “É fácil fazer um igual”, diz Marcela Fongaro, sócia da Bendita Festa. As flores são espetadas em uma esponja floral molhada.


Dica 7
No prato de bolo 
Cada bola consumiu cerca de cem crisântemos. Outras sugestões são cravos, gérberas ou margaridas


Nesta noite se improvisa
Com uma bela bandeja de prata colocada em cima dele, o banco Tan-Tan dourado vira mesinha de apoio no canto festivo improvisado por Vic Meirelles. Sobre ele, o balde de gelo acomoda a garrafa de vinho ou espumante e mantém a bebida no ponto. A decoração floral não sai do tema e coloca tulipas em taças. É uma ótima ideia para aquela noite em que você vai reunir descompromissadamente os amigos.



Dica 8
Nas taças 
O barato é misturar modelos bem diferentes entre si e também variar o tamanho dos buquês


Não só na mesa
A ideia é sucesso garantido em almoços de batizado, de primeira comunhão ou em casamentos: o arranjo vai para a mesa, mas também para o encosto das cadeiras. Para o visual não ficar exagerado, opte por guirlandas pequenas, delicadas e com poucos detalhes, como a criada por Maristella Nicolosi, que combina rosas bouquet brancas com folhagem smailaik. Pena que, sem água, elas duram pouco. A saída, nesse caso, seriam flores artificiais.


Dica 9
Na cadeira 
A guirlanda é presa ao encosto com fita e um bom nó, seguido de laço. Nada de arame ou algo que espete o convidado

Boas-vindas
Com flores esperando na porta, a mensagem é clara: todos são realmente bem-vindos naquela casa. Cláudia, da La Calle Florida, fez um buquê com rosas e astromélias, que envolveu com guardanapo de papel, dando forma de cone. Para ficar firme e bem acabado, usou um pedaço de tela de galinheiro (encontrada em lojas de material de construção ou especializadas, como Mercado das Telas, em São Paulo), arrematado atrás com um arame – que também serve para fixar a decoração na grade da porta.

Dica 10
Na
 porta Além dos guardanapos descartáveis usados aqui, valem os de tecido ou, então, papel de scrapbook


Fonte: Casa e Jardim

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Cientistas transformam gordura ruim em gordura boa


Gordura branca e marrom
Cientistas da Universidade de Ohio (EUA) identificaram um mecanismo biológico que transforma gordura branca em marrom.
O homem tem dois tipos de tecido adiposo: o marrom, ligado à regulação da temperatura e abundante em recém-nascidos; e o branco, cuja função é acumular energia no corpo e está mais presente em adultos.
A gordura branca está associada à obesidade e à falta de exercícios. É a gordura indesejada e que muitos querem se livrar do excesso.
A novidade, publicada na edição de setembro da revista Cell Metabolism, poderá auxiliar no desenvolvimento de novas estratégias para tratar a obesidade.
Gordura boa
processo de formação da gordura boasó foi desvendado em 2008.
Em 2009, outro grupo descobriu como modificar células para que estas produzam a gordura boa.
O novo estudo, feito em modelo animal, demonstrou que a transformação da gordura ruim em boa é possível devido à ativação de uma enervação e de um caminho bioquímico que começa no hipotálamo (área cerebral envolvida no balanço energético) e que termina nas células adiposas brancas.
A transformação das gorduras foi observada quando os animais foram colocados em um ambiente mais rico, com maior variedade de características e desafios físicos e sociais.
Ambiente estimulante
Os camundongos foram colocados em recipientes contendo rodas de girar, túneis, cabanas, brinquedos e diversos outros elementos, somados a alimento e água em quantidades abundantes.
Um grupo controle também foi exposto a água e alimento sem limites, mas em ambiente sem dispositivos para que pudessem se exercitar.
Segundo os cientistas, a maior transformação de gordura branca e marrom foi associada a um ambiente fisicamente estimulante, mais do que à quantidade de alimentos ingerida.
"Os resultados do estudo sugerem o potencial de induzir a transformação de gordura branca em gordura marrom por meio da modificação do nosso estilo de vida ou pela ativação farmacológica desse caminho bioquímico", disse Matthew During, professor de neurociência e um dos autores do estudo.
Fonte: Diário da Saúde

Poltronas com design original


Sua sala nunca mais será a mesma depois desta seleção de móveis, com um design que foge completamente do tradicional. Reunimos três divertidos modelos de poltronas para quem gosta de uma dose de bom humor na decoração. As peças têm inspirações que variam de personagens de videogame até uma banheira. Criatividade é o que não falta nesta lista. Confira!

Fonte: Casa e Jardim

Divulgação
O Pac-man pode ser um jogo do passado, mas o simpático personagem continua presente em vários itens de design. Um deles é a poltrona, criada pelo designer mexicano Jose Primo
Divulgação
Em forma de banheira, a Bathtub Seating Lounge leva a assinatura da designer sul-coreana Baek-Ki-Kim
A escultura do artista britânico Allen Jones é uma cadeira sexy: o apoio da parte estofada imita o corpo de uma mulher, em tamanho real
Divulgação
O formato dos monstrinhos coloridos deixa esta poltrona com um visual descontraído. A ideia é do designer mexicano Ricardo Leija

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Brasileiros descobrem uma das causas da leucemia


Leucemia linfoide aguda
Um artigo descrevendo pela primeira vez uma mutação ativadora na proteína IL7R (Receptor da Interleucina 7) foi publicado hoje pela revista Nature Genetics.
Entre os autores estão os pesquisadores brasileiros Priscila Pini Zenatti, André Silveira, Jörg Kobarg, Silvia Brandalise e José Andrés Yunes, dos Centro Infantil Boldrini, referência nacional em tratamento de câncer infantil, e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
A pesquisa levou cinco anos para ser concluída e revela que a proteína IL7R defeituosa leva à proliferação descontrolada das células na leucemia linfoide aguda T (LLA-T).
Foram estudados 201 pacientes com leucemia linfoide aguda T, sendo 68 provenientes do Centro Infantil Boldrini, de Campinas.
Novo alvo para tratamentos
O estudo revelou que cerca de 10% dos pacientes com leucemia linfoide aguda T possuem a mutação IL7R.
Esta descoberta é fruto da pesquisa de Priscila Pini Zenatti, pesquisadora do Boldrini e aluna da Pós-Graduação em Genética e Biologia Molecular do Instituto de Biologia (IB) da Unicamp.
Ela contribui para a identificação e a compreensão de um novo mecanismo, responsável pelo surgimento da leucemia infantil.
Em curto prazo, essa mutação poderá ser usada como um novo alvo para o desenvolvimento de drogas específicas para o tratamento da leucemia infantil.
Gene defeituoso
"Nos testes com cobaias, os ratinhos que receberam o gene da proteína IL7R defeituosa ficaram doentes, desenvolveram tumores e infiltração de células leucêmicas em diversos órgãos, que ficaram muito aumentados em tamanho, quando comparados com os ratinhos que receberam a proteína normal", afirma Priscila Zenatti.
"Os resultados deste estudo contribuem para o conhecimento das diferentes vias de ativação das proteínas envolvidas na proliferação e maturação das células linfoides.
"Por outro lado, o reconhecimento da proteína IL7R na patogênese da leucemia T-derivada trará novas perspectivas para o desenvolvimento futuro de novas terapias alvo-específicas," comentou a oncologista Silvia Brandalise, que é diretora do Boldrini.
Células-tronco
A proteína IL7R é muito importante para o amadurecimento e a sobrevivência das células-tronco do sangue. Parte das células-tronco sanguíneas irá formar os linfócitos T (um tipo de célula de defesa do organismo), que nascem na medula, migram para o timo (órgão próximo ao coração), onde ocorre o processo de amadurecimento e depois seguem para outros órgãos (linfonodos, baço etc).
"A mutação do IL7R causa a ativação contínua da proteína, contrariando o processo normal de amadurecimento celular, o que leva à proliferação exagerada de linfócitos imaturos", explica a pesquisadora.
Esta mutação está presente em 10% das leucemias linfoide aguda T (LLA-T). "É preciso agora entender se as mutações do IL7R ocorrem ao acaso ou se há algum fator genético ou ambiental que predisponha a ocorrência da mutação e a progressão da célula mutante em leucemia", acrescenta Andrés Yunes.
Aplicação terapêutica
A fim de testar uma potencial aplicação terapêutica destas mutações, os pesquisadores realizaram testes preliminares com algumas drogas que foram capazes de levar à morte células portadoras da proteína mutada.
"Isso já é um bom sinal, pois há casos de câncer onde as células se tornam resistentes ao tratamento. No entanto, ainda serão necessários futuros estudos para minimizar possíveis efeitos colaterais e também estudar a possibilidade de ministrá-las juntamente com outras drogas durante o tratamento das LLA-T", diz Priscila Zenatti.
Os próximos passos do estudo serão concentrados no desenvolvimento de anticorpos e novos fármacos, que reconheçam especificamente a proteína mutada. "A utilização desses anticorpos, como uma nova droga, trará a possibilidade de inativar a proteína mutada sem afetar as células normais do paciente", avalia a pesquisadora.
Leucemia
A leucemia é a forma mais comum de câncer na infância e na adolescência, representando em torno de 30% de todas as neoplasias em crianças menores de 15 anos de idade.
A Leucemia Linfoide Aguda (LLA) é o tipo de câncer da criança e do adolescente mais frequente no Brasil, com estimativa de 2 mil novos casos por ano, segundo estimativa do Ministério da Saúde.
Já a Leucemia Linfoide Aguda T (LLA-T), subtipo da LLA, corresponde a aproximadamente 15% dos casos de LLA.
O Centro Infantil Boldrini atua há 33 anos no cuidado de crianças e adolescentes com câncer e doenças hematológicas.
Atualmente, está tratando perto 7 mil pacientes de diversas cidades brasileiras e alguns de países da América Latina, a maioria (80%) pelo SUS.
O hospital é considerado um dos centros mais avançados do país, reunindo alta tecnologia em diagnóstico e tratamento especializado, com índice de cura de 70% a 80% em alguns tipos de câncer.

Fonte: Diário da Saúde